Arábia Saudita prende dezenas de pessoas por supostos laços com a causa palestina

Manifestante ergue cartaz com os dizeres "Quando um povo é ocupado, Resistência é justificada!", em protesto em Kafr Malik, na Cisjordânia, contra a ocupação israelense, 13/09/2019. Foto: AFP

Um tribunal da Arábia Saudita voltado para casos de terrorismo emitiu, no dia 8 de agosto, veredictos contra 69 palestinos e jordanianos, por supostos vínculos com movimentos de libertação nacional palestina, em especial o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A decisão representa uma mudança na política saudita voltada a antagonizar a Resistência Nacional palestina e seu povo. 

Eles haviam sido detidos em março de 2018, em uma onda de prisões desatada pela monarquia saudita contra residentes palestinos e jordanianos de longa data no país, de acordo com um relatório da Human Rights Watch de 2018. 

De acordo com o portal Middle East Eye, os aportes para as acusações chegam a ser cômicas: "Uma pessoa é acusada de possuir garrafas de azeite palestinas, enquanto outra é acusada de adquirir um livro sobre a história da Palestina do escritor kuwaitiano Tareq al-Suwaidan. Um terceiro é acusado de enviar ovelhas para pessoas em Gaza por ocasião do Eid al-Adha, e um quarto de pertencer a uma entidade terrorista - onde a conversa entre o juiz e o acusado não ultrapassou três minutos". 

Alguns dos processados foram condenados a penas de prisão de 22 anos. Sobre os julgamentos, o Hamas declarou, em um comunicado oficial: "Condenamos as sentenças severas e injustas contra a maioria deles. Tudo o que [os presos] fizeram foi apoiar sua causa [palestina] e seu povo, ao qual pertencem, sem qualquer ofensa ao reino [saudita] e seu povo". 

Um dos condenados na decisão do tribunal saudita foi o representante do Hamas na Arábia Saudita, Mohammed al-Khudairi, de 82 anos. Mohammed foi condenado a 15 anos de prisão. Seu filho, Hani, foi condenado a três anos, segundo o monopólio de imprensa Agência Anadolu.

O Hamas também disse que há três menores de idade entre os condenados: Jamal al-Dahudi, de 15 anos; Sharif Nasrallah, de 16; Ali al-Shweiki, 12, e Ayman al-Akkad, de apenas quatro anos.

Em fevereiro, a Organização Não Governamental (ONG) Anistia Internacional noticiou que Khudairi estava se tratando de um câncer de próstata e havia passado por uma cirurgia quando foi preso em abril de 2019. A ONG também reiterou um pedido à monarquia saudita que assegure que as “acusações infundadas” contra al-Khudairi e seu filho sejam retiradas.

Com esse posicionamento em relação ao Hamas, o reacionário reino saudita aprofunda sua posição enquanto lacaio dos interesses imperialistas ianques (Estados Unidos, USA) na região do Oriente Médio, atuando em conluio com a ocupação israelense contra o campo da Resistência Nacional palestina. A decisão do tribunal também foi duramente criticada por outros movimentos da resistência palestina, como a Jihad Islâmica, que afirmou ser uma grave traição ao povo palestino.

Além de agir como um capacho do USA ao encabeçar a guerra de agressão contra o seu vizinho Iêmen, a monarquia saudita – hoje com Mohammed bin Salman à sua frente –, também se serviu do papel de promover e financiar o chamado "acordo do século" que o governo de Donald Trump projetou para a Palestina. O acordo, que se travestia de um acordo de paz, era na realidade a consumação da partilha e roubo das terras palestinas em favor de Israel, e foi inteiramente rejeitado pelo Hamas.

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