MG: Operários fazem paralisação e protesto na Arena MRV em Belo Horizonte

Operários protestam contra irregularidades das subempreiteiras na Arena MRV. Foto: Reprodução.

No dia 17 de dezembro, operários da construção civil paralisaram as atividades e fizeram um protesto na frente da Arena MRV, futuro estádio do Clube Atlético Mineiro, localizado no bairro Califórnia, na região noroeste de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região (STICBH/Marreta) e contou com a participação de ativistas da Liga Operária.

Cerca de 400 trabalhadores se reuniram em frente aos canteiro de obras da Arena por volta das 7h da manhã. Eles protestaram contra as várias irregularidades e descumprimento dos direitos trabalhistas cometidos pelas várias subempreiteiras que atuam na obra. Ativistas do Marreta e da Liga Operária levaram faixas e bandeiras com reivindicações dos trabalhadores.

Durante a manifestação foram feitas várias falas com um megafone. Foram denunciadas as irregularidades cometidas pelas empreiteiras contra os operários e cobradas melhores condições de trabalho. Uma das principais reivindicações dos operários é o cumprimento pelas empresas do acordo chamado de “baixada”, que é o pagamento de viagens para trabalhadores que vêm de outros lugares do Brasil. O sindicato denuncia: “muitos trabalhadores vieram de estados do Nordeste com a promessa de voltar em casa a cada dois meses com pagamento pela empresa, o que está sendo descumprido. Eles mesmos têm que arcar", disse um representante do Marreta em entrevista, durante o ato, ao monopólio de imprensa G1.

Outras reivindicações dos trabalhadores da Arena MRV são: o pagamento de horas-extras, fornecimento de alimentação durante as horas-extras, fornecimento de cesta básica e alojamentos com infraestrutura adequada seguindo as normas da Norma Regulamentadora 24 (NR-24), que trata sobre condições de higiene e conforto nos locais de trabalho.

Uma das principais reivindicações dos operários é o cumprimento pelas empresas do acordo chamado de “baixada”, que é o pagamento de viagens para trabalhadores que vêm de outros lugares do Brasil. O sindicato denuncia: “muitos trabalhadores vieram de estados do Nordeste com a promessa de voltar em casa a cada dois meses com pagamento pela empresa, o que está sendo descumprido. Eles mesmos têm que arcar", disse um representante do Marreta em entrevista, durante o ato, ao monopólio de imprensa G1.

O Sindicato denuncia que as empreiteiras aliciam operários em outras regiões do país, principalmente no Nordeste, para ocupar os postos de trabalho. As empresas oferecem emprego aos trabalhadores e se aproveitam do fato de muitos deles não conhecerem as normas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Essa absurda prática dos empresários permite às empreiteiras lucrar ainda mais em cima dos trabalhadores pois, com isso, elas eximem-se de cumprir os direitos trabalhistas para com os operários. O Marreta denuncia que “as empresas acumulam riquezas enquanto impõem uma relação de trabalho servil e ainda dizem que estão fazendo um ‘favor’ obrigando os operários a trabalhar a troco de estadia e comida”.

Uma das principais reivindicações dos operários é o cumprimento pelas empresas do acordo chamado de “baixada”, que é o pagamento de viagens para trabalhadores que vêm de outros lugares do Brasil. O sindicato denuncia: “muitos trabalhadores vieram de estados do Nordeste com a promessa de voltar em casa a cada dois meses com pagamento pela empresa, o que está sendo descumprido. Eles mesmos têm que arcar", disse um representante do Marreta em entrevista durante o ato ao monopólio de imprensa G1.

O Marreta reiterou em nota lançada em seu site que tem combatido essa prática cobrando diretamente a principal subempreiteira da MRV envolvida na obra, a Racional Engenharia. O sindicato afirma que a Racional Engenharia tem buscado atender as reivindicações, porém há várias outras subempreiteiras que insistem em querer driblar o que está estabelecido na CCT.

Outra questão reivindicada pelos trabalhadores durante o protesto, foi a reunião de data-base que deveria acontecer em novembro, porém já sofreu duas prorrogações, sendo estas para os dias 15 e 22 de dezembro. A data-base é o período do ano em que patrões e empregados representados pelos Sindicatos se reúnem para repactuar os termos dos seus contratos coletivos de trabalho.

O protesto só foi encerrado depois que os trabalhadores e membros do sindicato foram recebidos por representantes das empreiteiras responsáveis pela obra.

A greve dos operários se dá em meio às mobilizações da Campanha Salarial conduzidas pelo Sindicato STICBH/Marreta. Em setembro, os trabalhadores aprovaram em assembleia geral suas pautas de reivindicações.

Ainda de acordo com o Marreta: “a obra da Arena MRV é sempre propagandeada como uma obra que envolve paixões de torcedor e do povo, usam essa propaganda para arrancar o couro dos operários a qualquer custo e aumentar o lucro dos patrões. Por isso, o Marreta convoca os trabalhadores a aumentarem a organização e não se submeterem a qualquer tipo de condição. Vamos elevar nossa mobilização, nossa consciência e nossa organização. Se nosso trabalho é essencial, exigimos respeito, exigimos direitos, exigimos o que é nosso!”, completou o sindicato em nota.

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