MG: Trabalhadores metroviários entram em greve por tempo indeterminado em defesa de seus empregos

No dia 23 de dezembro os trabalhadores metroviários da região metropolitana de Belo Horizonte entraram em greve em defesa de seus empregos. Os trabalhadores cruzaram os braços a partir das 0h e exigem garantias de que serão transferidos para outras unidades da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e não para uma empresa privada. Trata-se, portanto, de uma mobilização em rechaço à privatização do transporte público.

Uma resolução do governo federal impede que os funcionários da Superintendência Regional de BH possam ser transferidos para outras unidades da CBTU em caso de confirmação da privatização. É contra isso que se levantam agora os trabalhadores.

CBTU e judiciário tentam impedir direito à greve

Antes mesmo de consumada a paralisação, no dia 21/12, a CBTU solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que a greve fosse interrompida imediatamente ou então que se garantisse uma escala mínima.

O TRT, parte do judiciário do velho Estado, comprovou-se novamente ao lado dos patrões e contrário ao povo trabalhador. No mesmo dia do pedido da CBTU foi concedida uma liminar estabelecendo uma multa diária de R$ 30 mil para o sindicato caso não fosse cumprida uma escala mínima no metrô.

Trabalhadores não são reconhecidos pela empresa

A CBTU, chorando lágrimas de crocodilo, manifestou, através de uma nota, sua “consternação em face do descumprimento da ordem judicial, por parte do Sindicato dos Metroviários, o que resultou na paralisação total do sistema nesta quinta (23/12)”. 

Ocorre que diariamente, os trabalhadores da CBTU são responsáveis por fazer funcionar o transporte público que atende mais de 100 mil pessoas. Esses metroviários, contudo, estão longe de ser devidamente reconhecidos pelo seu trabalho.

Pautas da greve

Reunida em assembleia, a categoria realizou uma assembleia em caráter de urgência na Praça da Estação no dia 19/12, pleno domingo. Em nota, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais declarou que uma resolução do governo federal está passando por cima do atual e vigente Acordo Coletivo de Trabalho e que o direito de transferência dos funcionários da CBTU-BH para outras superintendências não está sendo respeitado.

Além disso, a nota do Sindicato aponta para que vários trabalhadores estão correndo risco de serem demitidos. A empresa tem autorizado a transferência de vários empregados para a CBTU-AC Brasília. Em rechaço a esta medida, o Sindicato “convocou toda a categoria para uma assembleia em caráter de urgência” e ali foi aprovado, por unanimidade, o movimento grevista por tempo indeterminado.

Se antecipando à campanha de difamação que move a CBTU e que é reproduzido pelo monopólio de imprensa, o Sindicato foi enfático em defender o direito à greve: “É uma medida necessária diante dos desmandos e manobras do governo que vêm excluindo e ignorando a participação e o bem estar dos funcionários, no atual processo de cisão que a STU-BH está passando. A paralisação afetará em cheio os usuários do metrô, mas é uma situação limítrofe entre a privatização da empresa e a demissão dos funcionários concursados lotados em Belo Horizonte.”

E em seguida se dirigiu ao povo de BH: “É importante que a população da Grande Belo Horizonte saiba que os metroviários trabalharam, sem parar um dia, durante toda a pandemia de Covid-19, agora busca o apoio de todos os usuários em defesa da empresa pública e com tarifas acessíveis a toda população”. Os metroviários seguiram denunciando que a privatização da empresa representaria a criação de uma outra empresa que seria imediatamente privatizada pelo estado de Minas Gerais “com um aporte bônus para os futuros proprietários em torno de R$ 3 bilhões”.

A paralisação deve seguir até que seja realizada uma outra assembleia com a categoria.

Metroviários durante assembleia da categoria que decidiu pela greve. Foto: Reprodução

Metroviários durante assembleia da categoria que decidiu pela greve. Foto: Reprodução

Metroviários durante assembleia da categoria que decidiu pela greve. Foto: Reprodução

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