Madagascar: Trabalhador é morto pela polícia em meio a protestos estudantis pelo não-pagamento de bolsas

Um transeunte foi morto pelas forças de repressão em Madagascar, na cidade de Maninday, no dia 16 de junho, em meio a massivos protestos que já aconteciam por duas semanas. As manifestações se posicionavam contra a falta de pagamento das bolsas estudantis, atrasadas em nove meses. 

As bolsas, de valor entre 25.000 e 30.000 ariary por mês (cerca de 35 reais), não estavam sendo pagas pelo Ministério do Ensino Superior. Essas bolsas permitem que esses jovens vivam paralelamente aos estudos. Principalmente porque, devido às restrições de saúde, encontrar um emprego era ainda mais complicado durante a pandemia. 

O pagamento dos funcionários do setor técnico-administrativo da universidade também estavam sem receber há três meses.

No dia do protesto, uma barricada policial foi erguida para impedir os estudantes de deixarem o campus da Universidade de Toliara, devido às manifestações antecedentes. Ao passo que os manifestantes atiraram pedras na polícia, as forças repressivas responderam com tiros, atingindo um transeunte que morreu a caminho do hospital.

Durante a repressão desproporcional, no conflito que durou seis horas, um estudante também foi ferido à arma de fogo pela polícia e diversos manifestantes foram presos.

Os estudantes, respondendo à repressão brutal, atearam fogo na residência de um professor reacionário da universidade, de acordo com um jornal local.

Após a manifestação, os estudantes, perseguidos tanto pela universidade quanto pelo velho Estado, tiveram de se refugiar na mata por dias para não serem presos ou torturados.

Protestos estudantis em Madagascar. Foto: L’Express

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