Imperialismo Francês toma ilha do povo Malgaxe e povos do oceano índico resistem

O presidente ultrarreacionário da França, o imperialista Emmanuel Macron, visita as Ilhas Dispersas em 23 de outubro de 2019. Foto: Jacques Witt.

Alegando a necessidade de “proteger a biodiversidade”, o imperialismo francês tornou oficialmente o arquipélago chamado de ilha Gloriosa em “reserva natural nacional”, como uma das “Ilhas Dispersas” da França pelo mundo. Contra esse claro ataque à soberania nacional do povo Malgaxe (quem é nascido em Madagascar), o Movimento de Povos do Oceano Índico, entre outras organizações, lançou um comunicado denunciando a toma do imperialismo francês da ilha reivindicada por Madagascar.

A denúncia consiste em expor a relação semicolonial do governo de turno com a França, e exigem a "erradicação dos vestígios do colonialismo e da libertação de todos os territórios africanos sob ocupação". Ela foi lançada tendo em vista a celebração da data de 26 de junho de 2021, que corresponde ao 61º aniversário da independência de Madagascar.

De acordo com o Decreto francês n.º 2.021-734, de 8 de junho de 2021, “a classificação como reserva natural nacional justifica-se pela diversidade de habitats costeiros e oceânicos que constituem o suporte de uma biodiversidade de caráter patrimonial excepcional. As Gloriosas são notavelmente um local de reprodução privilegiado para tartarugas verdes e de pente, baleias jubarte e aves marinhas”.

O Movimento e organizações denunciam a prática “colonial e racista, veladamente travestida pelas roupas verdes de proteção da biodiversidade, de que o patrimônio natural do arquipélago de Gloriosa estará melhor sem a população local, exceto pelos militares franceses que o ocupam. A questão da soberania sobre essas ilhas, cuja rica biodiversidade o Estado francês enfatiza ao mesmo tempo em que omite deliberadamente mencionar seu conhecido enorme potencial de hidrocarbonetos [negrito nosso], não deve ser resolvida sob a cobertura da conservação da biodiversidade e do fortalecimento da ‘resiliência dos ecossistemas vizinhos’, por trás da qual está o desejo de aumentar o controle francês sobre o excepcional patrimônio natural das Ilhas Gloriosas e o sistema de gestão da biodiversidade.”

As organizações signatárias do Comunicado defendem a soberania dos povos do Oceano Índico sobre seus territórios e se opõem “com todas as suas forças a esta transformação da biodiversidade malgaxe em uma província da França, em violação dos direitos inalienáveis do povo malgaxe à autodeterminação e à livre disposição de suas riquezas e recursos naturais”.

Assinam o Comunicado, também, as organizações Centro de Pesquisa e Apoio a Alternativas de Desenvolvimento - Oceano Índico; Associação dos Funcionários do Governo da ilha de Rodrigues - e a Federação dos Trabalhadores de Rodrigues (Alain Tolbize); Rede Juvenil para o Desenvolvimento Sustentável de Madagascar; Mulheres na Ação Rural de Madagascar (FARM); Organização para o Desenvolvimento Intelectual de Madagascar (ODIMA); Plataforma Nacional de Organizações da Sociedade Civil de Madagascar - (PFNOSCM / VOIFIRAISANA); Coalizão Nacional de Defesa do Meio Ambiente - CNPE Madagascar; entre outras, como organizações das ilhas Réunion (departamento da França) e Mauritius do Oceano Índico.

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