MG: Camponeses ocupam terra do latifúndio 

No dia 28 de maio, cerca de 150 famílias camponesas, realizaram a ocupação do latifúndio fazenda Eldorado, localizado no município de Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce em Minas Gerais. A vigorosa ocupação ocorre após a terceira maior enchente da história do Rio Doce e em meio à mais profunda crise da história do capitalismo burocrático, levando por isso graves consequências para os camponeses da região. 

O latifúndio ocupado pelas famílias desabrigadas pela enchente possui área de 718 hectares. Heitor Soares Coelho alega ser o proprietário das terras. No ano de 2014, a área foi destinada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realização da “reforma agrária”. No entanto, o latifúndio ainda detinha o controle de toda a área.

Naquele mesmo ano cerca de 200 jovens além de 100 famílias camponesas, conscientes da morosidade do velho Estado para destinar terra para quem nela vive e trabalha, ocuparam a fazenda Eldorado e batizaram o acampamento de “Cidona”. Porém, devido a ataques e ameaças constantes deixaram as terras.

Diante do agravamento da miséria, do aumento do desemprego e da fome que assola o país, as famílias camponesas decidiram novamente tomar o destino pelas próprias mãos e fazer valer o justo direito à terra. Agora voltam a conquistar a terra mais fortes e preparadas.

Em nota, a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Vale do Rio Doce, disse que “a reocupação das terras é fruto da  necessidade de sobrevivência do povo brasileiro”. O movimento ressalta ainda: “O preço da comida, do gás e de tudo não para de subir. Por isso, não resta outra alternativa a essas famílias, a não ser reivindicar seu direito de produzir o alimento e fazer cumprir a função social da terra. A calamidade econômica das cidades vai fazer as ocupações se multiplicarem na busca por moradia, comida e qualidade de vida”.

Camponeses ocupam latifúndio na madrugada de 28/05. Foto: MST

O fim da ‘reforma agrária’

No dia 13/05, o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, alegando falta de verba financeira, ordenou a suspensão de novas atividades técnicas de campo como fiscalizações e vistorias decretando mais uma vez a morte da já inerte “reforma agrária”. 

As famílias camponesas seguem dando provas que mesmo com as caducas desculpas do velho Estado para não entregar ao povo o que é direito, não se deixam enganar e vão à luta. 

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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