MG: Povo Maxakali retoma terra em Teófilo Otoni

Durante a madrugada do dia 28 de setembro, um grupo composto por aproximadamente 400 indígenas do povo Maxakali retomou uma área de terra no município de Teófilo Otoni, Minas Gerais. A terra pública estava cedida para a construção de um campus do Instituto Federal do Norte de Minas, no entanto, seguia abandonada. Essa retomada faz parte da luta dos povos indígenas por seus territórios, e neste caso abrange a luta por acesso à água potável e melhores condições de conservação do modo de vida da comunidade Maxakali.

Povo Maxakali retoma terras onde obras foram abandonadas pelo velho Estado. Foto: Reprodução

A trajetória até a retomada

Com o início da pandemia da Covid-19 em 2020, o povo Maxakali teve que deixar a Aldeia Verde, também conhecida como Reserva Indígena Hãm Yĩxux, em Ladainha e buscar um território com acesso a um rio, onde fosse possível plantar, construir escolas e renovar seus rituais. Em sua busca, se instalou em uma terra arrendada pela prefeitura da cidade. 

A área se localiza a cerca de 4 quilômetros (km) da Usina Engenheiro Wenefredo Portela, que apresentava risco de rompimento devido a problemas estruturais ocasionados pela construção. Se mudaram para um outro local arrendado com promessa de venda, mas após serem enganados por latifundiários, os indígenas se instalaram em uma fazenda próxima ao Distrito de Concórdia.

Esta nova área ocupada foi nomeada como Aldeia Hãm Kaĩm. Lá eles pretendem construir a Aldeia Escola Floresta – Yãy Hã Mĩy, que consiste em um projeto de reflorestamento.

Povos indígenas avançam nas retomadas por todo país

Tal retomada acompanha uma série de outras retomadas que vêm ocorrendo por todo o país. Pode-se citar como exemplo, a que ocorreu entre os dias 12 e 16 de agosto, quando 30 guerreiros Munduruku recuperaram a autodemarcação da Terra Indígena (TI) Sawré Muybu, no Pará; e também a realizada em meados de setembro, no dia 17/09, quando um grupo do povo Mbya Guarani retomou uma área de mais de 300 hectares de matas e banhados no município de Cachoeirinha, Rio Grande do Sul. 

A ocorrência cada vez mais rotineira de retomadas é sintoma da intensificação das lutas indígenas que, por sua vez, inauguram uma nova etapa de ainda mais combatividade, mobilização e organização dos povos originários no atual tempo histórico.

Leia também: PA: Munduruku retomam autodemarcação da TI Sawré Muybu

Área da retomada dos Mbya Guarani em Cachoeirinha. Foto: Vherá Mirim e Luís Palácios

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