RO: Policias militares são flagrados escoltando caminhão de madeira ilegal

No dia 5 de março, foram presos dois agentes da Polícia Militar (PM) que realizavam escolta para caminhão carregado com madeira ilegal na rodovia BR-364, localizada no munícipio Guajará-Mirim, no estado de Rondônia (RO). A escolta é ilegal, uma vez que os militares estavam fazendo um serviço de proteção de criminosos.

Os policiais militares utilizavam viatura e fardas oficiais do órgão reacionário, quando foram interceptados por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que solicitaram os documentos relativos à carga de madeira transportada, mas nenhuma documentação referente à legalidade da carga, sua origem lícita e nem do respectivo destino do produto foi apresentada.

Os PRFs verificaram que os policiais militares não tinham liberação para realizar a escolta do caminhão com carga de madeira ilegal. No entanto, um dos policiais que estava na viatura alegou que apenas cumpria ordem hierárquica do chefe da guarnição. Os agentes militares recusaram a entrega do aparelho celular solicitado pelos PRFs.

O velho Estado atua em conluio com o latifúndio

Segundo  dados Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), Rondônia é o terceiro estado com maior área de exploração madeira, entre os anos de 2019 e 2020 chegou consumir 70 mil hectares de florestas utilizadas para extração de madeira, somente em Território Indígena (TI) Tubarão concentrou 68% do desmatamento equivalente a dois mil campos de futebol.

Não por coincidência, em todo ano de 2020 foram apuradas denúncias contra o ex-ministro do meio ambiente Ricardo Salles – o testa de ferro dos madeireiros – acusado de ter apoiado a organização dos latifundiários madeireiros. A investigação trouxe à tona um criminoso esquema de contrabando de madeiras ilegais que contou com a participação dos mais abastados setores do latifúndio madeireiro por quase todo território amazônico.

A prática recorrente do velho Estado de atuar em conluio com latifúndio acontece à olhos nus e é inclusive constatada em organizações policiais conforme noticiado pelo AND, onde policiais militares atuavam como paramilitares a serviço do latifúndio. Os PM’s ameaçavam camponeses, queimavam residências, invadiam e roubavam terras, na zona rural do estado de Rondônia. Para execução dos crimes contavam com uma organização e com uma estrutura ordenada, inclusive com divisões das “tarefas”. 

Foto: Reprodução

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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