Falece o histórico militante comunista Waldir Tavares

Companheiro Waldir Tavares: Presente na luta! Foto: Reprodução

Faleceu, a 4 de setembro de 2021, o histórico militante comunista Waldir Tavares. Com 91 anos, o companheiro Waldir foi surpreendido por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que lhe impôs a quietude, contra a qual sempre brigou com decisão proletária.

Nascido em Macaé, Norte Fluminense, em 18 de abril, filho de um ferroviário com uma camponesa, Waldir estudou no Liceu Operário anexo às oficinas dos trens daquela cidade. Como ele mesmo dissera, "as pessoas já saíam da escola direto para a oficina, comiam lá, enfrentavam situações precárias de trabalho, saíam de lá tuberculosas".

Trabalhando como guarda-freio, em novembro de 1951, Waldir conheceu o militante comunista Aristóteles de Miranda, iniciando sua formação militante. Em suas palavras, "só aprendi a fundo o marxismo com o tempo e a militância". Um ano depois, participou da sua primeira reunião clandestina, e teve outorgada sua militância no Partido Comunista do Brasil (P.C.B.).

Ferrenho antirrevisionista, Waldir tomou posição pelo proletariado em várias lutas pela defesa do Partido. Combateu, na década de 1950, a tentativa de liquidação levada a cabo por Agildo Barata. Em 1958, em contato pessoal com Maurício Grabois, participou da luta contra a "Declaração de Março" daquele ano, com a qual buscavam os revisionistas impor a linha oportunista de direita de "transição pacífica" baixadas pelo revisionismo kruchovista que tomara de assalto o partido do proletariado na URSS. Assinou, junto a outros destacados quadros comunistas, a famosa "Carta dos 100" contra a direção revisionista de Prestes; carta que defendia, em suas palavras: "a luta armada como caminho para a libertação do nosso povo". Participou da Reconstrução de 1962, agora sob a sigla PCdoB, processo influenciado pelo pensamento mao tsetung. Ainda em suas palavras, foi lendo o Presidente Mao Tsetung que ele percebeu que o revisionismo "realmente é um grande perigo que deve ser duramente combatido. Nós defendemos a linha revolucionária, nos fortalecemos nessa luta e fortalecemos com isso o partido".

Em junho de 1964, Waldir foi preso; julgado e condenado em 1967, em um processo no qual o juiz militar fizera questão de frisar: "Esse aí é da linha chinesa". Na prisão, tortura psicológica sofreu, mas não arrefereceu. Com a mesma firmeza com a qual enfrentara a reação, continuou a enfrentar também o revisionismo: em 1990, foi expulso do PCdoB sob comando de João Amazonas, por levantar contra ele a luta em defesa do marxismo.

Em sua entrevista ao AND, o otimismo proletário e a fé ardente no futuro da Humanidade, o Comunismo, exalaram. Autêntico marxista-leninista-maoista, mesmo já mais velho, nada o abalou, nem o cansaço, nem a idade. "A luta é essa. É preciso ter clareza das coisas e disposição para arcar com o que se faz, e sempre dizer o que deve ser dito, com os termos certos. Quando eu penso em dizer eu, eu digo: Nós. Enquanto dizem 'reforma agrária', eu digo: Revolução Agrária. O Brecht fala 'tens que progredir, mas como progredir?'. Por isso, enquanto dizem 'melhorar a situação', eu digo: Revolução!".

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