NEP promove ofensivas em meio a celebrações de seu 52º Aniversário e denuncia atividade anti-povo do exército reacionário

Combatentes maoistas celebram 52º Aniversário do NEP. Foto: Philippine Revolution Web Central

No dia 12 de junho de 2021, o Novo Exército Popular (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas (PCF), emitiu documento intitulado A guerra popular é para a verdadeira paz popular!. Nele, os revolucionários denunciam sequestros e assassinatos realizados pelo exército reacionário das Filipinas nos dias 07/07 e 08/07, que acusaram as vítimas de serem combatentes do NEP, como forma de demonstrar um “sucesso” da reação em combater as forças revolucionárias. Esta é uma prática já habitual da reação. 

Tais atividades são condizentes com o fascista Rodrigo Duterte, presidente do velho Estado filipino, que desfraldou seu grande plano para afogar a guerra popular em sangue no início do de março de 2021, ordenando que “matem todos eles”. Uma vez que o velho Estado possui completa liberdade para acusar qualquer indivíduo de atividades “maoistas”, sua ordem equivale a ordenar o genocídio sob o povo Filipino, acrescentando ao seu histórico de violência reacionária.

Em sua denúncia, o NEP também reafirma seu compromisso com o povo, esclarecendo que “o Estado fascista sonha se crê que pode convencer o povo em sua campanha pelo desarmamento e rendição do NEP [...]. Com a intensificação do fascismo, o povo está mais consciente do que nunca de que deve depender da luta armada”. Acrescentando ainda que “o movimento revolucionário de todo o país mantém que o caminho para a verdadeira paz, justiça e liberdade se dá através da justa guerra popular [...] desfraldando uma Revolução Democrática e Popular”.

PCF emite declaração em celebração do 52º Aniversário do NEP

Imagem comemorativa ao 52º Aniversário do Novo Exército Popular demonstrando combatentes planejando atividades, ajudando as massas em seu trabalho agricultural e combatendo as forças reacionárias. Foto: Philippine Revolution Web Central

Na edição especial da revista Ang Bayan, o Comitê Central (CC) do PCF saudou todos os combatentes vermelhos e comandantes do Novo Exército Popular na ocasião de seu aniversário. Os maoistas declararam que estão “celebrando e dando profundo reconhecimento aos sacrifícios, esforços e conquistas dos revolucionários em defesa do povo e desfraldando a guerra popular, frente à guerra contrarrevolucionária do regime fascista USA-Duterte”. 

No documento, o PCF também realiza balanço de suas atividades, traçando a história do heroico povo filipino, delineando que “a guerra popular travada pelo NEP, sob a direção absoluta do PCF, faz parte da continuidade de 500 anos de resistência armada do povo filipino contra agressores e opressores estrangeiros”, conectando-a com a situação atual e percebendo as condições objetivas “cada vez mais favoráveis para a realização de extensiva guerra de guerrilhas”, principalmente “pela corrupção, políticas anti-povo e supressão fascista [...] que tem agravado a crise semicolonial e semifeudal do regime USA-Duterte, e imposto maior opressão às amplas massas do povo Filipino”. 

No campo militar, avaliam que “as operações inimigas constantes têm focado nas massas camponesas e infringem amplos abusos a eles, visando desmantelar a unidade do povo e esmagar sua resistência, colocando vilarejos sob o comando de unidades militares, com o vão objetivo de isolar o exército popular e forçando-o em atuar puramente militarmente, onde está vulnerável a ataques de ampla escala”. No âmbito da luta reivindicativa, apontam que “o inimigo busca destruir o movimento democrático de massas nas áreas urbanas, junto da oposição reformista”. 

Em síntese, avaliam que “a luta armada revolucionária continua a perseverar frente à guerra brutal contrarrevolucionária do inimigo. As unidades do NEP estão lutando para superar as dificuldades impostas pelas ofensivas inimigas. Estão determinados a fortalecer seus vínculos com as massas camponesas, defendê-las e ajudá-las a avançar suas lutas antifeudais e antifascistas. Superando suas fraquezas e dificuldades, o Novo Exército Popular está determinado a frustrar as ofensivas inimigas e aumentar suas forças”.

A guerra popular é pela verdadeira justiça popular

Demonstrando a justeza de sua síntese, o NEP aplica sua política nas zonas guerrilheiras, onde se estabelecem milícias locais de camponeses treinados pelos combatentes maoistas para realizar a autodefesa de massas.

No dia 17 de abril de 2021, o Tribunal Popular Revolucionário sentenciou Leticio Cordova à pena de morte por estupro, sentença executada pelo NEP na zona guerrilheira sob o  Comando Roselyn Jean Pelle.

O crime havia sido denunciado ao velho Estado, que não moveu um único dedo, deixando este espaço a ser preenchido pelos órgãos políticos do Novo Poder, que, debaixo das duras condições de guerra declarada contra as massas, rapidamente moveram investigações. Na ocasião de sua denúncia, o estuprador fora flagrado ameaçando a vítima - que é menor de idade - e sua família.

Outro caso que demonstra a defesa das massas aplicada pelo NEP ocorreu em 13 de junho, onde um pistoleiro da região de Quezon fora aniquilado pelo Exército Popular. Além de ter sido preso em 2017 por ações de pistolagem, contratado por "políticos" burgueses da região, o criminoso era conhecido traficante da cidade de Caluag, e extorquia empreendimentos locais ao se passar por integrante do PCF-NEP.

Estas ações revolucionárias se demonstram em completa oposição às forças reacionárias do velho Estado Filipino, que não só emprega estupradores e pistoleiros como mercenários para ações de inteligência, como denunciado pelo NEP, mas frequentemente sequestra e executa inocentes, tomando o trabalho sujo em suas próprias mãos, buscando minar a base de massas do Partido Comunista das Filipinas.

Prisões arbitrárias: qualquer camponês armado é ‘combatente comunista’

Sólidos exemplos da tática empregada pela reação foram demonstrados recentemente, estabelecendo seu caráter anti-povo frente às massas filipinas. Caso recente deste tipo ocorreu em 13 de abril de 2021, na barangay* de Calawis, Antipolo.

Em nota intitulada A série de injustiças em Rizal irá levar ao armamento de seu povo, o Comando do NEP-Rizal denunciou a prisão de 30 cidadãos da barangay, que as forças policiais locais, em conluio com o 80º Batalhão das Forças Armadas, associa ao movimento revolucionário, e a prisão de 30 indígenas da brgy. Puray, acusados de rebelião uma semana após massacre perpetrado pela reação. De acordo com os revolucionários, “em vez de resolver efetivamente a fome, o desemprego e as necessidades da população durante a pandemia [...] Duterte está concentrando todos os esforços para realizar seu sonho louco de destruir o PCF-NEP”. 

Os comunistas, logo, sintetizam: “As implacáveis prisões ilegais e assassinatos hediondos em Rizal justificados pela dita Lei ‘Anti-Terrorista’ fascista devem ser expostos, junto do bloqueio militar imposto pelo 80º Batalhão em Rizal. Como as vidas do povo estão ainda mais ameaçadas e o regime de Duterte os priva de suas necessidades básicas, não tardará para que os Rizalenhos vejam que, somente se armando e avançando a guerra popular é que podem realmente lutar pelas suas vidas, bem-estar e direitos democráticos”.


Nota: 

Uma barangay (ou Brgy., abreviado) é a menor divisão administrativa das Filipinas e é o termo filipino nativo para um vilarejo, distrito ou ala.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin