Equador: Segue a repressão do velho Estado e mineradora aos camponeses da província de Buenos Aires

Policiais na província de Buenos Aires, no Equador. Foto: FDLP-EC

Nos dias 28 de julho e 5 de agosto, camponeses rechaçaram um contingente de policiais e funcionários de alto escalão da empresa mineradora Hanrine, que juntos têm explorado os recursos naturais de La Merced, província equatoriana de Buenos Aires, contra os desejos e determinações dos camponeses e moradores da região.

Tanto a empresa quanto o aparato repressivo nos últimos meses têm avançado um processo de recrutamento de jovens e residentes com o objetivo de opor massas contra massas.

Os camponeses e outros moradores de Buenos Aires se posicionaram frente a esses acontecimentos e declaram que não vão permitir que a agressão contra as massas volte a ocorrer, após um funcionário da Hanrine ter esfaqueado um camponês, agindo sob determinações da empresa.

Além do mais, eles declararam todos os altos funcionários e pessoas que colaborarem com a megaempresa como “personas non gratas”. Também afirmam que piquetes serão montados e não terão permissão para circular livremente na comunidade os agentes da mineradora.

De acordo com relatos dos camponeses, muitos dos trabalhadores da megaempresa são pressionados por seus patrões a garantir violentamente sua presença na região. Outros, de forma deliberadamente servil, se prestam a assumir o papel de pistoleiros, formando grupos paramilitares.

Já no dia 05/08, além do contingente militar, estiveram presentes funcionários da mineradora Hanrine. Já nas primeiras horas da manhã houve um grande confronto entre militares e membros da comunidade. Apesar da violenta repressão exercida pelos militares e policiais, os camponeses mostraram uma atitude determinada e vontade de lutar.

Outros, de acordo com os camponeses combativos, incitados pelas ONGs ambientalistas, cumpriram seu papel de neutralizar a combatividade das massas, desmobilizando-as, fazendo apelos à manifestação pacífica, chamando os “irmãos militares” à “razão”.

 

‘Nem perdão nem esquecimento para os verdugos do povo!’

A Frente de Defesa das Lutas do Povo no Equador (FDLP-EC), sobre a repressão aos camponeses em Buenos Aires, se pronunciou: “Em Buenos Aires, o sangue das massas camponesas que lutam contra a mineração em grande escala já foi derramado. Devemos esperar mais feridos e mortos para reagir? Devemos dar a outra face e receber um pedaço de pau, faca, gás e bala em nome da paz e da mobilização amigável?”, perguntam os militantes.

E respondem: “Não, definitivamente. Se as massas derramam sangue, seus algozes também terão que derramar. Se os funcionários da mineradora atacam violentamente as massas camponesas, bem, que assumam e também queiram receber a justa resposta do povo.”

“Chega de abusos. Chega de covardia, esta é uma luta de classes, esta é uma luta pela soberania; Esta é uma luta pela terra e pela vida e, dada a legitimidade e justeza das lutas do povo, não vamos poupar esforço, decisão e determinação na resposta a dar”, concluíram.

No dia 08/08, um outro texto foi publicado, que afirmava: ”Militares, policiais, autoridades do velho Estado e a mineradora Hanrine são invasores na Merced de Buenos Aires, a todos esses, NEM ÁGUA!”

“Se eles se aproximarem de seu rancho ou casa, negue-lhes qualquer apoio. Não permita que eles acampem em suas terras; Se você tem uma mercearia, não venda nada a eles; se estiverem com fome, negue-lhes um pedaço de pão, se estiverem com sede, negue-lhes um copo de água; se eles querem sua colaboração: mande-os para o inferno! Mostre a eles seu desprezo e profundo ódio de classe!”, demarcaram.

 

Camponeses lançam vídeo contra a mineração

No dia 4 de agosto, desde Imbabura, na província de Buenos Aires, os camponeses pobres lançaram um vídeo sobre a luta contra a mega mineração. 

Clique aqui para acessar o vídeo.

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