Alvorada do Povo lança convocação para a manifestação contra o governo militar genocida de Bolsonaro

Reproduzimos na íntegra a nota da Alvorada do Povo, organização democrático-revolucionária de estudantes. Nela, os jovens revolucionários defendem a luta popular como alternativa aos cortes de direitos feitos pelo governo militar genocida de Bolsonaro. A publicação foi postada no sítio da organização.


Todos aos ato do dia 24 de julho para barrar os cortes de direitos!

Alvorada do Povo lança nota conclamando todo povo a ir às ruas nas manifestações do dia 24 de julho. Foto: Banco de Dados AND

A crise do velho estado brasileiro, impulsionada pela pandemia de covid-19, escancara a disputa palaciana entre Bolsonaro e os Generais do Alto Comando para ver quem dirigirá o golpe de estado preventivo ao inevitável levante das massas. Os escândalos mostrados pela CPI da Covid só demonstram aquilo que os revolucionários Brasil a fora já vinham denunciando, o povo está sofrendo de um genocídio planificado pelo Governo Militar com vistas de tentar salvar essa velha ordem semifeudal e semicolonial que impera em nosso país. Seguindo com o seu servilismo ao imperialismo, principalmente norte americano, o MEC impôs à Universidade Brasileira a Educação a Distância, para acelerar o seu projeto de privatização do ensino público, cumprindo com as definições do Banco Mundial.

O atual corte de R$ 1,8 Bilhões do orçamento da educação serve para que a EaD permaneça para além da pandemia, uma vez que universidades do Brasil inteiro já anunciaram que não tem verbas para o retorno presencial. Há ainda universidades que mesmo com a EaD não vão escapar do fechamento, o que é um prato cheio para o mercado privado. O governo aplica sua conhecida tática de precarizar para privatizar.

No que se refere a ciência e à pesquisa nacional, Bolsonaro segue lambendo as botas do imperialismo, boicotando as vacinas que se desenvolvem em nosso país para comprar, superfaturadas, vacinas estrangeiras, ao passo que cacareja aos quatro ventos sobre um suposto tratamento preventivo, que é comprovadamente ineficaz. O exército brasileiro é tão culpado quanto o fascista Bolsonaro, afinal, enquanto se negava a disponibilizar os leitos dos hospitais militares para os civis, produzia e distribuía Cloroquina por todo o território nacional.

Em resposta aos ataques à educação pública, a juventude se levantou em combativas manifestações no dia 19 de junho e 29 de maio, afirmando que não esperará de braços cruzados a privatização da Universidade Brasileira, comprovando que o caminho para a defesa do ensino público e gratuito só pode ser o da luta presencial, classista e combativa. Por todo o país as massas romperam com o imobilismo do fique em casa, tão propagandeado pela Rede Globo e a esquerda oportunista. O povo se posicionou de maneira contundente contra as retiradas de direito, contra a violência policial, contra a perseguição à LCP e o Acampamento Manoel Ribeiro, enquanto que as entidades falidas do Movimento Estudantil, destacadamente a UNE, no dia 19 de Junho, entregavam flores aos policiais de Recife que reprimiram as manifestação e deixaram pelo menos dois trabalhadores cegos de um olho.

O papel a que se presta o oportunismo eleitoreiro é o de fazer coro com a reação, assim como fizeram em São Paulo, atacando os manifestantes combativos, como fazem em Curitiba negociando o trajeto dos atos com a Policia Militar, como fizeram por todo o Brasil, usando da revolta popular para pressionar o Congresso com o seu “Super Pedido” de Impeachment, onde reuniram os elementos mais reacionários da velha ordem, como Joyce Hasselman, Kim Kataguri, MBL, PSDB, entre outros, em torno do seu vazio Fora Bolsonaro.

As massas pobres do nosso país já não aguentam mais esse engodo eleitoreiro, aos poucos vão tomando consciência que não vai ser pelego nenhum que vai resolver os seus problemas, que esses só podem ser resolvidos através da luta organizada, classista e combativa, assim como fazem os camponeses de Rondônia, que, a despeito da intensa perseguição por parte do governador Marcos Rocha e seu capacho Pachá, abalam as estruturas da semifeudalidade representada no latifúndio, através de sua intrépida resistência no acampamento Manoel Ribeiro, apontando o norte da luta popular.

A Alvorada do Povo, convoca toda a juventude ao ato do dia 24 de Julho. Devemos ir às ruas para defender o direito do povo de estudar e aprender, defender a saúde pública, denunciar o velho estado e o golpe militar em curso. Não aceitaremos o caminho da conciliação, dos acordos palacianos e da subjugação nacional! Todos aqueles compromissados com os direitos do povo são bem vindos ao nosso bloco! Juntos faremos da luta classista e combativa o caminho para a transformação de nosso país!

Rebelar-se é justo!

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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