Peru, Turquia, Áustria e Filipinas: Maoistas defendem a imarcescível obra do Presidente Gonzalo

Tão logo foi divulgada pelos monopólios de comunicação reacionários o assassinato de Abimael Guzmán Reynoso, o Presidente Gonzalo, inúmeros Partidos marxistas-leninistas-maoistas, organizações revolucionárias e classistas por todo o planeta emitiram declarações em defesa de seu legado revolucionário. Divulgamos abaixo trecho de quatro das declarações: do Movimento Popular Peru (MPP), do Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML), do Comitê de gestão central dos Comitês para a fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria e do Partido Comunista das Filipinas (PCF).

MPP: ‘O Presidente Gonzalo derrotou o plano reacionário de assestar um golpe definitivo à Guerra Popular!’

A primeira organização a soltar uma declaração foi o Movimento Popular Peru (MPP), organismo do Partido Comunista do Peru (PCP) para o trabalho internacional. A organização partidária inicia a nota com uma citação do Presidente Gonzalo acerca do ensinamento do Presidente Mao Tsetung que “a guerra é uma cota de sacrifício individual”. A citação tomada pelo MPP do Presidente Gonzalo afirma, nessa perspectiva, “são vidas heroicas, bem vividas, gloriosamente investidas e, sobretudo, seladas no campo de batalha, semeando comunismo”.

A nota continua comunicando ao proletariado internacional e aos povos do mundo que “o Presidente Gonzalo entregou sua vida” pela ideologia (o marxismo-leninismo-maoísmo), pelo Partido e pela Guerra Popular na “mais alta luminosa trincheira de combate”, em referência à prisão militar na Base Naval de Callao. O anúncio foi feito, segundo o MPP, “com imensa emoção e profunda dor, com o punho erguido e entoando cantos de guerra e de vitória, sob as vermelhas bandeiras com foices e martelos içadas ao topo e firmemente sujeitos à Chefatura do Presidente Gonzalo e seu todo-poderoso pensamento”. Os militantes do organismo partidário fazem referência à aplicação das verdades universais da ideologia científica do proletariado internacional à realidade concreta peruana que gerou o pensamento gonzalo, que segue vigente, segundo a declaração.

A organização partidária prossegue afirmando que “com o sacrifício de sua própria vida o Presidente Gonzalo fez com que fracassasse o plano da CIA-ianque, reação-LOD de destruí-lo como Chefe do Partido e da revolução, como o maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a face da Terra”. Tal maquinação é caracterizada como “monstruoso e infame crime contra o mais importante prisioneiro de guerra revolucionário do mundo, como parte do genocídio contra o povo peruano, foi consumado pelo mandato governamental do rondero contrarrevolucionário Pedro Castillo Terronas.”

Toda resistência do Presidente Gonzalo durante os 29 anos em que esteve preso na Base Naval de Callao foi, segundo o MPP, “uma grande vitória, política, militar e moral para o maoísmo, para o Partido Comunista do Peru, para a guerra popular, para a revolução democrática em marcha ininterrupta ao socialismo e ao comunismo, para a classe, para o povo peruano e os povos do mundo, para o movimento comunista internacional”, conquistado pelo Presidente Gonzalo que “segue ganhando batalhas e servindo à revolução”.

O MPP afirmou ainda que está seguro de que “os comunistas, os revolucionários e os povos do mundo vão mobilizar-se destacando este grandioso feito, de entrega da vida do Presidente Gonzalo, em audaz e incandescente desafio bélico pela guerra popular para a culminar com a tomada do Poder em todo o país e passar de imediato a desenvolver a revolução socialista e mediante sucessivas revoluções culturais, sempre com guerra popular, entrar com toda a humanidade ao sempre dourado comunismo”.

A nota também trata da situação concreta que envolveu o assassinato do Presidente Gonzalo: o trabalho sinistro do governo reacionário do oportunista Pedro Castillo e da Linha Oportunista de Direita (LOD). O MPP destacou que “o oportunista contrarrevolucionário Pedro Castillo Terrones ao assumir a presidência do velho Estado peruano assumiu a tarefa de consumar o magnicídio contra o Presidente Gonzalo e anunciar sua morte” e que, somente após o anúncio da morte é que são explicados uma série de conluios entre as frações e grupos da grande burguesia, inclusive da “oposição” parlamentar ao governo de Castillo, expresso em uma série de eventos reunindo tais reacionários. O MPP afirma que se tratou de “cortina de fumaça para consumar o plano sinistro”.

De modo que para a organização para trabalho internacional do PCP, a entrega da sua própria vida, por parte do Presidente Gonzalo, “é um chamado para persistir na guerra popular”. E que devido o cumprimento dessa inquebrantável decisão de servir às massas populares “a vida do Presidente Gonzalo, como a dos camaradas do partido, combatentes do EPL [Exército Popular de Libertação, dirigido pelo PCP] e companheiros das massas, como ele [Gonzalo] dissera: ‘São vidas heróicas, bem vividas, gloriosamente investidas e, sobretudo, seladas no campo de batalha, semeando o comunismo’”.

O MPP conclui a nota realizando uma promessa de a partir desse “heroico exemplo da Chefatura, do Presidente Gonzalo colher esse sangue e os adentramos em nossa própria carne”. Afirmando também que “a melhor homenagem que podemos dar a eles e a estamos dando hoje é a de persistir nesse caminho, nesse rumo e não pararemos, como Partido, como classe, como massas, não pararemos junto ao proletariado internacional, junto aos Partidos Comunistas e às massas imensas do povo do planeta, e não pararemos até o comunismo”

Comunistas turcos afirmam que 'o Chefe da Revolução do Peru é imortal!'

O Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninsta (TKP/ML) emitiu uma saudação ao “chefe ideológico-político-organizacional da gloriosa Guerra Popular dirigida pelo PCP, o valente filho do povo peruano e do proletariado internacional”. A nota também afirma que a luta do Presidente Gonzalo “guiada pelo marxismo-leninismo-maoismo continuará a crescer”.

Os maoistas turcos também afirmaram que foi o Presidente Gonzalo quem “conduziu o PCP à guerra revolucionária” através dos aportes teóricos e práticos que foram “resultados de uma luta de longo prazo”. Entre os aportes políticos da Chefatura do PCP, segundo o TKP/ML, está a determinação de que “a Revolução Peruana só seria vitoriosa através da Guerra Popular Prolongada”, iniciada em 1980 e conduzida sob sua direção pessoal até 1992, resistindo até hoje apesar da detenção de sua chefatura, “contra a sangrenta, sufocante e destrutiva guerra reacionária da República fascista do Peru”.

O TKP/ML também aborda como o Presidente Gonzalo enfrentou a situação de contrarrevolução a nível mundial “em que o social-imperialismo russo havia tirado a máscara do socialismo e a propaganda de ‘a era do socialismo e da revolução acabou’ foi lançada na luta de classes”. Neste contexto, a nota afirma que o Presidente Gonzalo “construiria uma veia comunista que inspiraria a América Latina”, “conseguiu fazer do povo peruano um sujeito ativo” e que como a Guerra Popular “estava se desenvolvendo, avançando e marchando para a vitória os ataques contra a linha comunista e sua chefatura aumentaram ainda mais com esse medo e ansiedade”.

Sobre o contexto de sua prisão, a nota dos comunistas turcos afirma que “todas as normas e regras de guerra, de direito local e internacional foram ignoradas e violadas contra a pessoa de Gonzalo”. No objetivo de “estrangular, isolar e derrotar a Revolução Peruana, o Estado peruano viu [a prisão] como um meio de separá-la [a guerra popular] de seu fundador e teórico”.

“Na manhã do dia 11 de setembro, ele foi assassinado pelo Estado peruano, em sua cela de isolamento. É selvagem, brutal; É um massacre realizado pelos governantes que são hostis à revolução e ao socialismo com "ódio de classe". Gonzalo foi deliberada e deliberadamente assassinado pelo imperialismo e pela reacionária República do Peru”, afirmam os maoistas turcos.

O TKP/ML afirma também que o Presidente Gonzalo “teoricamente provou que o ‘marxismo-leninismo’ atingiu agora o estágio do maoísmo e o apresentou ao proletariado internacional”, logrando também “inspirar todas as forças maoístas com seu nível de compreensão e aplicação do MLM”. E que com sua morte havia chegado “a hora de homenagear sua memória!”.

Concluindo a nota, os comunistas conclamam “a todo nosso povo, às forças revolucionárias, aos Partidos Comunistas e revolucionários de todos os países para abraçar a memória comunista revolucionária de Gonzalo, para organizar comemorações e protestos generalizados e poderosos”.

Áustria: ‘gerações de comunistas se forjarão encabeçados pela bandeira vermelha do Presidente Gonzalo!’

O Comitê de gestão central dos Comitês para a fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria lançou uma declaração no dia 12 de setembro que se inicia com as seguintes palavras: “O crime inesquecível e fascista do assassinato do Presidente Gonzalo está sendo demonstrado pelo proletariado internacional com ódio de classe flamejante, com a formação de um número de novos comunistas e a destruição da velha ordem”.

A nota se inicia com duas citações, uma do Presidente Gonzalo, de que a contrarrevolução busca a todo momento eliminar os chefes do proletariado internacional, e outra do Presidente Mao Tsetung que aponta que “morrer pelos interesses do povo pesa mais do que o Monte Tai, enquanto morrer pelos exploradores e opressores do povo pesa menos que uma pena”.

Os maoistas austríacos afirmam que “o Presidente Gonzalo deu sua vida pela Revolução Proletária Mundial” e ressaltam a reconstituição do PCP e a elaboração da Base de Unidade Partidária (BUP) no Primeiro Congresso do PCP como pontos altos de seu trabalho. Também constatam que no decorrer de sua vida, “o Presidente Gonzalo fez contribuições universalmente válidas para a única ideologia científica, todo-poderosa porque verdadeira, do proletariado e enriqueceu o marxismo-leninismo-maoísmo em todos os aspectos essenciais” através da sistematização do maoismo.

Sobre o aniquilamento físico do Presidente Gonzalo, os militantes revolucionários que trabalham pela reconstituição do Partido Comunista na Áustria afirmam que “o assassinato do Presidente Gonzalo abala comunistas e revolucionários em todo o mundo”. Acerca dos planos da reação afirmam que “trazer confusão, depressão, indisciplina e capitulação às fileiras dos comunistas e revolucionários”. Porém esses planos se chocam com o fato de que “os comunistas, isto é, os marxistas-leninistas-maoistas de hoje estão armados com os ensinamentos do Presidente Gonzalo, que sublinham o otimismo revolucionário e o sintetiza com a necessidade do Partido Comunista”.

Sobre os supostos “crimes do Presidente Gonzalo”, tão propagados pelos monopólios de imprensa peruanos e internacionais, os revolucionários austríacos afirmam que “chamam de ‘terroristas’ [aqueles] cujos ‘crimes’ foi ter dedicado a sua vida inteiramente ao serviço do proletariado e das massas e, ainda mais, [aqueles] que fizeram seus os interesses do proletariado e das massas e os fundiram em pensamento e ação”. E apontam que “o Presidente Gonzalo é um grande modelo no que significa colocar a vida plenamente a serviço da libertação do proletariado, de dar vida ao comunismo”.

No trato feito pela reação peruana de que “com a morte de Gonzalo, morre também o pensamento gonzalo”, a nota é enfática: “Este é um sonho, um sonho reacionário que falhou antes mesmo de começar e, portanto, nunca se materializará. Este sonho reacionário é extremamente desmascarador, porque implicitamente admitem que o pensamento gonzalo, a concretização do Marxismo-Leninismo-Maoismo na realidade peruana, existe e não podem se libertar de sua existência. Seu sonho reacionário está fadado ao fracasso porque o pensamento gonzalo é verdadeiro, e mesmo a burguesia furiosa e raivosa não pode matar a verdade”. Prova disso, segundo a nota, é a posição acerca do sepultamento digno do Presidente Gonzalo: “Bem, se o pensamento gonzalo morreu com o Presidente Gonzalo e não está enraizado no povo como a reação afirma, de onde viriam as temidas honras no túmulo? É perfeitamente claro: mesmo com seu assassinato, o Presidente Gonzalo não perde seu horror para a burguesia, apesar de seu assassinato a reação não tem calma”.

A nota também faz referência à justiça que os revolucionários de todo o mundo exigem como resposta ao assassinato do Presidente Gonzalo, destacando que “o proletariado não exigirá essa justiça do velho Estado e nem da burguesia”, mas que é “antes de tudo uma reivindicação do proletariado e de seu Partido Comunista para si mesmo. Os próprios Partidos Comunistas estão sendo constituídos e reconstituídos no objetivo de iniciar e impulsionar guerras populares ou preparando-a novas”. E que a partir de agora “os comunistas continuarão sua campanha em defesa da vida e da saúde do Presidente Gonzalo”, mas sob os novos acontecimentos, eles a transformarão “em uma grande campanha para desfraldar, defender e aplicar o pensamento gonzalo e as contribuições universais do Presidente Gonzalo ao marxismo-leninismo-maoísmo”.

Em seus últimos parágrafos, a nota relaciona a vitória do Presidente Gonzalo frente aos verdugos reacionários com o caso de Dimitrov que, uma vez acusado, usou do julgamento como tribuna e apresentou o grande plano estratégico ao proletariado internacional. E afirma: “Essa grande chefatura está agora sendo seguida pela chefatura vermelha e forjada da esquerda no Movimento Comunista Internacional, que está continuando este trabalho, provando ainda mais as contribuições universalmente válidas do Presidente Gonzalo e dirigindo a reunificação dos comunistas em nível mundial”.

Frente a todas as dificuldades apresentadas pela situação atual, os revolucionários austríacos afirmam que “assumiremos a luta, faremos exigências ainda maiores de nós mesmos para darmos saltos e concentrar nossas experiências e ensinamentos anteriores sob o exemplo e chefatura do Presidente Gonzalo e entregá-los ao Movimento Comunista Internacional. O momento presente é um momento difícil. Mas, como marxistas-leninistas-maoistas, também vamos dominar este momento”.

Comunistas filipinos saudam o Presidente Gonzalo

O Partido Comunista das Filipinas emitiu uma declaração intitulada Viva a memória do Presidente Gonzalo!. Nela, os maoístas expressam “as mais profundas condolências aos operários, camponeses e todas as classes e setores oprimidos do Peru pela morte do dirigente revolucionário Manuel Rubén Abimael Guzmán Reynoso, o renomado Presidente Gonzalo, fundador e dirigente do Partido Comunista do Peru (PCP).”

O PCF também se junta à denúncia ao “governo peruano por ter submetido o camarada Gonzalo a uma prolongada perseguição por meio de tortura física e mental desde sua captura em 1992.” E prossegue denunciando os julgamentos realizados pelo velho Estado peruano: “Ele [Gonzalo] e seus camaradas foram submetidos a repetidos julgamentos ilegais. Os reacionários se recusaram a atender ao clamor para libertá-lo, apesar de seus quase 30 anos de prisão nas masmorras fascistas”, também apontando que a prisão do Presidente Gonzalo se deu como “um castigo cruel e extremo por ter fundado o PCP”, iniciando e dirigindo a Guerra Popular contra o velho Estado peruano.

Sobre a atuação da Chefatura do PCP, afirmam que “o camarada Gonzalo deu o seu melhor para fazer avançar a revolução democrática popular através da guerra popular no Peru e superar todos os obstáculos colocados pelos reacionários, revisionistas e reformistas.” E que tal feito se deu em um contexto de restauração capitalista tanto na URSS (processo iniciado em 1956 pelo revisionismo de Kruschov) quanto na China (a partir de 1976 pela atuação de Teng Siaoping).

Os comunistas filipinos afirmam que “a universalidade do maoismo na base primária da teoria e prática da revolução contínua sob a ditadura do proletariado para defender o socialismo e prevenir a restauração do capitalismo foi declarada pelo PCP junto com outros partidos comunistas no centenário de Mao Tsetung”.

Pintura revolucionária retratando a Chefatura do PCP, o Presidente Gonzalo. Foto: Banco de Dados AND

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