PA: Camponês é assassinado por seguranças contratados pela Vale

No dia 14 de maio, por volta de 12 horas, o camponês Reginaldo Pereira de Oliveira, conhecido como Regis, de 46 anos, foi assassinado com um tiro executado por seguranças contratados pela empresa SegurPRO, grupo que atua a serviço da mineradora Vale, monopólio imperialista. O assassinato ocorreu às margens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no município em Marabá, localizado no sudeste do Pará (PA).

Segundo familiares, no momento do assassinato, Reginaldo estava caçando curió (uma espécie de pássaro) quando foi abordado pelos seguranças que efetuaram disparo com uma escopeta, atingindo o joelho do trabalhador que ficou estraçalhado.

Reginaldo não faleceu após ser baleado. Segundo denúncias feitas por camponeses, os seguranças teriam o levado para dentro de uma área de mata, onde ficou sem receber socorro e agonizou até a morte. O corpo do camponês só foi encontrado no dia 16/05. 

Reginaldo Pereira de Oliveira, camponês covardemente assassinado por seguranças da Vale. Foto: Reprodução

A maior mina de ferro

A EFC é responsável por ligar a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). São 892 quilômetros de extensão.

Por seus trilhos são transportados 120 milhões de toneladas de carga e 350 mil passageiros por ano. Circulam cerca de 35 composições simultaneamente, entre os quais um dos maiores trens de carga em operação regular do mundo com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão. 

São por esses trilhos que a Vale escoa o minério saqueado no Pará para a exportação, para manter os lucros bilionários aos imperialistas a custo do sangue de trabalhadores e degradação do solo da nação brasileira.

Outros ataques de contratados pela Vale

O assassinato de Reginaldo não é um caso isolado. Em outras regiões do país onde a mineradora atua, há também diversos relatos de ataques contra as massas camponesas perpetrados por seguranças contratados.

Recentemente na cidade de Mariana em Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento criminoso da Barragem de Fundão da Vale/BHP Billiton/Samarco que matou pelo menos 19 pessoas e devastou povoados na região metropolitana de Belo Horizonte, indígenas do povo Xukuru Kariri estão retomando território invadido pela Vale e resistem aos ataques do monopólio e as diversas intimidações na tentativa de expulsar a comunidade indígena.

Os indígenas relatam que no dia 13 de abril, por volta das 7 horas, os seguranças tentaram impedir que os carros da comunidade indígena entrem na retomada, até mesmo para levar água e alimentação. Eles ainda relatam que os seguranças despejaram caminhões de terra para bloquear o acesso e impedir a circulação dos indígenas.

Em Parauapebas, sudeste do Pará, no dia 21/06/20, cerca de 50 seguranças armados contratados pela Vale invadiram assentamento em uma região conhecida como Fazenda Lagoa, localizado na zona rural do município. Os paramilitares realizaram ataques destruindo moradia, violentando e atirando contra os camponeses, inclusive contra crianças e idosos. Durante a ação cerca de 20 camponeses ficaram feridos.

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