Crise energética: 75 cidades do Rio de Janeiro e de Minas Gerais sofrem com apagão

Ruas do bairro da Barra da Tijuca durante o apagão que atingiu a capital do Rio de Janeiro nos dias 21 e 22 de setembro. Foto: Michel Filho

Um apagão atingiu, no dia 18 de setembro, 75 cidades dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O apagão durou cerca de 1h10m e causou prejuízos a milhões de trabalhadores.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o a pagão ocorrido entre 21h20m e 22h30m, se deu por conta de um problema na subestação de energia de Rocha Leão, dentro de uma usina da Furnas em Rio das Ostras, região dos lagos do estado do Rio de Janeiro.

Ainda não se sabe a causa da falha que gerou a pane elétrica. A ONS indicou que haverá um relatório trazendo a razão para a falta de luz dentro do prazo de 20 dias. Os equipamentos defeituosos alimentavam as redes das supridoras privadas Light e Enel, que por sua vez, abastecem a concessionária Energisa em Minas Gerais e em Nova Friburgo, na região serrana do Rio.

Trabalhadores de 13 cidades das regiões do Norte Fluminense, Serrana e dos Lagos, no Rio de Janeiro e de outros 62 municípios de Minas Gerais foram afetados pelo apagão. Muitos relatos e reclamações apareceram em redes sociais.

Queda de energia na capital do Rio

Nos dias 21/09 e 22/09, um segundo apagão atingiu o Rio de Janeiro. Desta vez, a falha atingiu diversos bairros da capital carioca, deixando os moradores sem luz no decorrer dos dois dias.

A falta de luz foi, segundo a concessionária Light, causada por um problema na subestação de Jacarepaguá, na zona Oeste da cidade. A principal razão apontada foi a existência de fortes ventos na região ao longo do dia 21/09.

Segundo o ONS, por volta de 17h19m, houve um desligamento automático na subestação de Jacarepaguá, após ser verificada uma variação de 1000 megawatts de carga em todo o estado.

A nota da ONS, afirma que “de acordo com o sistema de supervisão do Operador, às 17h45m já tinham sido normalizados cerca de 700 MW de carga. Porém às 17h47m ocorreu novo desligamento da mesma subestação, com uma nova variação de carga de 700 MW. O sistema foi 100% normalizado às 18h17m”.

Contudo, a situação encontrada em diversos bairros foi bem diferente do relato na nota do ONS, de que a energia teria sido normalizada às 18h17m do dia 21/09. A falta de energia perdurou durante a noite do dia 21, se estendendo por grande parte do dia 22. Os moradores da cidade do Rio denunciaram em redes sociais a falta de luz culpando a empresa Light pelo atraso em regular o serviço.

Aumento na conta de luz

Mesmo com a falta de energia elétrica, os trabalhadores brasileiros estão sendo obrigados a pagar mais caro na tarifa da conta de luz. O governo militar e genocida de Bolsonaro e generais aumentou novamente a tarifa que já havia aumentado em julho deste ano. O brasileiro passou a pagar R$ 14,20 por a 100 quilowatt consumido, um aumento de 50% em relação ao valor pago no último aumento, que era de R$ 9,49 .

Crise hídrica

O Brasil está passando pela pior crise hídrica de sua história. Com a falta de chuva, os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste estão vazios. Essa seca afeta diretamente a principal fonte de energia do país, as usinas hidrelétricas. Com isso, o risco da volta dos apagões como os que tivemos no início dos anos 2000 é iminente, mesmo que o governo se recuse a falar abertamente sobre a questão.

Tal problema de falta de energia explicita o que a falta de soberania energética, como pilar da soberania e independência nacional, traz para o povo: ficar na escuridão em pleno século 21 e em um dos maiores centros metropolitanos do País. A soberania da Nação vem sendo atacada por longos anos, em um verdadeiro plano de amarrar todos os pontos-chaves (entre eles está a questão energética) do País e submetê-los ao interesse estrangeiro. Tal qual vem ocorrendo com a privatização das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras).

De modo que, além de toda falta de manutenção, que é responsabilidade das empresas de fornecimento de luz (que cobram taxas altíssimas para o “serviço”), resta aos trabalhadores brasileiros pagarem o preço e aguentarem tais prejuízos.

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