França: Trabalhadores entram em greve no aeroporto de Paris e enfrentam a polícia

Trabalhadores do aeroporto de Paris estão em greve desde o dia 1° de julho contra a retirada de uma série de direitos trabalhistas. Entre as reivindicações está a defesa integral do corte de bônus mensais, a realização pela empresa do deslocamento dos trabalhadores entre os aeroportos Orly e Charles de Gaulle. Os trabalhadores também se posicionam contrários ao aumento de horas de trabalho nos finais de semana e do turno noturno, bem como  rechaçam a demissão de 1.500 trabalhadores.

No dia 02/07, a polícia tentou reprimir mais de 700 trabalhadores que protestavam no Terminal 2 do aeroporto Charles de Gaulle. Os trabalhadores em luta organizaram a resistência em resposta. As forças de repressão lançaram mão do disparo de bombas de gás dentro do aeroporto, criando uma confusão no local. 

Não obstante as ameaças de corte dos bônus por mês (de 300 euros, cerca de 1.840 reais) e demissões, os trabalhadores receberam multas de 135 euros (cerca de 830 reais) por protestarem.

O trabalhador Yuan S., de 43 anos, que trabalha há dezesseis anos com os bombeiros do Aeroporto de Paris, denunciou o novo contrato: “O problema é que recebemos principalmente sobre o prêmio, porque os salários-base são muito baixos. Ganho 1.680 euros brutos por ano com um tempo de trabalho de dezesseis anos. Os meus bônus me permitem chegar aos 2.000 euros: se já não os tiver, perco 300 euros de rendimento”.  “Os membros da gestão [do aeroporto]  fazem-nos parecer privilegiados.”, disse. 

No aeroporto de Orly, os trabalhadores se reuniram para uma assembleia geral.

Por sua vez, a gestão do Grupo ADP (Aeroporto de Paris), encarregada de administrar os aeroportos Roissy, Orly e Le Bourget, garante que o novo contrato é necessário para “economizar dinheiro” durante a pandemia. Entretanto, enquanto a ADP alega não ter dinheiro para pagar os trabalhadores, no ano passado investiu 1,2 bilhão de euros no grupo indiano GMR Airports. Tal fato se deu ainda durante a pandemia.

Trabalhadores em greve no Aeroporto de Paris enfrentam a repressão policial. Foto: Reprodução.

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