RJ: Guarda Municipal agride, reprime e persegue entregadores no centro da cidade

Guarda Municipal de Eduardo Paes, inimiga de trabalhadores, agrediram covardemente um trabalhador no centro do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Durante a tarde de quarta-feira, dia 07 de junho, agentes da Guarda Municipal (GM) do Rio de Janeiro agrediram um entregador. O fato aconteceu próximo ao Largo da Carioca e gerou revolta entre os demais trabalhadores que estavam reunidos no local juntamente ao jovem. A guarda reprimiu o jovem trabalhador, imobilizando-o com um golpe de asfixiamento. Em resposta a isso, trabalhadores realizaram protestos, exigindo a soltura do jovem e rechaçando os ataques da Guarda Municipal, que lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os entregadores.

A alegação da GM foi de que o jovem estava usando maconha. Após ter retirado o cigarro e apagado, um agente começou a imobilizá-lo, mesmo sem mais justificativas para tanto. Os demais agentes próximos agiram para impedir que os demais trabalhadores evitassem o ato. O jovem não chegou a ficar desmaiado, mas já estava espumando pela boca, segundo relato de transeuntes, ainda chegando a ser algemado.

“Eu entendo que ele estava errado por estar fumando”, disse um entregador que estava próximo do local do incidente, “mas nada justifica a truculência, foi exagero!”. Outro entregador que escutava a entrevista se aproximou e também se posicionou, “acabaram com o dia de trabalho de todos, todo mundo fechando as portas, correndo com as tralhas na mão. Aqui só tem trabalhador”.

Trabalhadores respondem com revolta a agressão covarde

Em resposta, os entregadores começaram a rechaçar a presença das tropas. Mesmo com a tentativa de reprimir e dispersar o protesto espontâneo, os trabalhadores responderam com pedras portuguesas da calçada e garrafas para se defender da ação covarde e desigual das tropas. Uma van da GM foi atingida e o vidro dela ficou quebrado. 

A ação das forças municipais de repressão têm ocorrido durante várias semanas. O objetivo é lançar mão de uma “operação de reordenamento urbano” com a delimitação de onde podem os trabalhadores informais (conhecidos como camelôs) podem ou não trabalhar. O decreto afirma que “os agentes da Prefeitura irão coibir: qualquer atividade de comércio ambulante; usos de moradia; distribuição de folhetos” dentre outras atividades. A intervenção é prevista em trechos contínuos da Avenida Rio Branco, onde é também a região em que a agressão covarde contra o trabalhador da GM aconteceu.

Na prática, a presença das tropas em toda essa região tem sido um fator que impede dezenas de trabalhadores de exercerem sua ocupação informal. O Largo da Carioca é um local que, ao lado do mercado da Uruguaiana, historicamente concentra trabalhadores, livreiros e camelôs.

Novamente, a Guarda Municipal, tropa de repressão de responsabilidade municipal (hoje com Eduardo Paes), atua como inimigo do trabalhador.

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