RJ: Moradores protestam após PM matar trabalhador no Complexo da Pedreira

Fabrício Alves de Souza, 26 anos, foi baleado e morto durante operação da PM no Complexo da Pedreira. Foto: Reprodução.

No final da manhã do dia 21 de dezembro, moradores do Complexo da Pedreira fizeram um protesto e montaram barricadas incendiadas. O protesto, que bloqueou a principal via do bairro de Costa Barros e que dá acesso à avenida Pastor Martin Luther King Júnior no sentido Pavuna, ocorreu após a Polícia Militar assassinar o trabalhador Fabrício Alves de Souza, de 26 anos.

O assassinato do pintor pela Polícia Militar (PM) ocorreu durante uma operação no complexo da Pedreira, em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser socorrido e levado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros por moradores, porém ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. O homem trabalhava como pintor, era casado e tinha duas filhas.

A operação de guerra foi ordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) sob a justificativa de “reprimir o crime organizado no complexo, visando a apreensão de armas de guerra e a prisão de criminosos em flagrante e foragidos da Justiça”. Contudo, o que acontece é o de sempre em operações desse tipo nas favelas do Rio de Janeiro: matança de jovens pobres, pretos e destruição de famílias inteiras.

A operação ainda está em andamento e participam dela equipes de militares do 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Grupamento Aeromóvel (GAM). Policiais das Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) também estão no local para reprimir os moradores que estão na manifestação.

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