SP: Motoristas e cobradores de ônibus fazem grande paralisação

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista realizam uma grande paralisação neste dia 14 de junho.  Os trabalhadores exigem reajuste salarial imediato de 12,47%, além de outros direitos. Cerca de 6.469 ônibus, de 13 empresas, estão com a circulação suspensa, o que representa 713 linhas. De acordo com a prefeitura, todos os ônibus do chamado sistema estrutural estão parados, o que indica uma vitória da greve mobilizada pela categoria.

A paralisação começou no horário de 0h e está prevista para durar até o fim do dia. A greve acontece após o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) rejeitar a proposta do sindicato patronal, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), de aumento de 12,47% a partir de outubro. Os rodoviários exigem que o reajuste seja feito imediatamente e seja retroativo a partir de maio, mês da data-base. Os trabalhadores também exigem o pagamento de 100% das horas extras, fim da hora de almoço não remunerada, vale-refeição e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De acordo com o presidente do SindMotoristas, Valmir Santana da Paz, conhecido como Sorriso, o reajuste proposto pelos patrões não se adequa à inflação. “Estamos indignados com a intransigência dos patrões que insistem em ignorar as reivindicações dos trabalhadores, que nada mais são do que um reajuste equivalente à inflação. Os preços estão às alturas, com a alta da gasolina, mercado, gás, luz, aluguel e eles querem tapar o sol com a peneira?”, argumentou o sindicalista.

O prefeito reacionário Ricardo Nunes (MDB) já está tentando criminalizar os trabalhadores em luta. Nunes entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para aplicar uma multa diária de R$ 50 mil contra o sindicato. Contudo, tal medida não foi capaz de barrar a luta dos trabalhadores que seguirão com as paralisações até que suas demandas sejam atendidas.

Trabalhadores aprovaram paralisação em assembleia lotada. Foto: Fabiano Polayna

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