PE: Moradores protestam após militares do Bope matarem criança de seis anos

A pequena Heloísa Gabriela é mais criança vítima do genocídio perpetrado pelo velho Estado contra os moradores de favelas brasileiras. Foto: Reprodução

No dia 30 de março, manifestantes montaram barricadas para protestar contra o assassinato de uma menina de seis anos de idade. Heloísa Gabriela foi assassinada por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar na comunidade de Salinas, distrito da região turística conhecida como Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, em Pernambuco.

Heloísa Gabriela levou um tiro no peito quando brincava no terraço da casa de sua avó. A menina chegou a ser socorrida, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu. Ela foi baleada por volta de 17h30 quando os militares adentraram a favela atirando para todos os lados atrás de um suspeito.

Logo após o assassinato, centenas de moradores revoltados bloquearam com galhos de árvores e pneus incendiados a rodovia PE-009 que dá acesso às praias da região turística. Eles exigiram justiça e acusaram os militares pela morte da menina. Os trabalhadores também gritaram palavras de ordem contra a polícia, afirmando: O Bope é assassino!.

Cansados da matança quase que diária, moradores protestaram contra mais uma ação genocida da Polícia Militar de Pernambuco. Foto: Reprodução

Segundo os moradores, ações como essa, promovidas pelas forças policiais genocidas, são recorrentes na comunidade. Os trabalhadores denunciam que os policiais sempre entram na favela atirando de maneira indiscriminada.

Um grande contingente da Polícia Militar (PM) com mais de 20 viaturas foi enviado à localidade para reprimir os manifestantes, porém os moradores se recusaram a acabar com o ato e seguiram com o protesto até 21h.

De acordo com Ana Luiza, prima de Heloísa, os moradores da comunidade não têm um dia de tranquilidade devido às constantes incursões policiais: “A polícia entra aqui todos os dias e a gente não tem mais sossego, infelizmente. Eu tenho filhas gêmeas de 10 anos. Vou trabalhar e fico com o coração na mão, porque é polícia 24h praticamente na porta", conta.

A mulher ainda denuncia que não houve troca de tiros quando a sua prima de seis anos morreu. "Não teve troca de tiros, não é o que eles estão falando que teve troca de tiros. Tinha bastante crianças quando eu passei para trabalhar, estava o pai dela também. E se fossem os filhos deles?", afirmou.

Para comprovar a rotina de guerra na qual estão sendo submetidos, os moradores lembram que no dia 19/03, aconteceu outro protesto depois que duas pessoas foram mortas pelo Bope dentro da comunidade.

O estado de Pernambuco é governado pelo reacionário Paulo Câmara (PSB). O partido também está na prefeitura de Recife, representado por João Henrique Campos. Sendo assim, os moradores das favelas pernambucanas estão sendo mortos e aterrorizados a mando de verdugos oportunistas auto-intitulados de “esquerda” e de “defensores da democracia” mas que no cotidiano da cidade sujam suas mãos com sangue do povo para defender e manter a velha ordem de exploração.

Um grande contingente de policiais foi enviado pelo governo de Pernambuco para reprimir os moradores revoltados com o assassinato da pequena Heloísa. Foto: Reprodução

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