RJ: Caso Fabrício irá a júri popular

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Na última terça feira, 05 de setembro ocorreu o julgamento do assassinato de Fabrício dos Santos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fabrício dos Santos era um jovem de apenas 19 anos, negro e pobre que foi covardemente assassinado pela Polícia Militar, por um disparo de grosso calibre (762), na virada do ano de 2013 para 2014. O fato ocorreu enquanto Fabrício simplesmente calibrava o pneu de um carro no posto de Gasolina Camboatá, localizado no Complexo do Chapadão, Rio de Janeiro.

Segundo relatos de um funcionário que trabalhava no posto (que não deseja ser identificado) e das filmagens das câmeras de segurança do estabelecimento, um dos policiais que estavam na viatura desceu e revistou Fabrício, não encontrando nada. O outro que estava no carro simplesmente lançou um disparo de fuzil contra a cabeça do jovem, que morreu na hora.

Em diversas fases do processo o júri já reconheceu que o fato se trata de um assassinato à sangue frio, um covarde crime contra a vida do jovem. O caso Fabrício é parte da política de extermínio que o Estado vem perpetuando contra as massas pobres, sobretudo, jovens e negros - assunto que o Jornal A Nova Democracia vem debatendo em suas diversas edições. 

Os policiais responsáveis pelo crime encontram-se soltos, um deles está trabalhando no serviço administrativo da Polícia Militar, o outro encontra-se afastado do serviço, porém continua portando arma.

O assassinato de Fabrício - caso frequente entre os jovens pobres e negros, seja nas favelas, no sistema penitenciário, no campo ou na cidade - irá a júri popular que ainda está para ser marcado.

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