Chile: Embandeiramentos e pichações são realizados pelos 100 anos da fundação do Partido Comunista do Chile

No dia 2 de janeiro, revolucionários e comunistas chilenos colocaram diversas bandeiras vermelhas com a insígnia da foice e martelo e realizaram pichações na capital do país, Santiago, e também em diversas províncias rurais. As ações ocorreram na ocasião dos 100 anos da fundação do Partido Comunista do Chile, sob a liderança de Luis Emilio Recabarren, em 02/01 de 1922.

Os comunistas e revolucionários levantaram 100 bandeiras pelo centenário da fundação do Partido em Santiago e outras partes do país. Também foram realizadas pichações escritas Viva os 100 anos do Partido de Recabarren! Abaixo o revisionismo! Abaixo o falso PC! Também foi divulgado que realizar-se-ão reuniões e eventos comemorativos destacando a importante tarefa de retomar e desenvolver Recabarren e reconstituir seu Partido durante o ano de 2022.

Homenagem a Luis Emilio Recabarren

Um ato emocionante foi realizado em frente ao túmulo de Luis Emilio Recabarren, no Cemitério Geral de Santiago. De acordo com o jornal democrático e popular chileno El Pueblo, lá, foram colocadas bandeiras vermelhas com a foice e martelo, palavras de comemoração da data foram ditas, saudações de honra e glória foram feitas e a Internacional Comunista foi entoada.

No evento, foi relembrada a importância da declaração de princípios do Partido Comunista, aprovada em 2 de janeiro de 1922, que reconhecia a necessidade da constituição de "um corpo revolucionário de vanguarda, com objetivos claros, diretrizes precisas" para destruir o sociedade capitalista, organizar as forças das classes exploradas e treinar para estabelecer a ditadura do proletariado no período de transição para o comunismo. “Esse partido, na época do leninismo, não poderia ser outro senão o Partido Comunista, como seção chilena da Internacional Comunista”, aponta o El Pueblo.

A necessidade de retomar e desenvolver Recabarren e reconstituir o Partido Comunista do Chile como um partido marxista-leninista-maoista, com as contribuições de valor universal do Presidente Gonzalo, também foi colocada pelos presentes no evento realizado no monumento de Recabarren, no centro da capital.

A luta contra o revisionismo

O jornal explica que os oportunistas e revisionistas chilenos, por sua vez, dizem que em 1922 o Partido apenas mudou de nome, de Partido Operário Socialista (POS) para Partido Comunista; dizem que o funcionamento orgânico foi mantido e que o POS também havia sido fundado por Recabarren em 1912. Eles não reconhecem no 2 de janeiro o marco da fundação. “Eles colocam o orgânico antes do político. Eles não entendem que embora o Partido Comunista (Seção Chilena da Internacional Comunista) mantivesse a maior parte dos membros do POS, é um partido política e ideologicamente diferente do POS, mas que não alcançou a se desenvolver antes da morte de Recabarren em 1924 e foi prontamente usurpado por uma linha oportunista de direita que o levou ao revisionismo e ao cretinismo parlamentar”, afirma o El Pueblo.

No campo

Na província rural de Colchagua também foram realizadas ações de pichação e embandeiramento. Junto das imagens das ações, foi divulgada a seguinte declaração em sítios de web: “Hoje, sob o marxismo-leninismo-maoismo, erguemos as bandeiras vermelhas pela luta do proletariado e do campesinato pobre no Chile central e rural. Viva o Maoísmo! Abaixo o revisionismo de Tellier-Carmona!”

Comemoração dos 100 anos da fundação do Partido Comunista do Chile. Foto: El Pueblo

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