França: Manifestantes exigem a libertação de Georges Abdallah em manifestação

Marcha exige a libertação de Georges Abdallah. Foto: La Cause du Peuple

Em 23 de outubro de 2021 uma grande manifestação aconteceu nas ruas de Lannemezan por ocasião da convocação da Campanha Unitária para a Libertação de Georges Ibrahim Abdallah. Mais de mil pessoas compareceram ao ato que exigia a libertação imediata de Georges Ibrahim Abdallah, preso político da luta do povo palestino há 37 anos.

Quem é Georges Abdallah?

Georges Abdallah é um prisioneiro político libanês, lutador contra a ocupação da Palestina, que está detido pelo Estado imperialista francês desde 1984. Com base em provas fajutas, de maneira sabida e comprovada, e na pressão política e diplomática manipulada pelos imperialistas da França e dos Estados Unidos (USA), Georges Abdallah foi condenado à prisão perpétua. Seu compromisso comunista, antiimperialista e revolucionário o levou a ser odiado pela reação francesa. 

Em sua juventude, Abdallah se integrou às Facções Armadas Revolucionárias Libanesas (LARF) quando o grupo se formou após a interrupção da Frente Popular pela Libertação da Palestina - Operações Externas. Ele se tornou, no percurso da luta, dirigente da organização e conduziu suas operações na França.

Foi condenado através de provas fajutas e implantadas pela reação, pelo assassinato do tenente-coronel ianque Charles R. Ray, que era adido militar assistente do USA e o assassinato do diplomata israelense Yaakov Bar-Simantov em Paris, em 1982, bem como de “envolvimento” na tentativa de assassinato do ex-cônsul americano em Estrasburgo Robert O. Homme, em 1984. Uma arma teria sido encontrada em seu apartamento durante uma operação policial.

Tudo isso tem contexto após a Guerra do Líbano 1982, quando tropas de Israel invadiram o sul do Líbano em sua sanha expansionista.

Durante seus longos anos de detenção, Georges Abdallah nunca desistiu de seus ideais e sempre se levantou contra a ocupação da Palestina, em particular. Ele apoia as lutas revolucionárias em todo o mundo e demonstra grande solidariedade com as lutas das massas, como as revoltas contra a violência policial na França.

Além disso, suas repetidas manifestações públicas como preso político sempre reafirmou que sua libertação viria através de uma luta política, e não como uma simples manobra administrativa ou legal.

o Dia internacional pela sua libertação

A manifestação do dia 23/10 foi o dia  internacional de ação por Georges Ibrahim Abdallah. A manifestação ocorrida em diversos países foi convocada pela Campanha Unitária em defesa do militante preso político. No percurso da marcha, foram entoados as palavras de ordem da campanha unitária: Palestina viverá, Palestina vencerá, livre Georges Abdallah! e Ele é parte de nossa luta, nós somos parte de sua luta, liberdade para Georges Abdallah!.

Manifestações em Beirute (capital do Líbano) em 2020 e em Túnis (capital da Tunísia), em frente à embaixada da França, em 2018, também exigiram a liberdade de Georges Abdallah no dia internacional da campanha.

A manifestação

Após a concentração, foram realizadas marchas de ida e volta até a prisão, junto da organização Jovens Revolucionários. Atrás do bloco eles carregavam uma faixa escrita: Proletários e povos oprimidos de todos os países, uni-vos!. Foi realizado ainda, no final da manifestação, um concerto do grupo musical revolucionário turco Grup Yorum. O grupo, muito popular na Turquia por sua ativa resistência contra o velho Estado, apoia a libertação de Georges Abdallah e luta contra a repressão de democratas e revolucionários em todo o mundo.

No momento em que a marcha chegou à prisão, os manifestantes usaram pedras para acertar as cercas, chamando a atenção dos guardas e dos detentos para fazer serem ouvidas as exigências da manifestação e pela libertação de Georges Abdallah.

O jornal democrático e popular francês La Cause du Peuple (A Causa do Povo em portugês) esteve presente desde o início até o final da manifestação. Eles montaram uma banquinha e anunciaram que enviaram a Georges Abdallah vários exemplares de seu jornal para que ele pudesse lê-lo desde de sua prisão.

Desde 1999, Georges Abdallah pode ser solto legalmente. Porém, a reação francesa não permite sua libertação ou deportação para o Líbano, seu país de origem.

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