México: Morre o revolucionário Saúl Morales; ativistas celebram a sua vida nacional e internacionalmente

Imagem: Corrente do Povo - Sol Vermelho

Em 10 de junho de 2021 faleceu devido a uma doença Saúl Morales Hernández, ativista da Corrente do Povo - Sol Vermelho (CP-SV). Saúl era operário da indústria de engarrafamento de água.

A sua trajetória de vida foi lembrada e exaltada pela CP-SV, com a divulgação de uma nota. A nível internacional, Saúl foi homenageado por ativistas alemães, que realizaram uma apresentação sobre sua luta, além de um mural.

Camarada Saúl: ‘Surpreendentemente capaz’

A direção da organização revolucionária mexicana emitiu comunicado afirmando que Saúl era “um combatente de primeira linha”, “um grande elemento de nossa organização”, “um dos melhores filhos da classe operária mexicana”, enfim, um “imprenscindível”.

Na nota divulgada pela CP-SV, os revolucionários descrevem Saúl como “um desses proletários surpreendentemente capazes de abraçar a teoria revolucionária para incorporá-la em sua vida diária e levá-la em prática”.

Os revolucionários afirmaram que Saúl nunca perdeu a confiança nas forças do proletariado e que durante toda sua vida, se entregou à luta por sua libertação, fundindo seu destino pessoal com o destino da classe.

A organização conta que Saúl, apelidado carinhosamente como “Chino Pelón” (algo como “Chinês Careca”), era um trabalhador da indústria de engarrafamento e fazia parte do núcleo promotor da Federação Intersindical na fábrica; a partir daí ele liderou a luta pela sindicalização livre.

Junto com a massa de trabalhadores da fábrica de engarrafamento, ele organizou greves, exigindo  registro sindical. Quando o dirigente sindical da qual ele era membro foi demitido, foi Saúl que liderou a concentração na praça principal da cidade.

Quando os patrões da fábrica, em conluio com o velho Estado, impuseram um sindicato oportunista na fábrica, Saúl e outros companheiros processaram a fábrica pela demissão sem justificativa e continuaram a agitação e propaganda clandestinas lá.

Saúl continuou como ativista na Intersindical. Ele foi solidário com as lutas e greves dos trabalhadores da educação e da saúde e com os catadores de lixo. Acompanhou as lutas da Intersindical e de seus vários sindicatos.

Quando chegou o momento de tomar posições firmes, Saúl tomou o caminho de romper com o revisionismo e abraçou firme e consistentemente o maoismo. "Somos chineses até a medula", dizia o revolucionário em meio a gargalhadas.

O revolucionário também lutava junto da juventude e a orientava nos protestos combativos, enfrentando bombas de gás lacrimogêneo, combatendo a violência policial.

Propagandista da Revolução de Nova Democracia

"Não somos mais os mesmos de ontem". "Não podemos nos permitir ser o mesmo que os eleitores e os negociadores". Com essas palavras, Saúl Morales desfraldou a bandeira da Revolução de Nova Democracia no México, nos primeiros atos públicos da Corrente do Povo - Sol Vermelho.

Convencido da necessidade de propagandear o programa da Revolução de Nova Democracia, uniu-se plenamente ao trabalho da Comissão de Imprensa e Propaganda.

Perto do dia da sua morte, gravemente doente, sua família o levou para Chiapas - a terra de seu nascimento - para passar seus últimos dias com eles. Ele pôde se despedir dos militantes que o visitaram. Ele pegou sua bandeira vermelha na mão, despediu-se de seus camaradas com um sorriso e seus olhos cheios de lágrimas, segundo o relato da CP-SV.

“Camarada Saúl, camarada Chino Pelón; as bandeiras SolRojistas que você orgulhosamente ergueu e defendeu hoje curvam-se em sua memória. Juramos a você, camarada, que saberemos portá-las, desfralda-las e defendê-las com o amor e a confiança indestrutível com que você fazia”, declara.

Os militantes da CP-SV finalizam a nota sobre o companheiro falecido com as palavras de ordem: Saúl Morales Hernández, você vive no coração e nas lutas da classe trabalhadora e do povo! Honra e glória ao Camarada Chino Pelón! Viva a classe proletária!.

Ações de solidariedade internacional comemoram a vida de Saúl e outros revolucionários mexicanos

No dia 16 de junho, ativistas num gesto de internacionalismo proletário realizaram alguns atos informando sobre a situação da luta de classes no México, especialmente em memória do companheiro Saúl Morales Hernández, "Chino Pelón". Na cidade de Bremen foi realizada uma palestra na qual foi discutida a vida e a luta de camaradas mexicanos como Luis Armando Fuentes Aquino, Javier López Martínez, Ernesto Sernas García e Saúl Morales Hernández. Na mesma cidade, os revolucionários fizeram um mural em homenagem ao camarada "Chino Pelón" usando como referência o cartaz da organização CP-SV.

Mural feito em homenagem a Saúl Morales na Alemanha. Foto: Dem Volke Dienen

Palestra realizada em Bremen sobre revolucionários mexicanos. Foto: Dem Volke Dienen

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