PA: Camponeses do acampamento Quintino Lira ocupam latifúndio e confiscam máquinas

No dia 12 de abril, famílias camponesas do acampamento Quintino Lira ocuparam a Fazenda Cambará, que incide em terras da União localizadas na Gleba Pau de Remo, no município Santa Luzia, Pará. As famílias confiscaram maquinários em ato de protesto e de denúncia aos ataques promovidos pelo latifúndio como a invasão de terras camponesas com gados, uso dos maquinários contra para destruir a produção, além de ameaças às famílias. Os camponeses exigiam também a criação do assentamento.

As terras denominadas fazenda Cambará pertencem à União e, de acordo com denúncias dos camponeses, foram griladas pelo latifúndio. De cerca de 7 mil hectares da gleba, o latifúndio possui apenas 1,8 mil. Apesar do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já ter emitido um parecer favorável a posse dos camponeses referente a porção de terras onde vivem e trabalham, o Instituto de Terra do Pará (Iterpa) emitiu título para Josué Bengtson, deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) condenado à perda do mandato por enriquecimento ilícito. Segundo denúncias dos camponeses, em uma campanha de terror, o deputado e seu filho Marcos Bengtson tentam entrar na área do acampamento com gado e com maquinário para destruir as plantações das famílias.

Há ao menos sete anos, mais de 87 famílias vivem no acampamento. Os camponeses exigem justiça para o camponês José Valmeristo (Caribé), assassinado em 2010. O filho do deputado,  Marcos Bengtson, é réu no processo e principal suspeito de comandar a emboscada e a execução de Caribé e as tentativas de assassinato contra os camponeses. 

O caráter de classe do velho Estado

Cada vez mais se escancara no Brasil as estratégias da política latifundiária do velho Estado burocrático-latifundiário para manter as terras nas mãos de poucos. A nova lei de terras de 2017, cujo relator foi o próprio latifundiário e deputado Josué Bengtsone, e o programa Titula Brasil através do qual se concebeu a entrega de título definitivo de terra ao reacionário, exemplificam isso.

Sob a bravata de “regularização fundiária”, que vai de encontro com o clamor das massas camponesas em regularizar suas posses, os reacionários legitimam a grilagem das terras públicas pelos latifundiários. Com isso, agravam a concentração da terra e mantêm nas mãos dos latifundiários as terras.

A agudização deste conflito tem posto um número elevado de famílias na linha de frente pelo justo direito à terra. De acordo com a nota emitida pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) intitulada Abaixo a militarização da Amazônia! Basta de devastação latifundiária! é da persistência na luta, aprendendo e tirando lições das derrotas sofridas que o povo está conhecendo o caminho da vitória.

Maquinário usado pelo latifúndio para destruir roças é confiscado por famílias camponesas. Foto: MST

O CARÁTER DE CLASSE DO VELHO ESTADO

Cada vez mais se escancara no Brasil as estratégias da política latifundiária do velho Estado burocrático-latifundiário para manter as terras nas mãos de poucos. A nova lei de terras de 2017, cujo relator foi o próprio latifundiário e deputado Josué Bengtsone, e o programa Titula Brasil através do qual se concebeu a entrega de título definitivo de terra ao reacionário, exemplificam isso.

Sob a bravata de “regularização fundiária”, que vai de encontro com o clamor das massas camponesas em regularizar suas posses, os reacionários legitimam a grilagem das terras públicas pelos latifundiários. Com isso, agravam a concentração da terra e mantêm nas mãos dos latifundiários as terras.

A agudização deste conflito tem posto um número elevado de famílias na linha de frente pelo justo direito à terra. De acordo com a nota emitida pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) intitulada Abaixo a militarização da Amazônia! Basta de devastação latifundiária! é da persistência na luta, aprendendo e tirando lições das derrotas sofridas que o povo está conhecendo o caminho da vitória.

Latifundiário e deputado Josué Bengtson e seu filho, acusado de assassinar camponeses, Marcos Bengtson. Foto: Reprodução

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