MA: Professores em greve por reajuste salarial

Professores protestam por reajuste salarial em São Luís, no Maranhão. Foto: Sindeducação

Mais de mil professores da rede municipal de São Luís, capital do Maranhão, deflagraram, no dia 18 de abril, greve geral pela educação pública. As principais reivindicações da categoria são o reajuste salarial de 33% e melhores condições materiais de trabalho. O ato que deflagrou a greve também chamou a atenção pela dimensão, sendo o primeiro do tipo nos últimos dez anos.

A marcha iniciou-se na praça Deodoro, no centro da cidade, e de lá seguiu até a sede da prefeitura de São Luís.

Uma professora da rede municipal, Danúbia Silva, que está há 20 anos ministrando aula, relatou que a escola onde trabalha, a Unidade de Ensino Básica (UEB) Senador Miguel Lins, não passa por reforma há mais de dez anos e que falta alimentação para os alunos. 

Ela também expôs que tirou dinheiro do seu salário para pintar a sala de aula em que trabalha e que repõe materiais que deveriam ter na escola, apresentando, assim, uma realidade há muito conhecida do ensino público brasileiro: professores tiram dinheiro de seu próprio salário para realizar pequenas reformas nas escolas.

Os trabalhadores da educação reclamam ainda que, enquanto a maioria das escolas na área urbana precisa passar por reformas na estrutura, as escolas da zona rural de São Luís, por outro lado, estão completamente abandonadas, além da falta e precariedade do transporte escolar.

Os dois dias que se seguiram, após o dia 18, foram dias de intensa mobilização entre os professores. O prefeito Eduardo Braide apresentou uma proposta de apenas 10% de aumento salarial, a qual em assembleia geral foi recusada pela categoria, que já está há 5 anos sem reajuste algum. A decisão foi de continuar a greve. A luta dos professores de São Luís soma-se à luta de milhares de professores em defesa da educação pública e pela valorização da profissão em todo o Brasil.

O Comitê de Apoio - São Luís (MA) esteve presente, dando apoio ativo e entusiástico à luta dos trabalhadores da educação. Dezenas a centenas de jornais foram distribuídos.

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