RJ: Moradores protestam contra ocupação da PM no complexo do Salgueiro

Moradores contra crimes cometidos por PMs durante a ocupação do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Foto: Jornal Enfoco

Moradores do complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, realizaram um protesto no dia 16 de junho contra a ocupação da favela pela Polícia Militar (PM). Moradores fecharam a rodovia BR-101 e acusaram os militares de invadir residências, furtar objetos e comidas, fechar comércios, ameaçar moradores e provocar tiroteios na região.

O protesto aconteceu na Rodovia Niterói-Manilha (BR-101), no sentido Niterói. Os moradores chegaram a fechar e ocupar uma das faixas da rodovia. As denúncias são contra os abusos e crimes cometidos por militares durante a ocupação do complexo do Salgueiro iniciada no dia 14 de junho. Os moradores denunciam que os militares estão invadindo residências, furtando objetos e comidas, fechando comércios, ameaçando moradores e provocando tiroteios na região.

“Os moradores saem para trabalhar e quando voltam, suas casas estão todas arrombadas, porta no chão, e são os policiais que estão fazendo isso. Eles se aproveitam de operações e roubam biscoito, danone, quebram televisão e fazem o que quiserem”, denunciou um morador durante o protesto.

Centenas de pessoas participaram do ato. Mototaxistas também fizeram parte do protesto, mais de 100 motocicletas puderam ser contabilizadas. Durante todo o tempo, PMs e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) armados até os dentes cercaram o ato com o objetivo de intimidar e reprimir os moradores em justa revolta.

Ocupação do Complexo do Salgueiro

A PM ocupa a região do Complexo do Salgueiro desde o dia 14 de junho. Muitos moradores estão sitiados em suas casas sem poderem sair para trabalhar ou ir à escola por conta da atuação dos policiais. Ao todo sete instituições de ensino e oito unidades de saúde estão fechadas durante toda a semana por conta do tiroteio intenso. As linhas de ônibus também pararam de circular na região. Tais restrições têm prejudicado muitos moradores que não estão conseguindo seguir com suas rotinas de trabalho e afazeres.

“Minha filha tem três filhas para criar, ela trabalha fazendo comida com frango e não tá trabalhando porque o entregador não quer entregar os frangos aqui na comunidade por causa da operação. Meu esposo ontem teve que ir trabalhar a pé até Itaúna e voltar, quase uma hora andando para chegar dentro de casa, por que várias linhas de ônibus ficaram sem passar por aqui ontem, de dia e de noite, só voltaram hoje 10 horas da manhã. É criança sem escola, pai sem trabalhar, mãe sem trabalhar… como fica a vida do morador?”, relatou uma moradora da região em entrevista ao jornal O Globo.

Até o momento, três pessoas foram mortas pela polícia. Segundo a PM, a ocupação ainda não tem prazo para terminar. Enquanto isso, moradores seguem denunciando os constantes saques e ataques da PM assassina de Cláudio Castro (PL).

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