Caminhoneiros: Após governo cancelar reunião, greve na próxima segunda pode tomar fôlego

O general Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, desprestigiou a categoria dos caminhoneiros, que segue organizada para a greve do 1º de novembro. Foto: Reprodução

Em meio às paralisações parciais de caminhoneiros ocorridas na última semana, o governo federal do presidente fascista Jair Bolsonaro cancelou uma reunião marcada para quinta-feira, 28 de outubro. A reunião foi marcada após a organização dos caminhoneiros fixarem uma lista de exigências. Os trabalhadores automotores também acordaram em uma nova paralisação nacional caso não sejam atendidos. O governo cancelou a reunião e não sinalizou qualquer outra data para sentar-se à mesa de negociações.

Os caminhoneiros defendem seus direitos e estão dispostos a realizar uma paralisação nacional no próximo dia 1º de novembro para que o governo ceda. Em reunião ocorrida em meados de outubro, os caminhoneiros determinaram 15 dias para o governo responder às suas exigências.

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Aumentos sucessivos nos combustíveis

O cancelamento da reunião se dá em meio a mais um aumento do combustível, que afeta ainda mais profundamente os caminhoneiros. No dia 25/10 a Petrobrás fixou novo aumento da gasolina de R$ 0,21, que passará a custar nas refinarias R$ 3,19 para as distribuidoras. O diesel também sofrerá aumento de R$ 0,28, passando a ser vendido por R$ 3,34. O valor final pago pelos caminhoneiros ainda aumenta por encargos tributários, valor de transporte e outros. A justificativa da Petrobrás é a mesma: manter a paridade dos preços do petróleo a níveis internacionais, tudo em função de transferir a renda da Nação aos grandes acionistas estrangeiros e locais.

A média dos preços já estava em aumento. Segundo a Associação Nacional do Petróleo (ANP), o litro da gasolina custou em média R$ 6,36 na semana entre 18 e 22 de outubro. Em pelo menos seis estados (AC, CE, MT, MG, RS e RJ) já passou de R$ 7,00 o valor da gasolina pago pelos consumidores. O diesel ficou na média de R$ 5,04.

O botijão de gás teve também reajuste de 1,5% registrando o preço médio de R$ 101,96. O valor máximo chegou a R$ 135,00.

Governo oferece esmola aos caminhoneiros

O governo militar genocida de Bolsonaro e generais propôs um auxílio para os caminhoneiros. Ele iria custear uma parte do combustível utilizado pela categoria. O valor pago seria de R$ 400, que não daria para abastecer nem 100 litros de diesel. Por isso, a proposta foi rechaçada pelos caminhoneiros, que denunciaram como manobra oportunista para não atender a lista de exigências fixada.

“Isso não foi aceito como algo que desse como benefício. Ao contrário, mostrou o despreparo [do governo]”, afirmou Carlos Alberto Litti Dahmer, caminhoneiro autônomo e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). 

“Cadê aquela questão dos R$ 100 mil para manutenção? Se não deu os R$ 100 mil vai dar agora os R$ 400? Eu vi como chacota, piada” disse Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Política de preços da Petrobrás é o alvo dos protestos

Além da redução do preço do diesel, uma outra exigência dos trabalhadores automotores é a revisão da política de preços da Petrobrás. A abusiva “paridade dos preços” imposta pela Petrobrás foi iniciada por Pedro Parente, em 2016, e está sendo seguida pelo general Joaquim Silva e Luna, atualmente diretor. O preço de paridade de importação (PPI) é a principal responsável pelos aumentos sucessivos neste ano.

Leia também: Breves observações sobre a crise nacional do petróleo e da Petrobrás

Dentre as outras demandas levantadas pelos sindicatos e associações, estão a redução do ICMS; o cumprimento da Lei do Piso Mínimo de Frete (Lei nº: 13.703/2018) e a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição. 




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