Fustigamentos: Policiais realizam incursões ilegais à Área Tiago dos Santos

Após o covarde assassinato de dois camponeses pela Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), as tropas da repressão seguem ilegalmente realizando incursões dentro da Área Tiago Campin dos Santos, em Nova Mutum Paraná (RO). Os camponeses seguem organizando-se em defesa do direito a um pedaço de terra para trabalhar.

De acordo com denúncias enviadas pelos camponeses à Redação de AND, tropas militares seguem ameaçando as mais de 800 famílias dentro das Áreas Tiago Campin dos Santos, Ademar Ferreira e Dois Amigos, todas no município. Sem identificação e armados ostensivamente, os policiais buscam impedir os camponeses de reconstruírem suas casas.

Há denúncias também de que os policiais impuseram um “marco” dentro da Vila, localizada no interior da área. Os policiais afirmaram, após delimitar o “marco”, que dali para frente todas as terras fazem parte da fazenda Santa Carmem.

Em nova ilegalidade, os policiais fazem isto para criar artifícios fajutos para prosseguir com as ilegais remoções da Operação “Nova Mutum”, após a mesma ter sido suspensa na Área em questão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os camponeses, em resposta, afirmaram que é de conhecimento geral que o início do perímetro da fazenda está localizado a cerca de 1,5 km à frente.

Ao invadirem o barracão, local onde ocorre preparação das refeições coletivas e as Assembleias Populares, os policiais quiseram intervir numa reunião dos camponeses. Os militares afirmaram que continuariam com as incursões ilegais, alegando que são parte de um “patrulhamento”. 

Outra denúncia realizada pelos trabalhadores diz respeito a abordagens arbitrárias e apreensões de veículos. As tropas ameaçam voltar em dez dias para realizar um "arrastão'' nos veículos locais.

Policiais realizam revistas nos trabalhadores em meio ao retorno à Área Tiago Campin dos Santos. Foto: Banco de dados AND

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