Palestina: Joe Biden é rechaçado por milhares em protesto

Palestinos rechaçam Biden na Cidade de Gaza. Foto: Xinhua

Milhares de palestinos protestaram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza contra a visita do presidente genocida do Estados Unidos (USA), Joe Biden. O reacionário e sionista presidente ianque se reuniu durante uma hora com Mahmoud Abbas, “presidente” da Autoridade Nacional Palestina, após uma visita de 40 horas em Israel.

Na Faixa de Gaza, centenas de manifestantes ergueram bandeiras da Palestina e cartazes contra o imperialismo ianque. Acreditar na América é ilusão, A resistência palestina continuará, não importa as consequências, O único obstáculo entre a Palestina e a liberdade é a América e Você não é bem vindo aqui foram algumas das consignas escritas nos cartazes. Fotos do reacionário e sionista Joe Biden foram queimadas pelos manifestantes.

Massas queimam foto de reacionário Joe Biden. Foto: Qassam Muaddi/The New Arab

Palestino ergue cartaz com os dizeres O único obstáculo entre a Palestina e a liberdade é a AméricaFoto: Qassam Muaddi/The New Arab

Em Belém, cidade que Biden visitou na Cisjordânia, palestinos que carregavam bandeiras de sua nação exclamaram palavras de ordem como Você não é bem vindo em Belém! e América é a cabeça de uma cobra!. Outros protestos ocorreram também nas cidades de Nablus e Ramallah, na Cisjordânia, onde centenas se reuniram com bandeiras e cartazes contra o presidente reacionário do USA.

Durante o protesto, os palestinos também exigiram justiça para Shireen Abu Akleh, jornalista palestina assassinada por tropas israelenses no dia 11/05. Em julho, o próprio USA reconheceu que muito provavelmente Akleh foi morta por tropas israelenses, mas ao final concluiu que se tratou de “um acidente”.

Massas protestam contra sionista Joe Biden e exigem justiça por Shireen Abu Akleh. Foto: Raneen Sawafta/Reuters

Massas exigem justiça por Shireen Abu Akleh. Foto: Ammar Awad/Reuters

Estado de Israel é ponta de lança do imperialismo ianque no Oriente Médio

Na visita, os presidentes genocidas do USA e de Israel lançaram a “Declaração de Jerusalém Conjunta de Parceria Estratégica entre USA-Israel”. Na declaração, o USA reforça o apoio militar para Israel, no objetivo de que Israel consiga “dissuadir seus inimigos e se defender de qualquer ameaça ou conjunto de ameaças”. O comunicado da superpotência hegemônica única também declara o compromisso em combater os movimentos de libertação nacional (os quais os ianques chamam de “terroristas”) bem como os “esforços para boicotar ou deslegitimar Israel”.

A declaração menciona, ainda, os “agradecimentos” de Israel aos Memorandos de Entendimento (MOU, sigla em inglês) entre Israel e USA, contratos que garantem ao USA, bilhões de dólares extraídos do Estado fascista de Israel, principalmente a partir de armamentos. Na declaração, é apoiada “a implementação total dos termos do atual e histórico MOU de 38 bilhões de dólares” entre os dois Estados.

Como verdadeira ponta de lança do USA no Oriente Médio, o Estado fascista de Israel é usado pelo imperialismo ianque para estender e cumprir seus objetivos na região, principalmente o domínio hegemônico do Oriente Médio e regiões como o Golfo Pérsico. Esse papel de Israel já foi declarado pelo próprio Joe Biden quando, em uma entrevista em 2008 ao monopólio de imprensa Israel National News, ele declarou: “Israel é a maior força que a América [USA] tem no Oriente Médio. Eu sempre digo para os meus amigos [...] imagine as nossas circunstâncias no mundo onde não tem Israel. Quantos navios de guerra teriam? Quantas tropas estariam estacionadas?”.

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