RJ: Despejados do Prédio da Caixa fazem manifestação exigem seus direitos

Moradores protestam contra criminoso despejo em Niterói, no Rio de Janeiro. Foto: Banco de Dados AND

No dia 7 de Junho, os Moradores da Ocupação Prédio da Caixa manifestaram toda sua indignação ao criminoso despejo que completou dois anos. Dezenas de famílias estiveram presentes no ato e puderam expor todas as suas reivindicações.

A manifestação teve concentração em frente à antiga Ocupação do Prédio, na Av. Amaral Peixoto em Niterói. No início da manifestação, os moradores fizeram agitações de denúncia do criminoso despejo, e reivindicaram que o prédio fosse reaberto para recolherem seus pertences. 

Os manifestantes andaram pelas ruas Niterói, passando pelo Ministério Público e pela secretaria de Assistência Social. Durante todo trajeto do ato puderam ser ouvidas as vozes dos lutadores por moradia de Niterói, gritando com vigor as suas palavras de ordem. 

Manifestantes lutam pelo direito à moradia. Foto: Banco de Dados AND

Rumo a garantir os seus direitos, os moradores ocuparam as ruas com palavras de ordem exigindo justiça. Entre outras, foram entoadas as palavras de ordem Que vergonha, que vergonha deve ser. Reprimir trabalhador só pra ter o que comer!, Polícia fascista! Estado terrorista! e Secretária: chega de injustiça! 

O Comitê de Apoio - Niterói (RJ) e o Movimento Feminino Popular (MFP) estiveram presentes na manifestação para demonstrar solidariedade à justa luta por moradia. Ao longo do ato, os ativistas também puderam recolher denúncias dos moradores sobre a sua situação de vida e perspectivas de luta. 

O MFP esteve presente e apoiou o ato dos antigos moradores despejados do Prédio da Caixa, em Niterói. Foto: Banco de Dados AND

Uma antiga moradora da ocupação, trabalhadora ambulante de Niterói relatou a atuação da Polícia no dia do despejo:

Passei mal no dia do despejo. Eu tenho problema crônico no pulmão, mas mesmo assim eles não tiveram misericórdia da gente. Quando a gente subia para pegar as nossas coisas, eles davam com o fuzil na gente. Batendo em nós! Todo mundo, homem, criança, quem fosse! A gente não tem direito de tirar nada que é nosso. Eu não pude nem tirar meu remédio porque eles não deixaram”.

Outro antigo morador do Prédio,, de 61 anos, falou sobre a Dona Suelly, antiga moradora da ocupação da Caixa que morreu na rua depois do despejo: “Suelly, ela morreu, e quem matou ela? Foram eles. E teve outros, não foi só ela não. Quando nós saímos daqui, quantas pessoas morreram de fome? De frio?”, denuncia.

O homem também falou sobre os auxílios e assistências que a prefeitura do Rodrigo Neves (PDT) prometeu aos moradores, denuncia:

-Saímos e fomos procurar nosso direito, ai chegava lá e eles apresentavam um cheque. Eles mostravam o cheque mas não davam o dinheiro. Falavam que era outra pessoa que morava lá. Como que vai dizer que uma pessoa mora no lugar se são as minhas coisas que está lá? Sem condições né? Em vez de fazer um negócio pra ver quem morava lá, não! Eles vieram, tiraram todo mundo de propósito. Bateram, fizeram a maior bagunça”. afirmou o antigo morador.

Moradores foram até a frente do prédio do Ministério Público para exigir seus direitos. Foto: Banco de Dados AND

A fachada do prédio antigo continua selada por concreto. Essa medida restringiu tanto os moradores a pegarem seus pertences quanto aos lojistas da rua a abrirem as lojas. Relatos denunciam que foi identificada uma movimentação estranha por detrás do prédio para roubar os pertences dos moradores que ainda estão impedidos de pegar o que é seu por direito.

Os manifestantes andaram pelas ruas Niterói, passando pelo Ministério Público e pela secretaria de Assistência Social. O ato só acabou quando a secretária se comprometeu a pagar o auxílio moradia de mais de 50 famílias que foram despejadas e deixadas à própria sorte pela Prefeitura. Além disso, os moradores exigem também todos os seus pertences de volta, a indenização pelos danos morais e de saúde, assistência médica e psicológica, além da reivindicação de que o Prédio da Caixa se torne moradia permanente dos antigos ocupantes e seja reconhecida pela prefeitura. 

Foto: Banco de Dados AND

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