RS: Em resposta à tentativa de privatização, rodoviários da Carris entram em greve por tempo indeterminado

Rodoviários de Porto Alegre deflagram greve por tempo indeterminado contra os ataques privatistas do prefeito Sebastião Melo. Foto: Banco de Dados AND

No dia 2 de setembro, trabalhadores rodoviários da Carris decidiram entrar em greve por tempo indeterminado por conta das investidas do prefeito reacionário Sebastião Melo (MDB), que visa privatizar a empresa do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

No dia 03/09, segundo dia de paralisação, os rodoviários realizaram uma marcha pela avenida Bento Gonçalves. Na manifestação, a tropa de choque tentou impedir que os manifestantes andassem pela avenida fora dos corredores.

A massa de trabalhadores seguiu firme com a marcha, indo até a sede da empresa, local em que os trabalhadores persistiram com a sua mobilização. 

Faixa defende que o transporte seja público e para o povo. Foto: Banco de Dados AND

A movimentação dos rodoviários para a greve começou durante à noite do dia 01/09, após votação do projeto de lei enviado pelo prefeito que visa a extinção gradativa dos cobradores dos transportes de ônibus da cidade. O projeto, votado durante a noite do dia 01/09, não estava sequer na ordem do dia, configurando uma verdadeira manobra reacionária contra os direitos do povo. A partir desse ataque, os trabalhadores decidiram pela paralisação.

Apesar das manobras que buscavam esconder a votação dos trabalhadores, os rodoviários compareceram durante a votação. Nessa ocasião, foram reprimidos por seguranças da Câmara dos Vereadores com sprays de pimenta e agressões. Alguns dos trabalhadores precisaram de atendimento médico. 

Após a aprovação do projeto, os rodoviários realizaram imediatamente uma assembleia e, em decisão unânime, decidiram entrar em paralisação. Eles ainda realizaram um piquete durante a madrugada do dia 02/09, em frente à sede da Carris, conseguindo paralisar cerca de 35% das frotas de ônibus e permanecendo em frente ao local com faixas com os dizeres: Carris unida jamais será vencida!

Falas foram feitas, tanto por rodoviários quanto por apoiadores presentes no local, afirmando a necessidade do comando de greve em mobilizar todos os rodoviários.

Os rodoviários, também, decidiram por fazer um ato. Sob palavras de ordem como Melo, seu chinelão, na Carris você não coloca a mão!, os grevistas marcharam em direção a Av. Antônio de Carvalho, paralisando a circulação dos ônibus nos corredores. 

Rodoviários de outras linhas, como as intermunicipais, que já não possuem mais cobradores, demonstraram seu apoio irrestrito aos grevistas. 

Em dado momento, a Brigada Militar tentou sabotar a marcha dos grevistas, ao tentar desviar os ônibus dos corredores. Os grevistas se colocaram em frente aos ônibus, forçando os agentes da repressão a voltarem ao corredor. 

Sebastião Melo continuou sua cruzada contra os grevistas e liberou linhas que são da Carris para empresas privadas, sabotando a greve. Também ameaçou os grevistas caso não fosse cumprido o acordo judicial da greve, que ameaçava funcionários da empresa com multa se uma cota mínima de automóveis não estivesse em circulação. As ameaças, no entanto, só serviram para motivar ainda mais os grevistas, que continuam seu esforço para mobilizar o restante da categoria.

Durante a assembleia e o ato, apoiadores do AND distribuíram edições antigas aos grevistas. O jornal foi extremamente bem recebido, com os apoiadores defendendo a linha da Revolução de Nova Democracia do jornal e prestando seu apoio aos grevistas. 

Rodoviários e demais trabalhadores marcham em protesto contra à privatização e os cortes de direitos. Foto: Banco de Dados AND

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