Protestos contra o governo militar genocida de Bolsonaro por todo país

Durante a terça-feira, dia 13 julho, milhares de pessoas saíram novamente às ruas para deixar seu repúdio ao governo militar genocida de Bolsonaro. Os protestos ocorreram também em defesa dos direitos básicos da população e denunciaram a tentativa de privatização de setores como os Correios e da Eletrobrás. 

O presidente fascista deu declarações no mesmo dia diminuindo tanto a importância das manifestações e também as mais recentes pesquisas que apontam para uma queda de popularidade de seu governo militar.

Por todo o país, as massas enfrentaram diferentes tipos de intimidação policial, que foram inúteis frente à disposição de ocupar as ruas. O justo protesto ocorreu por diferentes regiões do país e são parte da mobilização para o próximo grande ato que ocorrerá por todo o país, no dia 24 de julho.

Rio de Janeiro

Na capital carioca, o protesto se concentrou às 17h na Candelária e saiu após uma longa concentração. Os manifestantes organizaram-se com faixas, bandeiras e entoando palavras de ordem e tomaram as ruas. Um forte aparato policial se concentrava por todo centro da cidade. Por todas as ruas que passavam, as tropas repressivas acompanhavam os manifestantes. Ainda assim, os manifestantes seguiram o rumo do ato, se direcionando pela avenida Rio Branco, onde centenas de trabalhadores se solidarizavam à manifestação.

Manifestação ocorrida no Rio de Janeiro. Foto: Banco de Dados AND

Ao fim do ato, o Batalhão de Choque e Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) da Polícia Militar (PM) desataram uma repressão generalizada contra os manifestantes que se encontravam na praça da Cinelândia. Cinco pessoas foram detidas, bombas de gás foram lançadas para dispersar o ato. Os grupos de manifestantes se retiraram de forma organizada, com palavras de ordem denunciando a violência policial e exaltando a resistência do povo no campo e na cidade.

Os detidos foram liberados horas depois.

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Ceará

Em Fortaleza, organizações populares tomaram as ruas do centro para denunciar o governo genocida de Bolsonaro e generais. Apesar das centrais sindicais boicotarem o ato, as organizações presentes decidiram seguir em frente com o plano de caminhar pelas ruas do centro da cidade.

Manifestação ocorrida em Fortaleza, Ceará. Foto: Banco de Dados AND

Entre as faixas levadas pelos manifestantes, havia uma que exclamava: Abaixo o Governo de Bolsonaro e Generais! Por uma Revolução de Nova Democracia! Pichações e palavras de ordem em solidariedade a Liga dos Camponeses Pobres e aos presos políticos também foram registradas.

Manifestantes levaram faixas contra o governo militar de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados AND

Pichações foram avistadas durante a manifestação. Foto: Banco de Dados AND

AGENTES DA REPRESSÃO INFILTRADOS NO ATO

Durante o ato, o conjunto dos manifestantes identificaram a presença de alguns policiais à paisana tentando fotografar e filmar os rostos dos manifestantes. Em resposta a essa tentativa de intimidação, os manifestantes fotografaram os rostos dos infiltrados, fazendo com que eles se afastassem do ato.

São Paulo

PM de Doria criou um cordão de isolamento para impedir que mais trabalhadores chegassem ao ato. Foto: Banco de Dados AND

Cerca de mil pessoas estiveram presentes no protesto da capital paulista. Ele teve sua concentração marcada para às 17h em frente ao Teatro Municipal. Assim como em outras partes do país, os manifestantes criticavam as privatizações, além de rechaçar o governo militar genocida de Bolsonaro. Eles também protestavam contra os cortes nas universidades e contra a privatização dos correios, a manifestação marchou até o prédio da Secretaria de Educação de São Paulo. 

Na manifestação, o Comitê de Apoio - São Paulo (SP) realizou uma vitoriosa brigada com dezenas de exemplares do AND que foi recebida com grande apoio durante as intervenções sobre a luta no campo e a combatividade da LCP e solidariedade aos camponeses presos em Rondônia.

Durante a manifestação, de forma criminosa, a Polícia Militar (PM) de São Paulo criou um cordão de isolamento que impedia a aderência da massa de trabalhadores da região à manifestação. Também revistaram, sem justificativa alguma, as pessoas que trabalhavam no entorno e os manifestantes.

Durante o fim do ato, os agentes policiais prenderam um rapaz de nome João Felipe da Silva. Segundo relatos, ele foi encontrado com um soco inglês e foi conduzido até uma viatura. Nesse momento, os policiais alegaram se tratar de outro objeto e foi liberado, porém sem ter contato com os demais manifestantes. O tenente-coronel disse ter percebido que não era arma branca e que por isso foi solto.

O policiamento ostensivo foi reforçado para essa manifestação, num indício de clara preocupação do governo estadual (João Dória, PSDB) com o crescente repúdio ao governo militar genocida que toma também a forma de ações combativas em defesa do direito de protesto. No protesto anterior, no dia 03/07, Matheus Machado havia sido preso, tendo ficado encarcerado por 10 dias. Na última terça, Matheus foi liberado após determinação do Tribunal de Justiça.

O dia 13/07 foi marcado também por atos que ocorreram em diferentes pontos desde o início do dia. Desde mais cedo ocorriam protestos de funcionários dos Correios que se posicionavam em defesa de seus empregos e contra a privatização. 

De manhã ocorreu um ato contra Bolsonaro e violência policial na Zona Oeste de São Paulo. Os manifestantes também exigiram empregos, salários e vacinas. Todos esses setores estavam também presentes no ato principal que tomou as ruas do centro antigo de São Paulo no fim da tarde.

Rio grande do sul

Na cidade de Porto Alegre, os manifestantes saíram às ruas exigindo o fim do governo militar genocida de Bolsonaro e generais. Ele teve início às 18h em frente à Prefeitura e percorreu a avenida Mauá. 

Assim como em outras cidades, o protesto ocorrido na cidade do sul do país também foi organizado para mobilizar e aglutinar forças para o próximo grande ato, marcado para ocorrer no dia 24 de julho.

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