PE: Pacientes com leucemia protestam contra o governo federal por falta de remédios

Pacientes com câncer fazem protesto contra corte no fornecimento de medicamentos. Foto: Arthur Mota.

Pacientes com leucemia fizeram um protesto no dia 21 de janeiro em frente à Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), no bairro das Graças, no Recife. Eles denunciam que o Ministério da Ciência e Tecnologia parou de comprar medicamentos importados necessários no tratamento de câncer.

Os manifestantes levaram faixas e cartazes e se concentraram na frente do prédio durante as primeiras horas da manhã. Em grandes faixas, os pacientes exibiram as seguintes consignas: “Pacientes com leucemia pedem socorro” e “Pacientes com leucemia sem remédio é crime”.

Os trabalhadores criticam a suspensão na compra do medicamento Mesilato de Imatinibe, que inibe a ação maligna da medula. O remédio é fornecido aos pacientes pelo governo federal através do Ministério da Ciência e Tecnologia. Contudo, desde dezembro de 2021 a importação do medicamento foi suspensa pelo ministério que alegou falta de verbas.

Tal situação se deve aos cortes nos orçamentos aprovados em 2021 pelo governo militar genocida de Bolsonaro/generais em conjunto com o Congresso de corruptos. Estes verdadeiros inimigos do povo preferiram destinar R$ 1,8 trilhão para bancos imperialistas, através do pagamento da Dívida Pública, e para o criminoso fundo eleitoral de 2022, que custará R$ 4,96 bilhões aos cofres públicos.

A falta do medicamento tem agravado substancialmente a qualidade de vida dos pacientes, tendo levado à internação pessoas que já se encontravam com suas comorbidades controladas. “Nós estamos nos sentindo como condenados à morte porque a medicação está faltando, dependemos dela. O ministério da saúde sabe que portadores de leucemia que a nossa leucemia mieloide crônica, ou seja, não tem cura, e nós dependemos de uma medicação que impede de a medula produzir células doentes, células doentes. É por isso que o nome é Mesilato de Imatinibe. Ele inibe a ação maligna da medula”, contou o paciente Josenildo Pereira, de 59,  funcionário público da área de saúde.

Josenildo contou ainda que, a última vez que tomou o medicamento foi no dia 03/12, pois não tem dinheiro para comprar o remédio que custa R$ 16 mil. Adeildo Rodrigues, outro paciente que participava da manifestação, afirmou que trata-se de um crime o governo deixar pessoas doentes sem a medicação que deveria ser oferecida pelo serviço público de saúde.

“É uma medicação que pelo menos controla a doença. Na falta dessa medicação, já estou com canseira nas pernas, dores nas juntas, falta de apetite. Ou seja, quem tem a leucemia mieloide crônica, se passar muito tempo sem tomar esse remédio, ela avança para a aguda. E de aguda para óbito. É crime e isso é do governo federal que tirou verba da área de saúde para colocar em outras áreas”, afirmou Adeildo Rodrigues. 

Os pacientes e familiares denunciam o descaso criminoso cometido pelo governo militar de Bolsonaro/generais. Foto: Arthur Mota.

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