Colonização israelense em terras palestinas e sírias avança com apoio do USA

Homem balança a bandeira da Palestina próximo do assentamento israelense de Ofra, na Cisjordânia ocupada. Foto: Issam Rimawi / Flash90

No dia 13 de outubro, Israel aprovou o início da construção do primeiro assentamento para colonos judeus em Jerusalém Oriental em 30 anos. O anúncio foi feito um dia depois do ministro das Relações Exteriores israelense, Yair Lapid, se encontrar com o vice-presidente do Estados Unidos (USA), Kamala Harris, na capital ianque, Washington.

O assentamento em questão prevê a construção de 1.257 unidades habitacionais no bairro de Givat Amatos, voltadas para colonos de origem russa e etíope, em uma área próxima de onde vivem cerca de 25 mil palestinos, nas aldeias de Beit Safafa e Sharafat. A parte oriental de Jerusalém está sob ocupação israelense desde 1967.

Já havia planos desde 2012 para que o colonato fosse construído, porém foram recebidos com grande oposição da comunidade internacional, o que forçou as forças coloniais israelenses a adiarem sua implementação. No entanto, em abril de 2020, quando houve o anúncio de construção de 6,5 mil unidades habitacionais em Jerusalém Oriental, não enfrentaram grande repercussão ou oposição. 

No entanto, a política de assentamentos não tem nada de nova, pois já ocorrem assentamentos em todos os territórios palestinos ocupados. Israel transforma as terras confiscadas em área construída, voltada para habitação de colonos. Um especialista palestino no assunto, Khalil Toufakji, disse ao monopólio de imprensa Al Jazeera que parte das terras usada para a construção de Givat Amatos pertenciam à Igreja Luterana Alemã, enquanto outras partes haviam sido classificadas como propriedade privada palestina, inclusive para uso de palestinos refugiados, e apontou para vendas anteriores de terras de propriedade da igreja para assentamentos judeus ao norte de Nazaré, na Belém da Galiléia e Sarona, perto de Tel Aviv.  

Jerusalém Oriental é há muito tempo cobiçada pelo sionismo como fronteira do avanço da colonização israelense, como em Pigsat Zeev, onde espera construir 470 unidades habitacionais, além de outros 540 prédios em Har Homa, e quase 200 prédios em Ramat Shlomo.

Outro plano do governo israelense, conhecido como E1, consiste na construção de centenas de unidades para ligar os assentamentos de Kfar Adumim e Maale Adumim, com Jerusalém Oriental, o que impediria a passagem e a entrada de palestinos nessa região da Cisjordânia. Israel também está planejando expandir Atarot, um assentamento que fica perto da Rodovia 443, também conhecida como Estrada do Apartheid – por onde apenas colonos podem transitar –, e conecta vilas de Jerusalém, que são cercadas pelos militares israelenses, à Cidade Velha de Jerusalém. 

SÍRIOS PROTESTAM CONTRA ASSENTAMENTOS DE ISRAEL NAS COLINAS DE GOLà

No dia 11/10, centenas de drusos sírios nas Colinas de Golã protestaram contra a expansão das políticas de assentamentos israelenses em suas terras, ocupadas desde 1967 pelo sionismo. A manifestação ocorreu após o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, anunciar seus planos de construir dois novos assentamentos ilegais na região e dobrar sua população.

Quase 22 mil drusos sírios vivem nas cidades de Majdal Shams, Buqata, Masada e Ein Qiniyye, localizadas nas Colinas de Colã, onde um número similar de israelenses vivem em quase 30 assentamentos e "postos avançados", todos considerados ilegais por se tratar de uma região ocupada por uma potência estrangeira.

Em 1981, Israel alegou ter anexado as Colinas de Golã ao seu território nacional, apesar de nenhum país no mundo reconhecer sua soberania sobre Golã. Em 2019, no entanto, a administração do ex-presidente ianque Donald Trump anunciou que reconheceria a soberania de seu lacaio, Israel, sobre as Colinas de Golã. Como resultado, Israel "presenteou" Trump nomeando um pequeno assentamento de 20 casas de "Trump Heights" ("Colinas Trump").

Já a administração do presidente Joe Biden afirmou em junho de 2021 que manterá a mesma política de Trump para tratar das Colinas de Golã. Frente a essa total cumplicidade do imperialismo ianque, o governo israelense afirmou também que iniciará a planejar a construção de um total de 7 mil assentamentos nas Colinas de Golã até 2026.

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