Mais de 400 presos palestinos aderem à greve de fome contra medidas punitivas de Israel

Manifestantes protestam em solidariedade aos prisioneiros palestinos em prisões israelenses, na Cisjordânia ocupada por Israel. Foto: Mohamad Torokman / Reuters

No dia 13 de outubro, o movimento Jihad Islâmica Palestina (JIP) anunciou o início de uma greve de fome em massa dos seus membros detidos em prisões israelenses, em rechaço ao recrudescimento das medidas punitivas impostas por Israel desde que seis palestinos lograram a fuga da prisão de Gilboa, em setembro. 

Segundo nota da Associação de Prisioneiros Palestinos, a greve de fome faz parte “do programa de resistência anunciado recentemente pelo Comitê Nacional de Emergência dos Presos, que se baseou principalmente na rebelião e na rejeição das leis da administração penitenciária”. O comunicado afirma que os prisioneiros da JIP entregaram uma carta à administração prisional da ocupação no dia 12/10, em que expuseram suas demandas e informaram sobre sua decisão de fazer greve de fome. Há, hoje, cerca de 4,6 mil prisioneiros palestinos nas prisões israelenses, dos quais 35 são mulheres e 200, crianças.

Nas masmorras israelenses, os prisioneiros palestinos são divididos em celas de acordo com sua filiação política. A maioria dos presos que pertencem à JIP, que totalizam cerca de 400 pessoas, vai participar da greve e contam com o apoio de todos os outros movimentos que lutam pela libertação da Palestina, como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que encabeça a frente da Resistência Nacional e governa a Faixa de Gaza.

A FUGA DOS SEIS PRISIONEIROS REVERBERA ENTRE O POVO PALESTINO

Desde a fuga dos seis prisioneiros palestinos da prisão de alta segurança de Gilboa, no mês passado, o Serviço Prisional de Israel (IPS) passou a reprimir de maneira particularmente dura os prisioneiros pertencentes à JIP, da qual participavam cinco dos seis fugitivos de Gilboa. Em razão disso, os movimentos de resistência palestinos anunciaram um “programa de luta” crescente contra a repressão dos prisioneiros pela administração da prisão e sua tentativa de suprimir as conquistas alcançadas pelos prisioneiros em greves de fome anteriores.

Os seis homens foram recapturados em momentos distintos, duas semanas após a fuga, e tiveram suas sentenças aumentadas, algumas das quais já eram perpétuas. Depois disso, no dia 14/10, o IPS mudou para confinamento solitário os seis detidos, ao passo que vários presos ligados à JIP haviam sido colocados em confinamento solitário, e lideranças do movimento, levadas para celas de interrogatório em uma tentativa de desmantelar sua estrutura dentro das prisões israelenses.

Tais medidas geraram grande repercussão e revolta, uma vez que a prática de confinamento solitário como técnica de punição ou intimidação é considerada como uma forma de tortura e de tratamento degradante e desumano.

Enquanto isso, o povo palestino demonstrou enxergar todos os seus que estão encarcerados nas masmorras israelenses como prisioneiros políticos da ocupação, na luta pela libertação anticolonial, e celebrou amplamente a fuga dos seis presos, considerando-a um verdadeiro triunfo e humilhação para a ocupação sionista. Houve diversas manifestações pela Cisjordânia em apoio aos fugitivos e às greve de fome dos detentos. 

Em entrevista ao monopólio de imprensa Al Jazeera, uma mulher chamada Yusra Abed, de 60 anos, disse: “Acho que o povo palestino deveria se levantar por esses prisioneiros. Se um protesto for anunciado por eles, eu serei a primeira lá”, demonstrando o profundo sentimento de solidariedade. Afirmou, ainda: “Eles estão defendendo a Palestina. Por que mais eles estariam na prisão?".

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