Alemanha: Balanço dos grandes combates contra o G-20 em Hamburgo

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Publicamos a seguir tradução do importante balanço dos revolucionários alemães, publicado no site Dem Volke Dienen - Alemanha ("Servir ao Povo"), sobre as combativas e grandiosas batalhas travadas pelos revolucionários internacionalistas de vários países e massas contra a cúpula do G-20, nas próprias entranhas da potência imperialista Alemanha, causando horror em toda a reação e esperança e todos os oprimidos naquela terra.


Algumas notas referentes às atividades da Aliança Antiimperialista durante o Encontro do G20 em Hamburgo, Alemanha

A Aliança Antiimperialista se agrupou a partir de várias organizações para fazer resistência ao Encontro do G20 , em Hamburgo, Alemanha. O objetivo declarado da Aliança foi: “Em meio a diversas formas de resistência, nós lutaremos com o intuito de enviar uma mensagem clara, internacionalista e revolucionária para aqueles que lutam contra o imperialismo em todo o mundo. Estamos a seu lado, lutamos sua luta! Enviamos esta mensagem, entre outras, para os camponeses do Brasil que dão suas vidas para iniciar uma grande revolução; enviamos esta mensagem para todos os que lutam contra a agressão imperialista no Curdistão, na Síria e Iraque. Nós a enviamos aos camaradas que dão suas vidas nas guerras populares do Peru, Turquia, Índia e Filipinas para que conduzam a revolução a seu objetivo; enviamos esta mensagem a todos os que levantam a bandeira da resistência contra o genocídio e a repressão draconiana do regime de Erdogan, na Turquia; esta mensagem vai para aqueles que erguem a bandeira da rebelião nas masmorras dos contrarrevolucionários em toda parte do planeta e também para os comunistas e revolucionários que, a despeito das diferenças, lutam juntos nos países imperialistas para destruir a besta imperialista”.

A Aliança realizou várias atividades que, no momento em que outros amigos estavam ocupados em resolver a questão dos acampamentos e das rotas de manifestações, trouxeram a campanha contra a cúpula do G20 para os bairros proletários em Hamburgo, para as imensas massas, para que fossem criadas condições que nos permitissem lutar toda a semana da forma que quiséssemos. Isto significa que nos foi possível tomar iniciativas poderosas e desenvolver atitudes militantes durante o protesto contra o G20. Foi feita a propaganda, por exemplo, trabalhando consignas nos bairros classistas enquanto os muros foram escritos e panfletos distribuídos. As massas não reclamaram pelos “muros pichados” e, ao contrário, essas ações tiveram o apoio dos residentes. Com a iniciativa dos camaradas, a primeira ação dessa campanha foi dedicada à camarada mexicana, Meztli Sarabia Reyna, de Oaxaca, que foi morta por mercenários do Estado mexicano.

A vontade de unir todas as forças que queriam lutar contra o G20, como foi dito na convocação da Aliança Antiimperialista, foi implementada na prática. Os camaradas tomaram parte em várias lutas e manifestações durante uma semana, para sentirem a brisa da tempestade em suas faces e conseguirem ser parte dessa tempestade gigantesca que não poderia acontecer em um local calmo. Um contingente da Aliança Antiimperialista participou da manifestação “Bem-vindo ao Inferno!”, embora a resistência das massas tenha sido usada em parte por forças que mais de uma vez compactuavam com o genocida Israel, os chamados “Antideutsche”, a fim de quebrar as pontes que se alinhavam dentro do movimento revolucionário do FRG.

O que se questiona é por que o Centro Internacional B5 foi atingido pelo assalto e ataque da polícia embora, em comparação, a Rota Flora fosse um tanto pequena, desconhecida e pouco observada pela mídia burguesa em meio aos protestos. Desejamos a todos os camaradas do B5 que possam usar essa presença inesperada da mídia e ganhem novas adesões para seu inestimável trabalho cultural, internacionalista e antiimperialista, baseado na solidariedade contra a repressão e contra a violência do Estado burguês. Unam-se para converter esse ataque do inimigo em uma derrota feroz para eles!

No comício de massa de sábado junto com a Aliança de Hamburgo contra a agressão imperialista, um bloco antiimperialista se organizou e surgiu como uma frente militante na qual bandeiras vermelhas com a foice e o martelo ondeavam em grande número. O bloco continha camaradas de vários países da Europa. A expressão desse bloco inundou a mídia burguesa e o editor do Hamburg Abendblatt afirmou: “Esta quantidade de bandeiras com a foice e o martelo não é vista desde a queda do muro de Berlim”. As massas das unidades do bloco de propaganda antiimperialista espalharam panfletos, e escreveram consignas do bloco nos muros. Camaradas de várias e totalmente diferentes organizações ficaram ombro a ombro para se defenderem do ataque massivo e preparado da polícia. O espírito de luta impressionou a polícia o suficiente para seu press release: “Apenas disfarces esporádicos foram registrados. Mais crimes foram cometidos pelo grupo, e na área de Herrengraben, unidades da polícia tentaram separar um grupo de cerca de 120 pessoas. Os oficiais foram chutados e atacados com mastros. Os participantes disfarçados fugiram em todas as direções e não houve detenções”. Os jornais burgueses relataram repetidas vezes os ataques massivos contra a polícia com os mastros. Em um dos ataques dos reacionários, dois camaradas se feriram e foram levados para o hospital. Temos também relatórios de que a polícia não conseguiu executar suas emboscadas sem sua cota de sangue. Depois do ataque os camaradas do bloco antiimperialista que não estavam nas primeiras fileiras tomaram a bandeira vermelha com a foice e o martelo em grande número, com espírito revolucionário, e reorganizaram a frente do bloco para terminar de forma militante a manifestação.

Esperamos que os camaradas dos outros países que não tiveram a oportunidade de lutar com os camaradas no bloco, ombro a ombro, possam levar para casa uma boa lembrança desse dia.  Agradecemos pela solidariedade expressada por vários camaradas depois do ataque da polícia, mas queremos deixar claro que não éramos vítimas indefesas; todos os camaradas estavam na luta com uma clara consciência dela.

Depois da manifestação no sábado, ficou óbvio que, basicamente, havia uma separação entre as duas manifestações. Havia uma manifestação de luta com a consigna “Bem-vindos ao Inferno!”, onde todos estavam prontos para lutar contra a polícia, mas esse embate deveria acontecer isolado das massas. A manifestação do sábado deveria ser “anti-policia e pacífica”. Isto demonstra que o controle do revisionismo foi subestimado, especialmente o controle do partido de esquerda que também convocou para o ataque contra o bloco anti-imperialista, porque este cruzava o plano do revisionismo. Isto nos mostra que os partidos de esquerda não são “amigos em um caminho equivocado”, mas unidos irrevogavelmente à máquina imperialista do Estado. Isto nos lembra os ensinamentos de Lenin de que os revolucionários devem aprender a violência revolucionária e a luta implacável contra o revisionismo. E para os camaradas: todos os golpes que levaram devem lembrá-los o que é o revisionismo e qual é seu papel.

Concluindo: queremos deixar claro que os oportunistas e os revisionistas se misturam na tempestade do ultraje burguês e se colocam à distância. Uma “esquerda alemã” que condena quando os camaradas da Grécia, da Espanha e de outros países da EU, que estão sob o tacão do imperialismo alemão, descarregam seu ódio de classe aqui nas ruas, é e permanece sendo social-patriota e, portanto, uma inimiga jurada da classe trabalhadora. Não sem razão Lenin assinalou, em suas insistentes advertências contra essas tendências e em sua luta contra o chauvinismo em geral, o ‘chauvinismo alemão’, como um mau exemplo dessa espécie.

Saudamos os jovens revolucionários, filhos e filhas da classe que enfrentaram, sem medo, sem dúvidas, sem se preocupar com seu bem-estar, as tropas tempestuosas do imperialismo assassino do RFA. Alguns camaradas sobreviveram à luta por acaso, os porcos queriam quebrar seus crânios, mas os camaradas nada reclamaram, ficaram alegres, estavam todos contentes, conscientes, estavam do lado certo, do lado dos oprimidos e explorados, ao lado de nossa classe em todo o mundo, ao lado do futuro da humanidade.

Há muito mais a ser analisado e o faremos pouco a pouco. Paciência, camaradas. Nós avaliaremos tudo novamente. Mas uma coisa sentimos: quando ficamos juntos, quando nosso sangue e de nossos inimigos correram, sentimos um nascimento, pois em um nascimento usualmente o sangue corre, e foi o nascimento de algo novo. Algo que muitos pensaram que não apareceria nesse Estado podre: comunistas lutando, soldados da classe, prontos a pagar o preço. No final, o que quer que nos aconteça, foram conquistados uma importante vitória e um importante desenvolvimento!

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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