Bósnia: Milhares de mineiros realizam greve contra redução de salários e retirada de direitos

Mineiros da Bósnia marcham durante greve.

Milhares de mineiros cruzaram os braços em sete das 11 minas de carvão da Bósnia-Herzegovina no dia 23 de novembro. Um protesto foi realizado pelos operários em frente à sede do governo contra um plano do governo de baixar o salário mínimo dos mineiros e de implantar um salário por produção individual. Os manifestantes estão acampando em frente à sede, em pleno inverno bósnio, até que suas demandas sejam concretizadas.

A luta dos mineiros acontece em resposta à “reestruturação” promovida pela Elektroprivreda BiH (EPBiH) – gerida pelo velho Estado bósnio e que controla as minas no país. A empresa afirmou que busca alcançar até 2050 o objetivo de trocar a fonte de energia do carvão para energia “renovável” nas minas que estão endividadas. E apontou que seria através do rebaixamento sucessivo de salário dos operários e demissões em massa que tal meta seria alcançada. A medida é uma condição para a adesão da Bósnia na União Européia.

Espera-se a demissão de 2 mil de trabalhadores da EPBiH, de um total de 7.200, reduzindo o quadro de trabalhadores para 5.200.

O protesto

Os mineiros, que foram de ônibus de toda a Bósnia para Sarajevo, se manifestaram com tochas, bandeiras e gritavam contra os gerentes do velho Estado no prédio do governo, que tem à frente Željko Komšić, atual presidente reacionário.

Os operários exigem que o salário mínimo seja 1.000 marka bósnios (cerca de 3 mil reais), ao mesmo tempo que exigiam o pagamento da aposentadoria, bem como a renúncia dos diretores executivos das minas e a renúncia do chefe da EPBiH.

Entretanto, a EPBiH impôs novos regulamentos de trabalho que violam o acordo coletivo de trabalho, reduzindo o salário básico dos mineiros de 850 marka (2.600 reais) para 570 marka (1.800 reais).

Quando Nermin Dzindic, ministro da Indústria e Energia da Federação Bósnia-Croata, deixou o prédio do governo para falar com os manifestantes, ele foi vaiado e saiu rapidamente.Dzidic defende que os novos regulamentos são "para o benefício dos mineiros". “Se você trabalhar e tiver melhores resultados, vai ganhar mais dinheiro”, disse o reacionário.

“Não acho que eles devam reduzir o nosso salário, mas sim aumentá-lo em cerca de 10 a 20%. Tudo ficou mais caro. Mas eles querem reduzir nosso salário. Se os mineiros pararem, tudo para", disse Mukades Hadzic, um mineiro de Kakanj que protestava na capital, à emissora RFE/RL.

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