SP: Ocupações de terra se alastram no interior paulista

Desde 12 de junho, uma série de ocupações de terras vêm sendo realizadas no oeste do estado de São Paulo. Sob a bandeira da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), mais de 5 mil famílias estão lutando por um pedaço de terra.

As terras ocupadas pertencem oficialmente à União e deveriam ser destinadas para a reforma agrária. Entretanto, essas terras se encontram nas mãos de poucos latifundiários e, em boa parte dos casos, sem qualquer documentação. 

Em entrevista ao AND, integrantes da FNL e do acampamento Nelson Mandela, em Rosana/SP, contaram um pouco sobre a luta pela terra na região.

O acampamento Nelson Mandela

Com pessoas das mais diversas origens – pequenos comerciantes, operários, camponeses sem terra e outros –, e pouco mais de 20 dias de existência, o acampamento já conta com mais de 900 famílias registradas. Segundo os dados levantados pela FNL, somente o município de Rosana possui 40 mil hectares de terras devolutas, o suficiente para assentar de 3 a 4 mil famílias.

O acampamento nasceu em 31/07, no mesmo dia da visita do fascista Bolsonaro à Presidente Prudente, cidade próxima à Rosana. Na sua passagem pela região, Bolsonaro chegou a ir às proximidades do acampamento e discursou para seus apoiadores acompanhado do latifundiário Nabhan Garcia – líder da União Democrática Ruralista (UDR) e responsável do governo para cuidar da reforma agrária.

Perante o histórico descaso do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o qual ganhou novos contornos com o aprofundamento da crise, os camponeses passaram a ver nas tomadas de terra cada vez mais o caminho para se obter um local para viver e trabalhar. 


Semanalmente ocorrem reuniões para se discutir os problemas e o desenvolvimento do acampamento. Foto: Banco de dados AND

Novas ocupações surgem

No dia 21/08, 500 famílias ocuparam uma área de mais de 5 mil hectares em Euclides da Cunha Paulista, município no Pontal do Paranapanema. A área é conhecida como Fazenda Santa Rosa e integra o chamado 14º perímetro, região onde há cerca de 200 mil hectares considerados terras públicas por decisões judiciais já transitadas em julgado. Segundo a FNL, na área é possível assentar mais de 10 mil famílias. 

Após décadas, a terra foi finalmente avaliada como devoluta em 2020. Entretanto, a área ainda não foi destinada aos camponeses pelo velho Estado. Foto: FNL


Acampamento foi batizado em homenagem ao revolucionário Marighella, morto em luta contra o regime militar fascista. Foto: Banco de dados AND

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