RJ: Milhares protestam em repúdio ao assassinato covarde de Moïse

Milhares de pessoas compareceram a manifestação em repúdio ao covarde assassinado do jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. Foto: Banco de Dados AND

Na manhã do dia 5 de fevereiro, milhares de pessoas compareceram a um grande protesto que exigia justiça para Moïse Mugenyi Kabagambe. O jovem congolês brutalmente assassinado no quiosque Tropicália, no Posto 8 da praia da Barra da Tijuca, após ter cobrado uma dívida trabalhista. O protesto ocorreu em frente ao quiosque, na zona Oeste do Rio de Janeiro.

O ato contou com familiares de Moïse, imigrantes congoleses, organizações, movimentos sociais e massas independentes. Os manifestantes fecharam as duas vias da avenida Lúcio Costa. A família de Moïse, no carro de som da manifestação expressou toda sua revolta contra o assassinato covarde. Eles exigiram justiça para Moïse e para toda a comunidade congolesa imigrante que sofre com o trabalho servil, desemprego, racismo, xenofobia, violência e etc.

Manifestantes destroem letreiro do quiosque onde o jovem trabalhava. Foto: Banco de Dados AND.

Logo no início do protesto, centenas de massas, expressando sua justa revolta ao assassinato covarde, atacaram o quiosque onde Moïse foi morto. Os manifestantes quebraram um dos letreiros do quiosque e atearam fogo. Entretanto, oportunistas e pelegos, em conluio com a Polícia Militar (PM), criaram um cordão humano impedindo que as massas em revolta causassem mais danos ao quiosque.

Ao final do protesto, novamente as massas se lançaram contra o quiosque, sendo impedidos novamente por pelegos e oportunistas que acusaram as massas revoltadas de serem “infiltrados”. Durante o protesto, as massas rechaçaram os policiais militares, acusando-os de racistas e assassinos de pobres. Trabalhadores entoaram diversas palavras de ordem combativas contra os policiais.

Os trabalhadores colocaram fogo no letreiro, mesmo com oportunistas querendo barrar a revolta. Foto: Banco de Dados AND.

As massas presentes no protesto, dentre imigrantes congoleses, camelôs que trabalham na região e jovens expressaram um descontentamento com parte da direção do ato que agia para impedir que se atacasse o quiosque. Os oportunistas eleitoreiros tiraram fotos abraçados com policiais e colaram adesivos “antirracistas” nos mesmos.

O Comitê de Apoio - Rio de Janeiro (RJ) esteve presente no ato e vendeu diversos jornais da edição nº 245. Os ativistas também prestaram apoio às massas em revolta, fazendo falas em torno do caráter de classe do crime, apontado que a principal motivação foi econômica e que tais relações de trabalho tem origem no modo de produção semifeudal que impera em nosso País. Os ativistas também buscaram desmascarar os oportunistas e revisionistas que sempre se colocam como “bombeiros” que tentam de toda forma apagar o incêndio que é a revolta das massas e desviar as lutas para fins eleitorais e reformistas.

Homem com a camisa do Partido revisionista e eleitoreiro autodenominado PCdoB aperta as mãos de um membro das forças de repressão, durante o ato contra morte de Moïse. Foto: Banco de Dados AND

Revisionista tira foto com membro de instituição que promove o genocídio da população preta e pobre, roubos e terrorismo nas favelas do Rio de Janeiro. Foto: Banco de Dados AND.

 

 

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