24 de julho: Povo sai às ruas de todo o país contra o governo militar genocida (atualizado)


Milhares de manifestantes tomam as ruas do Rio de Janeiro sob a consigna "Abaixo o governo militar e genocida de Bolsonaro!". Foto: Banco de dados AND

Nesse sábado, dia 24 de julho, dando continuidade à onda de protestos de maio e junho, milhares de pessoas retornaram às ruas para deixar o seu repúdio ao governo militar genocida de Bolsonaro. Os protestos ocorrem em meio ao escândalo de corrupção envolvendo a compra de vacinas que implica diversos políticos da base do governo Bolsonaro e membros das Forças Armadas. Além disso, as massas repudiaram a ameaça de golpe militar realizada pelo general Braga Netto, apenas dois dias antes do ato, no 22 de julho, como também a aprovação do vergonhoso “fundão” eleitoral de R$ 5,7 bilhões.

Os manifestantes saíram pelas ruas de todo o país exigindo direitos que estão sendo retirados pelo velho Estado e também denunciaram os crimes contra o povo em meio à pandemia de Covid-19. Em algumas cidades, o povo precisou resistir aos ataques da Polícia Militar (PM) e de outras tropas de repressão para exercer o direito à livre manifestação.

SÃO PAULO

Na capital paulista, a manifestação ocorreu às 15h. Nos dias anteriores, a PM de São Paulo convidou representantes de forças políticas para uma reunião acordando, dentre outras coisas, o horário em que o protesto poderia ocorrer, além de "avisar" que “nenhum deslocamento a pé ou veicular pode ser realizado por arbítrio deles [manifestantes] sem diálogo dos Organizadores com a Polícia Militar do Estado de São Paulo”. Manifestantes denunciaram esse ataque ao livre direito de manifestação. Nessas denúncias, as massas já apontavam para a tentativa do governador João Dória (PSDB) de conter e reprimir as manifestações populares. Foram também alvo de críticas as organizações que aceitaram participar da iniciativa fascista da PM.

Ativistas apresentam o jornal AND para as massas presentes no ato em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

Desde o início do dia, antes mesmo do horário do início do ato, a PM realizou detenções e apreensões à esmo de pessoas que se deslocavam ao ato. Em postagem no twitter, a tropa de repressão de Dória dava mostras de seus “troféus”: duas bandeiras de organizações populares, algumas pilhas, um megafone e alguns sinalizadores. Além disso, a corporação inclui na postagem que dava mostras de seu cumprimento do trabalho de reprimir e intimidar o justo protesto popular a apreensão de um soco inglês em outra parte do município. A relação feita na publicação buscava associar as organizações em atos que supostamente iriam ser ocorridos.

Entre os materiais “perigosos” apreendidos pela PM de SP estavam: bandeiras de organizações políticas, vinagre, pilhas e megafone. Os manifestantes foram apreendidos e ficaram por 6 horas detidos.

Forças de repressão tentaram intimidar manifestantes com revistas e cerco. Foto: Banco de Dados AND

Mesmo com as tentativas de cercear o direito à livre manifestação, as organizações populares se mantiveram firmes na tarefa de denunciar os crimes contra o povo do governo militar genocida e seguiram para a manifestação.

Manifestação ocorre rechaçando governo militar e repressão

Apesar das ações intimidatórias da PM de João Dória, que atuou contra o direito de livre manifestação de organizações populares desde dias antes, a manifestação de São Paulo ocorreu de forma exitosa. Milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista durante a tarde de sábado. 

Os manifestantes rechaçaram o governo militar de Bolsonaro e generais pelas mais de 500 mil mortes ocorridas em meio à pandemia. Também foram denunciados a falta de empregos, a falta de auxílio emergencial e outros direitos negados ao povo.

Fruto da conciliação de setores oportunistas, a manifestação em SP contou também com grande controle policial. Dias antes, estiveram presentes Partido Comunista Brasileiro (PCB), CSP - Conlutas, Partido da Causa Operária (PCO) e outros agentes do gerenciamento estadual para organizar tudo que dizia respeito ao ato.

Após o horário indicado para terminar a manifestação, a PM de SP não tardou a iniciar todo tipo de arbitrariedade. Logo após as 19 horas, novas cenas de repressão violenta da Polícia Militar foram vistas. As tropas fascistas avançaram sobre os manifestantes, que seguiam protestando. Muitos manifestantes foram presos. Manifestantes resistiram com rojões e pedras contra a repressão policial.

Agências bancárias tiveram suas vidraças destruídas pelos manifestantes. Foto: Banco de Dados AND

Do alto do carro de som, dirigentes de movimentos pediam que a Polícia não jogasse bombas.

Em outros registros divulgados pela internet, é possível ver a persistente resistência de manifestantes em defesa do direito de protestar.

Pelas redes sociais, veículos de imprensa democrática repercutiam as denúncias conforme as prisões arbitrárias eram feitas. Alguns dos detidos foram levados para a 78º DP. Muitos manifestantes estavam sendo revistados e alguns eram levados até as delegacias de polícia para que fossem identificados para, só então, serem liberados. 

Estações de metrô foram fechadas pela Polícia Militar, contrariando a própria orientação passada na reunião para “organizar a manifestação”, em que apontaram que um dos objetivos era “garantir o direito de ir e vir”.

Até a publicação dessa matéria, não haviam informações de manifestantes que ainda estavam detidos.

Campinas

Protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro, na cidade de Campinas, em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

Protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro, na cidade de Campinas, em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

Protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro, na cidade de Campinas, em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

No dia 24 de julho, às 10h, foi realizada no centro de Campinas, no estado de São Paulo, um ato em defesa da vacinação imediata para todos, melhores condições de vida para o povo e contra o governo militar genocida de Bolsonaro/generais.

A manifestação contou com a participação de cerca de 2 mil pessoas que percorreram as principais ruas do centro de Campinas.

Em meio a manifestação, destacava-se um grupo de jovens independentes que carregavam faixas com os dizeres: "Por Pão, Vacina e Educação / Rebelar-se é justo", "Abaixo o Governo Militar Genocida de Bolsonaro". Uma outra faixa trouxe os dizeres “Solidariedade ao Acampamento Manoel Ribeiro” que recentemente sofreu grande repressão do velho Estado e continuam com quatro camponeses presos injustamente.

Protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro, na cidade de Campinas, em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

Durante a manifestação foi queimada uma bandeira dos Estados Unidos e do sionismo israelense, demonstrando solidariedade com as lutas dos povos do mundo e principalmente ao povo palestino que enfrenta há décadas um brutal genocídio por parte do sionismo. Neste momento, um grupo também queimou um boneco representando Bolsonaro, o ato foi apoiado por outros manifestantes que passavam pelo local.

Protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro, na cidade de Campinas, em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

A manifestação terminou no mesmo ponto de início, o largo do Rosário, ou como é conhecida popularmente, a praça dos Pombos.

O ato teve uma duração total de cerca de 4h, sendo uma importante demonstração da revolta e da necessidade da população se organizar para reivindicar e defender seus direitos, como o acesso a terra, vacina e a um trabalho com um salário justo.

RIO DE JANEIRO

Na capital carioca, o protesto se concentrou às 10h na Avenida Presidente Vargas, em frente ao monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares, e seguiu em rumo à Praça da Candelária. Os manifestantes organizaram-se com faixas e bandeiras e entoaram palavras de ordem enchendo o centro do Rio, Havia no ato um forte aparato policial que cercou toda a avenida Presidente Vargas.

Milhares de manifestantes tomam as ruas do Rio de Janeiro sob a consigna "Abaixo o governo militar e genocida de Bolsonaro!". Foto: Banco de dados AND

Milhares de manifestantes tomam as ruas do centro do Rio de Janeiro na manhã do sábado, 24 de julho. Foto: Henrique Pinto

Dias antes havia ocorrido, assim como em SP, uma reunião com siglas eleitoreiras para “organizar o ato” junto à PM. As tropas policiais estiveram durante toda a manifestação dispostas em grupos de 15 a 20 policiais ao longo da Avenida Presidente Vargas, na direção da Igreja da Candelária. Durante a manifestação houve a denúncia de que ativistas da UJC tentaram intimidar manifestantes que discordavam do movimento. A polícia aproveitou-se do princípio de confusão para lançar spray de pimenta no conjunto dos manifestantes.

Apesar da tentativa de repressão ao protesto popular, os manifestantes seguiram em marcha na principal avenida do centro do Rio de Janeiro.

Reuniram-se estudantes, trabalhadores, movimentos de favela e advogados do povo. Os manifestantes entoaram Vacina, Pão, Saúde e Educação!, Eleição é farsa, não muda nada não. Organizar o povo pra fazer revolução!, entre outras consignas de luta, ao mesmo tempo se viam grandes faixas com escritos Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro e Liberdade imediata para os 4 camponeses de Rondônia! Terra para quem nela vive e trabalha!.

Uma grande faixa novamente foi estendida na manifestação exigindo liberdade imediata para os quatro camponeses de Rondônia. Foto: Banco de dados AND

O ato na capital do Rio de Janeiro ocupou a Avenida Presidente Vargas, tomando todas as faixas e seguindo em direção à Candelária. Foto: Banco de Dados AND

Enquanto seguia a manifestação, os policiais concentravam dois grupos mais próximos às organizações independente do velho Estado e combativas. Em torno da Igreja da Candelária, destino final do ato, havia um número maior de tropas da PM que se posicionaram antes de chegar até a Praça. 

Os manifestantes percorreram toda a Avenida Presidente Vargas realizando a denúncia do genocídio planificado para a população que estava no centro da cidade. Foram mais de 3 horas de manifestação que ocupou três faixas da principal rua do centro.

Escudo criado por manifestantes expõe a imagem do grande dirigente comunista brasileiro, Pedro Pomar, junto a frase Rebelar-se é justo. Foto: Banco de dados AND

Faixas exigindo Fora Bolsonaro e um boneco posteriormente queimado foi levado durante a manifestação. Foto: Banco de dados AND

Cartaz de protesto é erguido por manifestante com a frase "Braço forte, mãos leves" em referência ao slogan das forças armadas reacionárias e seus ações em meio a gerencia do velho Estado. Foto: Banco de dados AND

Diversos indígenas estiveram presentes na manifestação expressando o repúdio ao governo militar e genocida de Bolsonaro. Foto: Henrique Pinto

Militares foram vistos filmando e fotografando os manifestantes por todo ato. Foto: Banco de dados AND

Ao final do ano, a manifestação foi impedida pelos policiais de ocupar a Praça da Candelária. O ponto, que é um local histórico em que iniciam e finalizam as manifestações, estava cercado pelos policiais que impediram que as massas ultrapassassem sua barreira. Uma das razões que certamente motivou a presença das forças de repressão foi a necessidade de evitar que se interrompessem o fluxo dos carros. Próximo ao local está localizada a Avenida Rio Branco, principal via da cidade por onde o trânsito se escoava. Também há no local uma via do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que nos fins de semana é usado principalmente por turistas.

Manifestantes queimam bandeiras ianques enquanto entoam: "Fora ianques da América Latina!". Foto: Banco de dados AND

Boneco representando Bolsonaro é queimado por manifestantes em meio a Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. Foto: Banco de dados AND

Boneco representando Bolsonaro é queimado por manifestantes em meio a Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. Foto: Banco de dados AND

Boneco representando Bolsonaro é queimado por manifestantes em meio a Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. Foto: Henrique Pinto

Um segundo boneco representando Bolsonaro é queimado por manifestantes também em meio a Av. Presidente Vargas no centro do Rio de Janeiro. Foto: Banco de dados AND

Sequencia mostra queima de bandeiras ianques no centro do Rio de Janeiro. Foto: Banco de dados AND

BRASÍLIA

Em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, milhares de Manifestantes realizaram ato contra o governo de Bolsonaro e generais; dentre as reivindicações, se destacaram os pedidos por vacina e auxílio emergencial digno.

A manifestação ocupou a capital e repercutiu a denúncia feita por todo o país contra o governo militar genocida. Manifestantes independentes do velho Estado também denunciaram a tática da repressão de buscar realizar acordos com organizações políticas para controlar as manifestações.

Antes da dispersão, jovens ativistas se dirigiram para a Rodoviária do Plano Piloto, onde realizaram uma breve agitação e distribuição de panfletos chamando o povo a lutar contra a carestia e contra o governo militar genocida de Bolsonaro e generais.

Manifestantes tomam as ruas centrais de Brasília erguendo faixa exigindo vida digna. Foto: Banco de dados AND

Agitação realizada na Rodoviária do Plano Piloto em Brasília. Foto: Banco de dados AND

FORTALEZA

Na tarde do dia 24 de julho, milhares de estudantes e trabalhadores de diversas categorias tomaram as ruas de Fortaleza (CE) em manifestação contra o governo militar assassino e terrorista de Bolsonaro e generais do Alto Comando das Forças Armadas (ACFA).  O ato teve início durante a tarde, com concentração na Praça Portugal, zona norte da cidade.

Milhares de pessoas ocupam as ruas de Fortaleza em protesto ao governo militar de Bolsonaro e generais. Foto: Banco de dados AND

Entre os manifestantes, foram entoadas diversas palavras de ordem em defesa dos direitos do povo e do direito de lutar, como Presos políticos, liberdade já! Lutar não é crime! Vocês vão nos pagar!, Emprego, moradia, saúde e educação! A saída para a crise é a Revolução! e Eleição é farsa! Não muda nada não! O povo organizado vai fazer Revolução!.

Faixa erguida por manifestantes conclama: "Abaixo governo de Bolsonaro e generais! Por uma Revolução de Nova Democracia!". Foto: Banco de dados AND

Ao final do ato, ativistas fizeram a queima de uma bandeira do imperialismo ianque (Estados Unidos da América - USA). Se ouviam também palavras de ordem contra o principal inimigo dos povos de todo o mundo. Entre outras palavras de ordem, os militantes agitaram: Yankees, go home! e demonstravam de forma contundente a importância da luta anti-imperialista.

Queima de bandeira ianque nas ruas da cidade expressa rechaço ao imperialismo. Foto: Banco de dados AND

Durante a queima da bandeira, os manifestantes também soltaram rojões e balançavam uma bandeira da Palestina, em solidariedade às lutas do heroico povo palestino que segue resistindo às agressões do Estado terrorista de Israel.

Queima de bandeira ianque nas ruas da cidade expressa rechaço ao imperialismo. Foto: Banco de dados AND

No Ceará, ao longo do trajeto do ato pode ser visto nos muros pichações em conclamando: "Viva a LCP!" e "Morte ao latifúndio!". Foto: Banco de dados AND

No Ceará, ao longo do trajeto do ato pode ser visto nos muros pichações em conclamando: "Viva a LCP!". Foto: Banco de dados AND

Manifestantes se concentraram na Praça Portugal e entoando palavras de ordem exigiam o fim do governo militar de Bolsonaro e generais. Foto: Banco de dados AND

Paraná

Em Curitiba, no Paraná, manifestantes levaram uma grande faixa em apoio a Revolução Agrária e aos 4 camponeses presos políticos de Rondônia. Foto: Banco de Dados AND

Milhares de pessoas reuniram-se na praça Santos Andrade em Curitiba para realizar manifestação em rechaço ao governo militar genocida de Bolsonaro e generais. O ato contou com a presença de trabalhadores, estudantes, professores, artistas e intelectuais, além de dezenas de organizações políticas.

Manifestante ergue uma bandeira da LCP durante o ato do dia 24 de julho, em Curitiba, no Paraná. Foto: Banco de Dados AND

O oportunismo eleitoreiro trouxe um trio elétrico para tornar o ato um palanque eleitoral, mas foi barrado pelos manifestantes combativos que os rechaçaram e impediram sua passagem para a frente do ato com palavras de ordem de Chega de comício! e Vamos para a rua!

Um vigoroso bloco combativo foi organizado, composto por várias organizações, dentre elas a Alvorada do Povo (AP), Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Movimento Feminino Anita Garibaldi (MFAG), Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe), Centro Brasileiro de Solidariedade à Luta dos Povos (CEBRASPO) e Comitês Sanitários das cidades de Curitiba e Pinhais.

Os manifestantes carregavam bandeiras com a consigna Viva a LCP! e traziam as faixas com as consignas de Viva a Revolução Agrária! Liberdade aos 4 camponeses de Rondônia! e Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro!

A ExNEPe trouxe uma faixa em que exigia Abaixo o corte de verbas! Defender a universidade Pública e  Gratuita! O Cebraspo organizou advogados, médicos e apoiadores do movimento popular e estendeu uma faixa com a consigna Defender o direito do povo de lutar por seus direitos!

Grande faixa contra os cortes de verbas nas universidades. Foto: Banco de Dados AND

Durante o trajeto, que encerrou-se na Boca Maldita, no centro da cidade, foram avistadas diversas pichações de apoio à LCP.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, manifestantes levaram uma grande faixa expressando apoio ao acampamento Manoel Ribeiro e contra o governo militar. Foto: Banco de Dados AND

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, a manifestação se concentrou na Praça da Liberdade a partir de 13h30m. Por volta de 15h30m os manifestantes desceram a avenida Afonso Pena rumo ao centro da capital mineira. Durante o ato foram exibidas faixas e cartazes contra o governo militar de Bolsonaro e generais. 

Os manifestantes exigiram mais vacinas, auxílio emergencial digno e investimentos em saúde, educação e ciência. Organizações populares como Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de BH e região (Marreta), Liga Operária, Luta pelo Socialismo (LPS), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect-MG), Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados (Sindados-MG), Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute) subsede de Vespasiano e São José da Lapa fizeram discursos e gritavam palavras de ordem contra as privatizações, a carestia de vida, o desemprego e a fome a miséria.

Grandes faixas vermelhas em apoio à luta camponesa foram vistas, exigindo: “Liberdade para Estafane, Ricardo, Ezequiel e Luiz Carlos! Camponeses presos no acampamento Manoel Ribeiro (Rondônia)” Liberdade para Luzivaldo! Acampamento Campina Verde LCP”

No encerramento do protesto, na Praça Sete, jovens portando a bandeira palestina atearam fogo na bandeira dos Estados Unidos (USA) e do estado sionista de Israel. 

Norte de Minas

Camponeses marcham pelas ruas de Montes Claros, Minas Gerais, durante ato do dia 24 de julho. Foto: Banco de Dados AND

Nas manifestações do 24 de julho em Montes Claros, maior cidade do norte do Estado, camponeses perfilados de forma combativa e altiva ergueram suas bandeiras vermelhas e grandes faixas levantando as consignas de “Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro”, “Liberdade para os 4 camponeses presos em Rondônia” e “Não vote, Lute! Viva a Revolução Agrária”, demarcando terreno com os oportunistas eleitoreiros e seu bloco carnavalesco que desfilava ordeiramente, guiado pela PM. 

Os camponeses, decididos a não serem confundidos, bradaram: “Eleição é farsa, não muda nada não, organizar o povo pra fazer revolução!” e marcharam por caminhos opostos, se apartando das bandeiras amarelas, lilás e dos mofados e surrados discursos pedindo votos, choramingando contra Bolsonaro, enquanto defendem este velho Estado burguês latifundiário, serviçal do imperialismo.

Estes mesmos oportunistas que tinham à frente em seu trio, o deputado Paulo Guedes (PT), ficaram 1 ano em casa, repetindo o discurso da rede Globo e agora se enrabicham na CPI da Covid para o impeachment de Bolsonaro, tentando cavalgar nas legítimas e justas manifestações do povo brasileiro pelos seus direitos e contra o governo militar genocida. 

A delegação de camponeses que portava orgulhosamente a bandeira da Palestina se deslocou fechando as ruas do centro da cidade até a praça Dr Carlos (principal terminal de ônibus, onde massas de trabalhadores se aglomeram para pegar condução). Na praça os camponeses mantiveram o trânsito bloqueado por mais um tempo, soltaram fogos e denunciaram o genocídio do governo militar de fato, os crimes cometidos contra o povo, a alta do custo de vida, dos alimentos, do gás de cozinha, da energia elétrica, o desemprego, a merreca do auxílio emergencial e a farsa das eleições, conclamando palavras de ordem e distribuindo panfletos que foram muito bem recebidos pela população. 

Em todo percurso a PM, que reforçou seu contingente, tentou conter a intrépida comitiva camponesa que convocava a população a se levantar em defesa de suas necessidades. Na praça, a polícia tentou arrastar os manifestantes à força para a calçada e a população aproximou-se para acompanhar à queda de braço. 

Do outro lado da praça eis que surge um reforço, só que para a repressão: era a carreata dos oportunistas “abafando” com seu trio e batuques. Do alto do carro do som condenavam (fazendo coro com Bolsonaro) a manifestação dos camponeses pobres, afirmando que aquilo ali não era parte da manifestação “pela vida e fora Bolsonaro”, que a manifestação deles era pacífica. Inclusive um agente oportunista, chegou a registrar um Boletim de Ocorrência contra os manifestantes da LCP, citando nomes de ativistas, para ressaltar que não eram eles que descumpriram o acordo com a PM sobre a rota e o caráter da manifestação. Isso animou alguns deles, desesperados, a irem até os camponeses pedir  para que saíssem da rua. Ativistas que conhecem e admiram a luta da LCP e que estavam no bloco fora Bolsonaro se manifestaram contra a atitude policialesca, inclusive alguns se aproximaram prestando solidariedade durante a refrega com a polícia. 

 Infelizmente, as condições do som dos camponeses não eram as melhores, mas uma companheira respondeu a atitude traíra denunciando o papel delator e de bombeiro da luta de classes pelos oportunistas, deixando uma pequena parcela do bloco deles envergonhados. 

Os camponeses seguiram altivos com sua propaganda até o encerramento do ato, as companheiras agitavam com orgulho as bandeiras do Movimento Feminino Popular (MFP) e a juventude camponesa distribuía os panfletos para a população.

Paraíba

Manifestantes compuseram um bloco em memória dos mortos pela Covid-19 durante o ato em João Pessoa. Foto: Thercles Silva

Milhares de pessoas se reuniram em João Pessoa, capital paraibana, para protestar contra o governo militar de Bolsonaro/generais e o genocídio impetrado contra a população brasileira. Desta vez, o protesto não se agrupou em frente ao Liceu Paraibano, como nos últimos atos, mas no Mercado Público de Mangabeira, popular centro compras da cidade de João Pessoa.

A concentração se deu às 9h e por volta das 10h30m os manifestantes saíram em direção à Praça da Paz, no bairro dos Bancários, caminhada que durou cerca de 45 minutos. Ainda na concentração inicial, edições do jornal A Nova Democracia foram divulgadas entre os presentes. 

Durante todo o ato, podiam ser ouvidas e lidas faixas contra o governo militar, em prol de vacina para população, mas se destacava a denúncia contra a subida exponencial dos preços de itens básicos, como arroz, feijão e gás de cozinha. Era alentado o fato, que cada vez fica mais caro subsistir.

Ainda se via e ouvia pronunciamentos por um auxílio emergencial descente e contra a intervenção federal na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que teve reitor, de menor votação, nomeado por Bolsonaro. Após a chegada na praça da Paz, ainda foram realizadas mais falas contra o governo militar o ato se dispersou.

Em Campina Grande, o ato teve início às 9h, com concentração na Praça da Bandeira no centro da cidade paraibana.

Em seguida, a manifestação seguiu até o Açude Velho fechando as principais vias da cidade. No ato, um bloco composto por uma ocupação urbana e movimentos democráticos levantava faixas e cartazes denunciando o governo militar genocida de Bolsonaro e dos generais. Foi visto também nesse bloco cartazes em solidariedade a luta camponesa e exigindo a liberdade imediata dos quatro camponeses presos políticos de Rondônia.

Os brigadistas do Comitê de Apoio do AND de Campina Grande estiveram presentes no ato, e como parte da agitação mais de 20 edições do AND foram vendidas e recebidas pelos manifestantes com grande entusiasmo.

Trabalhadores percorreram as ruas de Campina Grande para exigir direitos básicos e para exigir o fim do governo militar genocida de Bolsonaro/generais. Foto: Banco de Dados AND

Bahia

Faixa com os dizeres Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro foi levada ao ato na cidade de Feira de Santana, região metropolitana de Salvador. Foto: Banco de Dados AND

Em Salvador o ato se iniciou no Campo Grande indo até o Centro. Além do rechaço ao governo militar genocida de Bolsonaro/generais, também houve muitas manifestações contra o governador da Bahia Rui Costa (PT) que vem destilando seu ódio contra os professores e exigindo volta às aulas sem a vacinação completa de todos os docentes. 

Ativista fala, durante ato em Feira de Santana, sobre o caso dos quatro camponeses presos políticos em Rondônia. Foto: Banco de Dados AND

Durante o ato, manifestantes também criticaram o governador da Bahia, Rui Costa e o ex- prefeito de Salvador, ACM Neto. Foto: Reprodução

Bloco - Autônomo durante ato em Salvador. Foto: Banco de Dados AND

Ativistas do Bloco Autônomo denunciaram que foram abordados pela Polícia Militar (PM) que confiscou materiais usados na confecção de bandeiras e tentou levar os ativistas para a delegacia. No entanto outros manifestantes criaram uma barreira entre as forças da reação e os ativistas e esses se esconderam em meio a multidão.  

Em Feira de Santana o ato ocorreu em frente a prefeitura municipal. Mesmo sob forte chuva os manifestantes compareceram e se organizaram em volta de um trio. Durante o ato foram expostas faixas e cartazes contra o governo militar genocida.

Em uma grande faixa observava-se os dizeres: Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro. Também neste ato, o governador Rui Costa foi criticado por professores e estudantes

Durante o ato, ativistas da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR) realizaram uma brigada com exemplares do AND e também distribuíram panfletos onde se destacava que "a revolução não é alternativa, ela é a única saída para que a Nação e o povo não se afunde na exploração e opressão mais terrível desse velho Estado comandado por militares genocidas, Supremo Tribunal Federal (STF) podre, congresso de corruptos e uma falsa-esquerda oportunista (...)" e destacou a necessidade da constante mobilização, organização das massas em torno do programa da Revolução Democrática".

Houve momentos de tensão entre setores ligados ao oportunismo do PT e os demais manifestantes. O oportunismo tentou a todo custo promover a figura de Lula, amenizar as críticas a Rui Costa e clamar por uma unidade em torno do "Fora Bolsonaro", algo que foi rechaçado pelas massas presentes. Falas de oportunistas que se estenderam além do tempo foram abafadas pelas percussões da juventude o que gerou certa discussão de velhos burocratas do oportunismo com jovens. 

Em uma das intervenções combativas foi defendida a luta pela terra dos camponeses e a solidariedade aos quatro presos políticos de Rondônia, sendo manifestado grande apoio com gritos e aplausos.  

Rondônia

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

Em Porto Velho, o protesto teve início às 08h30m da manhã e, desta vez, não foi realizado no centro da cidade, mas na periferia, na zona leste da cidade.

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

Dezenas de manifestantes denunciaram o gerenciamento genocida de Bolsonaro e do Alto Comando das Forças Armadas. No dia anterior, uma grande panfletagem foi realizada nos bairros do entorno onde ocorreria o ato e convocou as massas para se organizar para a luta combativa. 

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

Durante a passeata, duas grandes faixas exclamavam : Abaixo Bolsonaro, Mourão e generais genocidas! Rebelar-se é justo! E Abaixo a farsa eleitoral! Por Pão, terra e Nova Democracia.

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

Após a concentração na Praça CEU a passeata saiu pela principal avenida comercial da zona leste denunciando a política de sucateamento do serviço público, em especial a saúde e a educação, através da reforma administrativa; a privatização dos correios, o genocídio praticado pelo gerenciamento de turno e golpe contrarrevolucionário preventivo em marcha arquitetado pelo alto comando das forças armadas. Os manifestantes também denunciaram a criminalização ao movimento camponês combativo e a injusta prisão de 04 jovens camponeses do acampamento Manoel Ribeiro. O Comitê de Apoio - Porto Velho/RO realizou brigada de venda de edições.

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

Manifestantes percorrem às ruas de Porto Velho, em Rondônia, durante protesto contra o governo militar genocida de Bolsonaro. Foto: Banco de Dados

O ato reuniu ativistas de entidades como o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-Sindicato Nacional), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios  (SINTECT) , o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica Profissional e Tecnológica (SINASEFE), Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Sindicato dos Professores e Professoras de Rondônia (SINPROF),  Executiva Rondoniense dos Estudantes de Pedagogia (ExROPe), o Diretório Central dos Estudantes (DCE/UNIR), o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e outras correntes do movimento estudantil. Diversos moradores também se somaram à manifestação e aplaudiam os manifestantes.

Amazonas

Em Manaus o ato iniciou-se por volta de 15h (horário do AM), na praça da Saudade, centro da capital do Amazonas. A passeata  seguiu pelas ruas avenida Epaminondas, avenida Sete de Setembro, Avenida Eduardo Ribeiro até o Teatro Amazonas e por volta das 17h30m foi encerrada.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) que recentemente se juntou a outras organizações democráticas declarando apoio a luta no Acampamento Manoel Ribeiro estava mais uma vez presente no ato. Estiveram presentes também diversas organizações democráticas.

Em jornada contra a PL 490, ataques da Funai e do latifúndio, diversas lideranças dos povos indígenas estiveram presentes. Em uma das faixas estava escrito: “O Brasil é território indígena!” e em outra “Marco temporal não!”

A Polícia Militar (PM) estava presente de maneira ostensiva desde o início do ato em bicicletas, motos e viaturas, porém desta vez com armamentos de maior calibre, muitos estavam com fuzil, diferentemente dos outros atos.

Em alguns momentos a PM atuava em conjunto com algumas lideranças de organizações partidárias e oportunistas para impedir o bloqueio total das avenidas pelos presentes no ato. 

Em vários momentos os manifestantes dividiam espaço com vários ônibus, situação que poderia provocar acidentes e até mesmo atropelamentos.

Assim como em outras cidades, vários PMs realizavam fotografias e filmagens dos participantes do ato.

Além de Manaus foram registrados atos em Itacoatiara.

Amapá

Por volta das 16h (Horário de Brasília) na praça da Bandeira, centro de Macapá, o ato iniciou-se seguindo até a praça Floriano Peixoto, sendo encerrado por volta das 18h.

O ato também denunciava a decisão unilateral da reitoria da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) de fechar o curso de Licenciatura em História no campi Binacional de Oiapoque, extremo Norte do país.

Os estudantes presentes no ato relataram que a comunidade não foi consultada, enquanto a reitoria alega que a decisão é por conta da baixa procura pelo curso. No dia 13 de julho foram realizados atos simultâneos em Macapá e em Oiapoque.

Acre

Em Rio Branco o ato iniciou-se por volta das 15h (horário do Acre) na Gameleira seguindo pela passarela Joaquim Macedo, depois pela avenida Epaminondas Jácome, até o palácio do governo, sede do governo estadual, sendo encerrado por volta das 19h.

Manifestantes responsabilizam Bolsonaro pela morte de milhares de pessoas em decorrência deaCovid-19 no Brasil. Foto: Banco de Dados AND

Em Cruzeiro do Sul o ato iniciou-se em frente ao Colégio São José e seguiu até a Catedral Nossa Senhora da Glória, centro de Cruzeiro do Sul.

Roraima

O ato iniciou por volta das 9h (horário do Amazonas) na praça Augusto Sampaio, bairro Pintolândia e seguiu pelas ruas da zona oeste de Boa Vista sendo encerrado por volta das 12h.

Em jornada contra a PL 490, ataques da Funai e do latifúndio diversas lideranças dos povos indígenas estavam presentes.

Goiás

No estado de Goias, o povo se fez presente para rechaçar o governo militar genocida nas ruas das cidades de Catalão, Rio Verde e em Goiânia. Na capital, a manifestação iniciou às 9h na Praça do Trabalhador e seguiu no centro da cidade rumo a Praça Cívica. Em média 500 manifestantes estiveram presentes.

Panfletos foram distribuídos e intervenções foram feitas,  denunciando o criminoso genocídio em curso pelo governo militar de Bolsonaro; exigindo vacina para o povo e auxílio emergencial de 1000 reais até o fim da recessão; por emprego; terra para quem nela vive e trabalha; o fim da criminalização da luta no campo e na cidade e pela liberdade imedita dos 4 camponeses presos do Acampamento Manoel Ribeiro em Rondônia.

Também foram distribuídos panfletos feitos pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) convocando a juventude para a luta independente, classista e combativa como único caminho para defender as universidades contra o projeto privatista em curso, para defender o justo direito do povo a organizar-se e rebelar contra toda essa velha ordem. Estudantes de enfermagem também realizaram uma importante atividade de finanças para participação no 24° FoNEPE em Guarulhos.

Uma grande faixa com as consignas Abaixo o Governo militar genocida de Bolsonaro! foi levantada pelas organizações de luta independente e classista de Goiânia.

Faixa contra o governo militar genocida de Bolsonaro foi exibida durante o ato do dia 24 de julho, em Goiânia. Foto: Banco de Dados AND

Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, a população da cidade de Dourados compareceu ao ato convocado inicialmente pelo movimento combativo e depois puxado também por demais forças políticas para às 9:00 na praça central da cidade.

Inicialmente houveram algumas intervenções, espaço em que o movimento combativo denunciou os ataques do governo militar de Bolsonaro, como a perseguição e criminalização da luta pela terra, em especial à LCP, os ataques aos povos indígenas, os cortes na educação, a carestia e o desemprego. Também foi apontado que nenhum impeachment, nem eleição, nem nenhum acordo palaciano irá mudar a situação de miséria do nosso povo.

Depois das falas e agitações na praça, os manifestantes marcharam pelas ruas da cidade, entoando palavras de ordem combativas e tendo à frente uma grande faixa escrita “Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro!”. Também havia uma faixa em defesa da universidade pública e da pesquisa nacional, além de bandeiras marcando a presença de entidades e organizações combativas. Foram distribuídas edições do jornal Estudantes do Povo assim como panfletos da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) denunciando os cortes de verbas na educação.

O oportunismo tentou diversas vezes  sabotar o ato. Primeiro jogando para a manifestação não sair da praça, sendo rechaçados após o movimento combativo realizar uma votação entre os presentes e lançar a proposta, que foi aceita pelos presentes, de sair às ruas em marcha.

Depois, ao chegar ao terminal da cidade, vendo que as coisas não corriam ao seu jeito e que eram as bandeiras e palavras de ordem combativas que se destacavam, militantes oportunistas tentaram finalizar o ato arbitrariamente. O movimento combativo então organizou novamente uma votação entre a massa que aprovou a continuidade da marcha pelas ruas, derrotando novamente a proposta dos oportunistas. Em contraposição ao método corporativista onde esses grupos de antemão decidem entre eles como será a manifestação, o movimento combativo demarcou que a manifestação deve ser decidida pelos que a estavam compondo, sendo aberto o microfone para propostas e votação dos presentes, prática que ocorrerá também nos atos anteriores. Dessa forma, nas duas vezes a massa votou unanimemente pelas propostas mais combativas, contra as posições que queriam reduzir o ato a um comício dos eleitoreiros que só servem para enaltecer suas bandeiras e personalidades.

Nessa vitoriosa batalha, o movimento combativo manteve o caráter de luta da manifestação, tanto em forma quanto em conteúdo, impedindo assim que ela fosse sequestrada pelos oportunistas com suas pautas eleitoreiras. Ficou demonstrado que as massas querem o caminho combativo, sendo uma profunda derrota política e moral para os que pensaram que, saindo de suas “férias” de até ontem, iriam tomar de assalto a luta combativa das massas.

Trabalhadores e estudantes marcham pelas ruas de Dourados, no Mato Grosso do Sul, durante o ato do dia 24 de julho. Foto: Banco de Dados AND

Pernambuco

No dia 24 de julho, manifestantes se concentraram na praça do Derby  por volta de 10h, para o ato contra o governo militar genocida de Bolsonaro, em Recife, capital de Pernambuco. A marcha partiu da praça do Derby em direção à av. Conde da Boa Vista.

Os ativistas do Coletivo Mangue Vermelho (MV) e do Movimento Popular Estudantil Revolucionário (MEPR) marcharam pelas ruas de Recife entoando palavras de ordem exigindo a liberdade dos quatro camponeses presos em Rondônia e contra o governo militar genocida de Bolsonaro/generais. Os ativistas levaram uma ampla faixa saudando a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e outra exigindo a liberdade imediata dos presos políticos de Rondônia. Com escudos à frente do bloco, os militantes do MV e do MEPR levantaram os critérios de autodefesa das massas.

No decorrer do ato, os ativistas pararam brevemente o percurso da manifestação para queimarem as bandeiras de Israel e dos Estados Unidos. As massas observaram a queima das bandeiras com ânimo e solidariedade, tendo elas se aproximado do ato para registrarem em seus telefones, assim como para prestarem seu apoio aos ativistas.

Manifestantes exibem escudos e bandeiras em defesa da LCP durante o ato do dia 24 de julho, em Recife, estado de Pernambuco. Foto: Banco de Dados AND

Maranhão

Em São Luís, capital do Maranhão, os manifestantes se concentraram na praça Deodoro, no centro da cidade, por volta de 9h da manhã. Eles partiram em passeata pela rua Rio Branco em direção ao terminal da Praia Grande.

Durante o ato um bloco combativo, do qual participava o coletivo coletivo Combate, entoou gritos e palavras de ordem em favor da luta camponesa e pela Revolução Agrária. Os manifestantes levaram faixas e cartazes com homenagens aos quatro camponeses brutalmente assassinados por pistoleiros a mando de latifundiários nas últimas semanas no Maranhão.

Os camponeses José Francisco da cidade de Codó, Reginaldo e Maria Luz da cidade de Junco e Antônio Gonçalo da cidade de  Arari, tiveram fotos de seus rostos colados nos escudos da juventude combatente como forma de homenagem.

Também foram levadas ao ato faixas e cartazes exigindo a liberdade imediata aos quatro camponeses presos políticos em Rondônia e em apoio a LCP.

Ativistas do bloco combativo afirmaram que havia um indivíduo filmando os rostos dos manifestantes, quando interpelado pelos jovens o mesmo disse ser apenas uma manifestante qualquer.

Ao fim do ato, a juventude combatente, apesar de toda tentativa de desmobilizar do oportunismo, ocupou o Terminal da Praia Grande. O local está sendo palco de patrulhas da reação que agem expulsando trabalhadores e vendedores ambulantes de forma violenta dentro do espaço, que deveria ser público. Os manifestantes também prestaram apoio aos funcionários do terminal, o local passou por um processo de demissão em massa, após ter sido privatizado.

Manifestantes levam escudos com homenagens aos camponeses assassinados no Maranhão e exigindo a liberdade dos que estão presos em Rondônia. Foto: Coletivo Combate.

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