AM: Casal de camponeses é assassinado em assentamento

No dia 8 de fevereiro, um casal de camponês foi assassinado a tiros por duas pessoas encapuzadas. Os pistoleiros alvejaram também a filha adolescente do casal de apenas 13 anos, que foi socorrida e hospitalizada. O crime ocorreu no sul do estado do Amazonas (AM) em Platô do Piquiá, zona urbana de  Boca do Acre.

Os camponeses Sebastião David Pereira e Maria Aristides da Silva, residiam no Projeto de Assentamento (PA) Monte, localizado em sua maior parte no município de Lábrea e também em Boca do Acre no estado do Amazonas. 

Camponês Sebastião David Pereira, assassinado por pistoleiros no estado do Amazonas. Foto: CPT

O PA Monte foi fundado no ano de 1994 e segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cerca de 940 famílias adentraram as terras. Atualmente cerca de 20% dessas famílias vivem na área. Resistindo aos ataques do latifúndio, as massas camponesas lutam pela retomada de 300 lotes.

Leia também: AM: Camponeses não baixam a cabeça e retomam terra após serem despejados

Latifúndio avança contra camponeses no sul do Amazonas

A atuação do latifúndio na região é amplamente conhecida. No município de Lábrea o latifundiário Sidney Zamora, no final de 2019, junto às forças repressivas do velho Estado, protagonizou um violento despejo de camponeses, ação frustrada pela resistência dos trabalhadores. 

Os latifundiários Celso Ribeiro e Nilo Lemos são alvo de investigações do velho Estado pelos inúmeros crimes envolvendo extração ilegal de madeira, grilagem de terras públicas, agressões e ameaça de morte contra camponeses na mesma região. 

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra, o município de Boca do Acre, popularmente conhecido como “terra sem lei”, no ano de 2020 mais de 3,5 mil famílias estavam envolvidas em conflitos resultantes da luta pela terra

 

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