Conta de luz sofre novo aumento e ministro mente em cadeia nacional

Quanto mais se intensificam as chances de uma pane no sistema elétrico, mais mente o ministro e todos os reacionários do governo militar genocida. Foto: Reprodução

O governo irá aumentar novamente a conta de luz. Do valor de R$ 9,49 pago desde julho, o brasileiro passará a pagar R$ 14,20 por cada 100 quilowatt consumido, um aumento de 50%. O novo aumento ocorre somente dois meses após o anúncio de que o valor cobrado pela energia elétrica aumentaria, entrando na chamada “bandeira vermelha 2”.

A principal razão apontada pelo governo militar de Bolsonaro e generais para o aumento está no período de seca bastante grave que passa o país. As hidrelétricas responsáveis pela maior parte da geração de energia estão localizadas na região do Centro-Oeste e Sudeste.

A informação do aumento da conta de luz foi dada no mesmo dia em que o pronunciamento do ministro de Minas e Energia, o almirante da Marinha Bento Albuquerque, foi ao ar em cadeia nacional. Ao invés de apontar o que seria necessário para descartar qualquer chance de apagão no país, o ministro se limitou a afirmar que é preciso um “esforço inadiável” para evitar os racionamentos e apagões nos próximos meses. Especialistas têm apontado para um descompasso entre o que afirma o governo e a gravidade da situação. 

mentiras em cadeia nacional

Seguindo aquilo que já é feito por meses pelo governo militar genocida de Bolsonaro, Albuquerque buscou tirar o foco da gravidade do problema da “crise hídrica” e da falta de soberania energética do País. O ministro afirmou que “os consumidores que economizarem serão recompensados e poderão ter redução nas contas de luz”. 

Ele se refere ao anúncio, feito junto da medida que aumenta o custo da energia elétrica, que tratou de um “desconto de cinquenta centavos a cada quilowatt reduzido” somente para aquelas residências que conseguirem economizar acima de 10% da energia utilizada. 

Mesmo com o insosso desconto de R$ 0,50, a conta de luz chegará mais cara a partir do mês de outubro. O que variará é o nível do aumento que chegará nas contas de todos os brasileiros. 

Próximo mês será o limite, apontam especialistas

O aumento atual seguiu o mesmo patamar do anterior: em torno de 50% de elevação. Conforme se aproxima o mês de outubro, cria-se mais expectativa quanto à anúncios de racionamento de energia.

Em nota técnica emitida no dia 26/08, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou para o fato de que os principais reservatórios do país ficarão com níveis baixos de armazenamento a partir do próximo mês. O órgão, na mesma ocasião, afirmou também que é necessário um aumento de cerca de 5,5 gigawatts (GW), muito acima da capacidade atual de nossas fontes de energia baratas (usinas hidrelétricas). 

A alternativa indicada pelo ONS é a utilização de usinas termelétricas e aumentar a importação de energia. O País já importa energia, sobretudo da Argentina. Além de contar com uma baixíssima integração entre diferentes regiões do país que concentram hidrelétricas não afetadas pela seca (principal causa para a “crise hídrica” propagada como raíz única de todos os males).

Reacionários ignoram a consequência para as massas populares

O ministro Bento Albuquerque, militar da Marinha, já havia vindo à público em cadeia nacional para divulgar a criação de uma comissão para acompanhar a crise hídrica. Na ocasião, fez questão de evitar a todo custo citar a possibilidade de racionamento, possibilidade real e que afetaria profundamente a vida das massas populares.

O presidente fascista Jair Bolsonaro, contudo, já cogitava a possibilidade de um “sério problema pela frente” na questão energética desde o início do ano de 2021. Talvez por conta disso adiou as férias de Bento Albuquerque. No dia 10/05, quando já era avistada a possibilidade da falta de energia, Bolsonaro em conversas com apoiadores afirmou o seguinte: “Estamos com um problema sério pela frente, estamos vivendo a maior crise hidrológica da história. Eletricidade, vai ter dor de cabeça. Não chove. Demos mais um azar”. 

Da constatação, porém, não se viu nenhuma ação concreta, além dos sucessivos aumentos de energia que trazem junto a elevação dos preços de todas as mercadorias.

Na mesma toada, o general Hamilton Mourão, vice-presidente, afirmou que o próprio ministro deixou a entender que “pode ser que tenha que ocorrer o racionamento”, sem, contudo, destrinchar no que isso acarretaria, como seria feito ou mesmo o que pode ser feito para evitá-lo.

Dos integrantes do governo federal, a posição mais fiel, embora mais repugnante, foi a de Paulo Guedes, ministro da Economia. Em 25 de agosto, o “chicago-boy” afirmou: “Qual o problema de a energia ficar um pouco mais cara?”.

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