AL: Camponeses resistem contra Operação de guerra em Rio Largo

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Camponeses do Acampamento da Fazenda Várzea Grande ocupam a fazenda Várzea Grande desde o dia 27 de agosto

O velho Estado está realizando uma operação de guerra contra os camponeses do Acampamento da Fazenda Várzea Grande situado em Rio Largo (AL), buscando aterrorizá-los e intimida-los, realizando uma demarcação irregular. Um centro de operações da Polícia Militar foi instalado ao lado do acampamento.

Nos dias 8 e 9 de outubro, dois caminhões do exército reacionário e 800 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM realizaram treinamento na mata próximo ao acampamento. Segundo denúncias dos camponeses, organizados sob a bandeira vermelha da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Nordeste, enviadas a redação de AND foram ouvidos sons de gravações de gritos de pessoas torturadas e gritos de guerra dos militares, além dos sons de disparos e bombas lançadas. Um helicóptero das forças repressivas sobrevoou a área.

Ainda de acordo com os camponeses, a ação de intimidação das forças militares e policiais do velho Estado se deve ao fato da Usina Utinga Leão não ter respaldo político e jurídico para remover o acampamento.

Em área próxima ao Acampamento da Fazenda Várzea Grande entraram duas viaturas da polícia, ambulância e tratores, além de cortarem o sinal celular.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não se pronunciou, e na reunião ocorrida com os órgãos do velho Estado tiveram total liberdade de palavra os advogados da usina e o secretário de segurança.

Os camponeses denunciaram que qualquer crime praticado contra eles será de responsabilidade das gerências estadual e federal de Renan Filho e Michel Temer, respectivamente, ambos do PMDB.

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