RJ: PMs matam mototaxista estrangulado no Lins; moradores revoltados protestam

Washington Figueiredo Rodrigues, de 24 anos, morreu após ser asfixiado por PMs depois de ser sequestrado de sua residência. Foto: Reprodução.

Moradores montaram barricadas e fecharam a rua Aquidabã no Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, no dia 14 de outubro em protesto contra o assassinato covarde de Washington Figueiredo Rodrigues, de 24 anos, que foi sequestrado de sua casa enquanto dormia e posteriormente estrangulado por policiais militares (PMs).

Parentes, amigos e demais moradores da favela Boca do Mato fecharam com barricadas com fogo uma das entradas da favela, na rua Aquidabã. Os moradores ficaram revoltados com mais um assassinato covarde cometido por PMs na localidade. O bairro é o mesmo em que a jovem Kathleen Romeu foi baleada e morta por PMs quando saia de casa, em junho de 2021, a jovem estava grávida de cinco meses.

A PM foi até o local e reprimiu os manifestantes ameaçando-os e retirando as barricadas. Os militares reforçaram o patrulhamento na área e levaram um caveirão que ficou estacionado na esquina da rua Maranhão com a Aquidabã.

PM’s estrangulam morador até asfixia

Washington Figueiredo estava dormindo quando os PMs invadiram sua casa por volta de 5h30m da manhã. Os policiais arrombaram a porta e o levaram para fora.

A mãe e irmã do mototaxista viram toda a ação. Segundo elas, três PMs estavam em cima de Washington com o joelho no pescoço do trabalhador. As duas mulheres pediram incessantemente para que os policiais cessasse a agressão pois Washington estava ficando sem ar, porém os PMs apontaram os fuzis para elas e ameaçaram atirar.

A irmã de Washington, Joice Pereira, contou que foi ameaçada pelos PMs ao tentar ajudar o irmão. "Eu assisti tudo no momento. Eu estava no meu quarto, acordei com um tiro. Quando eu olhei, tinha uns 4 policiais em cima do meu irmão e eu gritei 'solta ele', e aí ele falou ‘sai daí se não eu vou atirar’, apontando o fuzil pro alto. Eu saí correndo em direção aonde ele estava e a polícia não deixou a gente chegar perto dele, a gente querendo dar água pra ele, reanimar ele e eles não deixando", contou a jovem.

A mãe de Washington, Cassia Pereira, também viu o filho sendo asfixiado pelos PMs: “Eu só vi quando a porta dele estava aberta, abriram a porta, puxaram ele e colocaram ele embaixo desse porão. Botaram ele de bruços, algemado e ficaram com os joelhos em cima dele”, diz a mãe do jovem.

Cássia diz que viu quando os PMs colocaram o jovem ainda vivo na viatura e o levaram. Posteriormente a mãe recebeu a notícia de que o filho estava morto.

Washington foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho de Dentro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o jovem chegou à unidade já após ter uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A mulher teve que ir até ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo do filho. Chegando ao local foi constatada a morte por asfixia.

“Meu filho pedindo água e não deram água, ele já estava sem cor, pálido. Ele saiu com vida, todo mundo viu. Daqui a pouco veio a notícia de que meu filho morreu. Fomos lá para reconhecer, vimos o corpo dele e não tinha marca nenhuma de tiro. Só o pescoço dele estava marcado. Mataram o meu filho estrangulado”, afirmou a mãe.

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