Enquanto massas de todo o mundo sofrem com a crise econômica, bilionários dobram suas fortunas

Bilionário Jeff Bezos esbanja seus lucros recordes com viagens ao espaço acompanhado de seus amigos. Foto: Getty images

Enquanto as massas de todo o mundo sofrem com os efeitos da crise de superprodução relativa do imperialismo (aprofundada pela pandemia do coronavírus), os dez homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas no mesmo período. A constatação foi divulgada no novo relatório denominado “A Desigualdade Mata”, da organização não-governamental (ONG) britânica Oxfam.

A pandemia tornou os bilionários do mundo muito mais ricos e levou mais pessoas a viver na pobreza, afirmou o estudo. Contudo, a ONG aponta exclusivamente a pandemia como a única responsável pela recessão econômica. Na realidade, desde 2019 o mundo vem passando por uma crise cíclica de superprodução, tal como ocorreu em 2008. Os efeitos dessa crise já eram sentidos por massas de todo o mundo, com o aumento do desemprego, diminuição do poder de compra, encarecimento dos produtos e etc, e já foram denunciadas nas páginas de AND.

A instituição utilizou dados da revista Forbes, os quais indicam que os homens mais ricos do mundo atualmente são: Elon Musk, Jeff Bezos, Bernard Arnault e sua família, Bill Gates, Larry Ellison, Larry Page, Sergey Brin, Mark Zuckerberg, Steve Ballmer e Warren Buffet.

De acordo com o estudo, a riqueza deles somadas cresceu de 700 bilhões de dólares para 1,5 trilhão de dólares, ou seja, mais que dobrou! Em moeda nacional, a riqueza dessa dezenas de ricaços passou de R$ 3,8 trilhões de reais para R$ 8,3 trilhões. A Forbes aponta também que dentro da lista há uma discrepância grande, como por exemplo o patrimônio de Elon Musk crescendo mais de 1.000%, enquanto o de Gates, por exemplo, cresceu "apenas" 30%.

Um bilionário por dia para mais de 160 milhões de pobres

Danny Sriskandarajah, executivo-chefe da Oxfam, disse em entrevista que "houve um novo bilionário criado quase todos os dias durante esta pandemia, enquanto 99% da população mundial está cada dia pior”. E completou: "como resultado disso, mais 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza. Algo está profundamente errado em nosso sistema econômico”, afirmou.

O relatório aponta que após o período de crise econômica aprofundada pelo coronavírus, 160 milhões de pessoas ao redor do mundo passaram a viver com menos de 5,50 de dólares por dia, o que equivale a 30 reais. A quantia é usada pelo Banco Mundial para medir a pobreza em países com renda média alta.

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A publicação da Oxfam relata que a crise está forçando os países semicoloniais (que o relatório chama de “países em desenvolvimento”) a cortar gastos sociais à medida que as dívidas nacionais aumentam. A igualdade de gênero sofreu um retrocesso, com 13 milhões de mulheres a menos em postos de trabalho agora (2022) do que em 2019 e mais de 20 milhões de meninas sofrendo o risco de nunca mais voltar à escola. Foi divulgado também que grupos étnicos minoritários foram os mais atingidos pela Covid, incluindo os bengaleses do Reino Unido e a população preta do USA.

De acordo com a Ong: “A concentração de renda atual do mundo é comparável aos índices registrados durante o auge do imperialismo ocidental no início do século 20 e tem ligações com o histórico da escravidão.”.

Ainda segundo a Oxfam, os lucros dos 2.775 bilionários que existem ao redor do mundo foram maiores do que o que eles lucraram nos últimos quatorze anos anteriores. Em comparação, no mesmo período, 17 milhões de pessoas morreram de Covid-19 e devido à falta de vacinas. 

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