Assis Ângelo homenageia Geraldo Vandré

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“Pois é, 82!”, foi o Geraldo agradecendo pelo telefonema que fiz parabenizando-o pelo seu aniversário, na terça, dia 12/09.

Geraldo Vandré é um dos mais importantes artistas da música brasileira. Bingo! Vandré nasceu em São Paulo, mas o seu criador, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, nasceu na capital paraibana no dia 12 de setembro de 1935. Ele sempre esteve à frente de seu tempo.

Vandré começou a gravar músicas em janeiro de 1961, nos estúdios da extinta RGE. Gravou poucos discos. Cinco LPs, pra ser exato. O último, Terras de Bemvirá, na capital francesa. Foram poucas as músicas que gravou, mas muitas delas continuam sendo regravadas dos modos mais diferentes. Caminhando ou Pra não que não falei de flores, foi gravada em vários idiomas e em ritmos.

A primeira gravação da guarânia Caminhando, feita em estúdio, é do rei do baião Luiz Gonzaga. Isso no mesmo ano em que essa obra foi classificada em segundo lugar do Festival Internacional da Canção, em novembro de 1968.

A primeira gravação de uma música do Vandré foi feita em 1962 pelo extinto e totalmente desconhecido grupo musical Os Bossais. A gravação, em 78 RPM (na foto), é da música Quem Quiser Encontrar o Amor, que tem o carioca Carlos Lira como coautor. Essa gravação, raríssima, se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.

Uma curiosidade: Um dia achei num dos alfarrábios de Paris o compacto  La Passion Bresilienne, com músicas de Geraldo Vandré por ele mesmo interpretadas. Esse disco um dia eu mostrei ao Geraldo. Ao vê-lo, Geraldo  pareceu-me transportar-se à França.

Para ele, em sua homenagem, eu e o Téo Azevedo compusemos Caminhando com Vandré.


Texto do jornalista e estudioso da cultura popular Assis Ângelo (foto), que foi entrevistado no AND 3

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