RJ: Massas protestam após PM matar jovem no Jacarezinho

Moradores do Jacarezinho se revoltam contra mais uma ação genocida da PM e protestam na avenida Dom Hélder Câmara. Foto: Reprodução

Dezenas de moradores da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, fizeram um combativo protesto contra o assassinato de um jovem negro durante mais uma ação genocida da Polícia Militar (PM). Os trabalhadores fecharam  a avenida Dom Hélder Câmara, na noite do dia 25 de abril, em protesto contra o assassinato do jovem Jhonatan Ribeiro de Lima de 18 anos, morto por militares dentro da favela na mesma noite.

Os moradores montaram barricadas com caçambas de lixo, pedaços de madeiras e caixas e colocaram fogo. Os manifestantes estavam revoltados com mais um brutal assassinato de um jovem morador por forças policiais. Militares do Batalhão de Choque, o mesmo que assassinou Jhonatan, tentaram reprimir os moradores, que responderam atirando garrafas de vidro e pedras contra os militares.

O jovem Jhonatan Ribeiro de Lima, de 18 anos, foi assassinado por militares que ocupam a favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. Foto: Reprodução

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A mãe de Jhonatan, a auxiliar de serviços gerais Monique Ribeiro dos Santos, de 35 anos, participou do protesto. A mulher denunciou que seu filho foi executado sumariamente e sem nenhuma chance de defesa. Ela também desmentiu a história contada pelos militares de que o filho seria traficante e estaria armado e com drogas: “Mataram meu filho de 18 anos no meio da rua. Um menino. Não teve troca de tiro. Meu filho não é traficante, não deve nada a eles. Deixou um filho de quatro meses. Eles mataram e foram embora. Era honesto, trabalhava vendendo roupa. Executaram o meu filho no meio da rua. Os moradores testemunharam. O que eu quero é Justiça. Justiça pela morte do meu filho. Não quero que outras mães passem pelo que eu estou passando”, afirmou a trabalhadora.

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Outros moradores do Jacarezinho que presenciaram a ação também participaram do protesto, e acusaram os policiais pelo crime. "Deram um tiro no Jhonatan na minha frente. O moleque não estava com nada. Eles deram o tiro e saíram correndo", afirmou Diego Aguiar, morador da comunidade.

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Um vídeo que circula na internet mostra o rapaz sendo socorrido pelos próprios moradores, ele é colocado já desacordado em uma moto e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, também na zona norte. Além de executarem Jhonatan, não prestarem socorro e ainda reprimirem a manifestação, os militares debocharam dos moradores, dando gargalhadas e dizendo que “o inferno chegou”.

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Desde o dia 19 de janeiro, a favela do Jacarezinho está ocupada por forças policiais, como parte do projeto Cidade Integrada, uma das principais bandeiras do governador reacionário Cláudio Castro (PL) que buscará sua reeleição no próximo pleito eleitoral. Desde o início do programa dezenas de residências de moradores já foram invadidas e saqueadas pelos militares, moradores também estão sendo alvos de despejos e humilhações, com constantes revistas e xingamentos. Os policiais também estão promovendo execuções sumárias de pessoas que eles mesmos consideram suspeitas. Em maio de 2021, a favela do Jacarezinho foi palco da maior chacina da história do Rio de Janeiro, quando 27 pessoas foram assassinadas durante uma operação da Polícia Civil na comunidade.

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