MG: PMs abordam violentamente homem com problemas mentais

PMs agridem homem durante abordagem em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foto: Reprodução

Um jovem de 20 anos foi agredido por policiais militares (PMs) no dia 16 de julho no bairro Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte (Minas Gerais). A agressão ocorreu durante uma abordagem policial no local que é conhecido como Beco Estrela Dalva.

Uma parte da ação truculenta foi registrada por um vídeo. Nele é possível ver Wesley Melo Vítor sendo imobilizado pelos militares. Em determinado momento três PMs ficam em cima do jovem.

“Gente, tá machucando ele! Para, tá machucando ele, para, gente!”. “Gente, ele não fez nada! Ele não é bandido! Ele não fez nada!”. “Wesley, fica calmo. Vai matar o menino!”.

Foram as frases proferidas por Carolina Fernanda Rosa, cunhada de Wesley e autora do vídeo.

Revoltados com a ação da PM, outros moradores também gritaram para não matar o garoto, neste momento um policial deu um tiro para o alto.

Por conta da abordagem, Wesley teve que ir para a Unidade de Pronto-atendimento Centro-Sul. O rapaz teve ferimentos no rosto, joelho e cotovelo.

Agressão ocorreu durante operação

Os PMs contaram que realizavam uma operação que usou a alegação de “combate ao o tráfico varejista de drogas” para levar terror aos moradores, entre eles Wesley. O rapaz saiu correndo e foi então que os policiais deram ordem de prisão ao rapaz. Os policiais alegaram que Wesley teria “resistido à voz de prisão” e “começado a falar coisas desconexas”.

A reação de Wesley é lógica, uma vez que o jovem sofre de epilepsia por conta de uma queda em 2003, desde então o rapaz faz tratamento neurológico.

"Desde 2003 ele tem esse acompanhamento. Ele caiu, teve uma queda, perdeu massa encefálica. Ele faz tratamento com tudo, com neurologista, com tudo", afirmou a mãe de Wesley, Rosemeire Vítor.

A família de Wesley procurou a corregedoria da PM e apresentou os laudos com diagnósticos e remédios controlados usados por Wesley, para dessa forma abrir uma denúncia contra os militares. O jovem também fez exame de corpo e delito por conta dos ferimentos causados pelos militares.

“Eu acredito que eles [policiais militares] fizeram isso por nós morarmos na favela, na comunidade, por ele ser negro. Porque se não fosse isso, isso não aconteceria. Foi muita brutalidade porque ele tomou ponto no olho, na sobrancelha até o olho", afirmou Carolina.

Wesley Melo Vítor teve que ira ao hospital após as agressões. Foto: Reprodução

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