PB: Comunidade quilombola Matão retoma território após sucessivas lutas

No dia 04 de agosto, após sucessivos embates e luta pela terra, a comunidade quilombola Matão, que há anos reivindica seu território histórico, conquistou mais duas áreas de terra. As terras se localizam nos municípios de Mogeiro e Gurinhém, na região do Agreste paraibano. Juntas, as áreas, que também são conhecidas como fazendas Riacho Verde I e Riacho Verde II, somam 63 hectares.

O quilombo Matão fica a cerca de 80 quilômetros de João Pessoa, onde a comunidade camponesa vive do cultivo da agricultura, principalmente do plantio de feijão, fava, milho, macaxeira e batata doce.

Atualmente vivem no quilombo 40 famílias. Em dezembro de 2020, elas retomaram a Fazenda Santo Antônio, uma área com cerca de 118 hectares hoje titulada. Entretanto, a luta continuará, pois para as famílias ainda falta recuperar 10 ha de terra da nomeada Fazenda Maria Natália I, terras essas que pertencem à comunidade.

Em entrevista ao Ministério Público Federal da Paraíba a presidente da Associação do Matão disse: “A nossa luta continua. Agora que temos nossa terra, o que falta é arregaçarmos as mangas e produzirmos cada vez mais”. Afirmou ainda: “Essa conquista é fruto de muitas lutas”.

O território total de 214 hectares pertencente aos quilombolas, esteve por mais de um século sob ocupação e de domínio da família de latifundiários Rufinos, Manoel Rufino e seus dois irmãos, Antônio e Edwiges. A situação da terra quilombola é recorrente na história de um país como o nosso. Construído com base no grande latifúndio, desde o processo de colonização houve o favorecimento para a grande burguesia sob interesse imperialista. Com a Lei de Terras de 1850 aprofundou-se o poder oligárquico e inviabilizaram-se as apropriações das terras e dificultou o acesso dos mais pobres e dos negros escravizados recém “libertos”.

Comunidade do Matão comemora conquista do território. Foto: Aacade

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin